A BYD Shark está se recuperando em vendas. Após emplacar insignificantes 49 unidades durante o mês de novembro inteiro, somente nos primeiros 15 dias de dezembro a BYD Shark já registrou 52 emplacamentos, de acordo com dados preliminares da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Apesar de o número do atual mês não ser extremamente vigoroso, a picape média híbrida mostra que novembro pode ter sido um ponto completamente fora da curva. De acordo com a própria fabricante, o número baixo foi causado pela falta de unidades disponíveis, já que o segundo lote da Shark chegou da China apenas no fim do mês.
Vale destacar ainda que em outubro, primeiro mês de vendas da BYD Shark, a grandalhona fabricada na China registrou 143 emplacamentos.

A BYD Shark foi lançada em outubro, é oferecida em versão única (GS), e pelo preço de R$ 379.800.
A BYD Shark é equipada com um motor 1.5 turbo de quatro cilindros somente a gasolina, com 183 cv de potência, e outros dois motores elétricos – cada um posicionado em um dos eixos. O conjunto entrega potência combinada de 437 cv, que permite à picape acelerar de zero a 100 km/h em 5,7 segundos.
Os motores elétricos da BYD Shark são alimentados por uma bateria de 29,6 kWh, que proporciona uma autonomia de 57 quilômetros no modo 100% elétrico (ciclo PBEV). Já o alcance no modo híbrido é de 840 quilômetros (ciclo NEDC).
A picape híbrida da BYD tem 5,45 metros de comprimento, 3,26 m de distância entre os eixos, 1,97 m de largura e 1,92 m de altura.
A caçamba da BYD Shark tem capacidade para 1.200 litros ou 790 quilos de carga. É menor do que as médias tradicionais, que geralmente levam em torno de uma tonelada. Com a tecnologia V2L, são três tomadas para equipamentos elétricos instaladas na caçamba.
A BYD Shark é atualmente fabricada na China. No entanto, a picape deverá, futuramente, ser produzida na América Latina. Existe a possibilidade de ela ser feita na planta de Camaçarí, na Bahia, ou mesmo em uma possível unidade fabril que poderá ser construída no México. Tudo vai depender da estratégia da BYD de vender ou não a Shark nos Estados Unidos, algo que, hoje, parece estar distante.