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Peças vêm de fornecedores
Vale lembrar que, na maioria absoluta dos casos, essas peças defeituosas vêm dos fornecedores das montadoras. Afinal, o processo de fabricação de uma motocicleta é assim mesmo: a marca projeta, define as peças que serão usadas no novo modelo, suas especificações e, depois, compra esses componentes de fornecedores - que são muitos: das rodas aos parafusos, e passam por chicotes elétricos e suas conexões, além de toda aquelas que compõem os conjuntos de motor e transmissão, entre muitos outros.Normalmente, as "inconformidades" - nome elegante para os defeitos - estão nas especificações. É um eixo menos resistente do que deveria, uma presilha que não é forte o bastante, um amortecedor com encaixe frouxo e até um descanso lateral mais curto do que deveria, como inclusive vimos recentemente. Eventualmente o recall abrange até um remapeamento da ECU (central eletrônica), para tornar o funcionamento mais adequado ao nosso combustível.
Licenciamento pode ser bloqueado
Vale lembrar que o recall não passa em branco: não adianta ignorá-lo, porque quando um veículo é chamado para fazer um reparo, mas não comparece, além de trazer risco à segurança, essa falta fica registrada no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) - que informa que um chamado foi feito e ignorado.E em abril do ano passado entrou em vigor uma lei que impede o licenciamento de veículos chamados para recall, mas que não fizeram o devido conserto. Por outro lado, quando o reparo é feito, os sistemas informatizados dos Detrans do país são "avisados" pelas montadoras, e o licenciamento é automaticamente liberado.
Então, por esses dois principais motivos - a segurança do condutor da moto e a permissão para fazer licenciamento - é importante atender aos recalls. Outro detalhe relevante: não há prazo de validade para atender ao recall e fazer o conserto: o chamado vale continuamente a partir da comunicação oficial feita pela fabricante do veículo.
Abaixo, mostramos alguns dos recalls que estão em andamento atualmente, e que foram feitos a partir de 2020. Se a sua moto está na lista, vá no site da fabricante e confira se o chassi dela está entre os que devem fazer algum reparo.
Confira chamados em vigor atualmente:
Recall Honda
- CBR 1000RR-R: substituição da mangueira do radiador de óleo e instalação do protetor de calor
- CB 500F e CB 500X: inspeção e, se necessário, substituição do módulo do ABS
- CRF 450R: substituição da corrente de transmissão
- CRF 1000L Africa Twin Adventure Sports e CRF 1000L Africa Twin Adventure Sports TE (Travel Edition): limpeza do tanque de combustível e substituição do filtro da bomba de combustível
Recall Yamaha
- Tracer 900 GT: substituição do interruptor do freio dianteiro
- XTZ 1200 Super Ténéré: substituição do interruptor do freio dianteiro
- XTZ 150 Crosser: substituição da mangueira de freio "5" e instalação do suporte da mangueira
Recall Kawasaki
- Ninja H2 SX SE: substituição do rolamento de agulhas da roda traseira, e reprogramação do mapa de injeção eletrônica
- Ninja 400 / Z 400: substituição do tensor da corrente de comando
- Ninja ZX-6R: reparo no chicote elétrico da buzina
- Ninja ZX-10R / ZX-10R SE: reprogramação da ECU e substituição das válvulas de sucção de ar do cabeçote
Recall Suzuki
- V-Strom 650 A, V-Strom 650 XT, GSX-S 750A. GSX-S750 ZA, GSX-R 1000 A, GSX-R 1000 RA e GSX-R 1000 RAZ: substituição da base e do anel de vedação da bomba de combustível
- Bandit 650 S, GSX-650 F, Bandit 1250, Bandit 1250 S, GSX-R 750, Boulevard M 1500, Boulevard M 1500 R e Burgman 400: substituição do retificador de voltagem
Recall Ducati
- XDiavel, XDiavel S: substituição do conjunto do suporte do descanso lateral
- Monster 1200 S e Monster Supersport S: inspeção e eventual substituição da alavanca da caixa de câmbio
Recall Triumph
- Trident 660: substituição do descanso lateral
- Rocket 3R: sangria no sistema de freio
Recall BMW
- K 1600 GTL e K 1600 Bagger: substituição do suporte pivô da suspensão traseira
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