A BYD segue ampliando sua presença no Brasil em um ritmo difícil de acompanhar. Em abril de 2026, a marca não só liderou o mercado de eletrificados como fez isso com maestria, tanto entre os híbridos quanto entre os elétricos, considerando automóveis e comerciais leves, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Nos híbridos, foram 8.049 unidades vendidas no mês, garantindo 31,01% de participação. Já entre os elétricos, o domínio é ainda mais expressivo: 10.425 unidades e 59,65% de todo o mercado.
Na prática, isso significa que mais da metade dos carros 100% elétricos vendidos no Brasil em abril eram da marca chinesa.
Esse desempenho acontece em um momento de forte crescimento do segmento. Ao todo, o país somou 43.434 veículos eletrificados vendidos no mês, sendo 25.957 híbridos e 17.477 elétricos.
Na comparação com abril de 2025, o avanço chama atenção, principalmente entre os modelos totalmente elétricos, que mais do que triplicaram em volume.
O mais interessante é que a liderança da BYD já ultrapassa o recorte dos eletrificados. A marca também vem ganhando espaço no ranking geral de vendas, que ainda é dominado por carros a combustão.
Em abril, o BYD Dolphin Mini foi o sexto automóvel mais vendido do país, com 6.880 unidades. Logo atrás, o BYD Song apareceu na décima posição, com 6.041 unidades, enquanto o BYD Dolphin também garantiu presença entre os 25 primeiros colocados.
Não é um movimento trivial. Mesmo com preços mais altos que modelos compactos tradicionais, os carros da BYD já disputam diretamente com nomes consolidados do mercado, como hatchs e SUVs flex que historicamente dominam o volume no Brasil.
Tanto que, em abril, novamente, o BYD Dolphin Mini foi o automóvel mais emplacado no varejo.
O ranking geral ainda tem liderança de modelos como Volkswagen Polo, Fiat Argo e Chevrolet Onix, o que mostra que os carros a combustão continuam sendo maioria absoluta, muito por conta das vendas diretas. Ainda assim, o crescimento da BYD indica uma mudança importante de comportamento do consumidor.
Esse cenário fica ainda mais claro quando se olha o acumulado do ano. Em 2026, a BYD já soma 23.910 híbridos vendidos, com 26,42% de participação, além de 32.188 elétricos, o que representa 66,5% de todo o mercado nacional nesse tipo de motorização.
O avanço da BYD no Brasil passa por uma combinação de fatores. A marca conseguiu montar um portfólio amplo, com opções que vão de hatch compacto a SUV, além de apostar forte nos híbridos plug-in, que ainda têm pouca concorrência direta no país.
Somado a isso, há uma estratégia agressiva de preços dentro do segmento e um crescimento acelerado da rede de concessionárias, o que aumenta a visibilidade e facilita o acesso do consumidor.
O resultado começa a aparecer de forma clara: a BYD não só domina os eletrificados, como já dá sinais de que pode disputar espaço de igual para igual com os líderes tradicionais do mercado brasileiro.
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