A Chevrolet ainda nem começou a entregar o Sonic direito, mas o SUV já virou um fenômeno comercial para a marca no Brasil. Segundo a fabricante, o modelo alcançou a marca de 14 mil unidades comercializadas desde seu lançamento, no começo deste mês, e esta é a maior estreia de vendas da história da Chevrolet no país.
Para celebrar o resultado, a GM promoveu nesta quarta-feira (20/5) o "Sonic Day", ação simultânea feita em cerca de 600 concessionárias espalhadas pelo país para apresentar oficialmente o modelo ao público. Essa ofensiva deixa claro o peso que o modelo vai ter dentro da estratégia da marca nos próximos anos.

Posicionado entre o Onix Activ e o Tracker, o Sonic chega para disputar um dos segmentos mais aquecidos do mercado brasileiro, o de SUVs subcompactos. Ele vai enfrentar rivais como Volkswagen Nivus e Fiat Fastback, mas, pelos preços, também os menores e mais baratos como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian, entre outros. Sua aposta será em visual moderno, pacote tecnológico robusto e, claro, o preço competitivo.
O Sonic foi lançado oficialmente no último dia 7, em duas versões, a Premier e a RS, por R$ 129.990 e R$ 135.990, respectivamente - por ora as "mais caras", o que significa que ele ainda poderá ter configurações mais em conta.
O novo SUV foi desenvolvido sobre uma plataforma global da GM, a mesma de Onix, Montana e Tracker, mas teve participação importante da engenharia brasileira em sua adaptação para o mercado sul-americano.
Mede 4,23 metros de comprimento e tem linhas inspiradas em SUVs maiores da Chevrolet, especialmente no Equinox EV. Note, pelas imagens, que a dianteira traz a nova identidade visual da marca, com iluminação em LED dividida e a nova geração da tradicional gravata da empresa.
Por dentro, o Sonic aposta em um ambiente mais moderno e conectado. O painel reúne duas telas integradas, sendo uma para o quadro de instrumentos e outra para a central multimídia. O SUV também oferece pacote de conectividade atualizado, assistentes de condução e recursos semiautônomos nas versões mais caras - embora sem controle de cruzeiro adaptativo (ACC).
Sob o capô, usa o motor 1.0 turboflex de três cilindros já conhecido da linha Chevrolet, combinado a um câmbio automático de seis marchas. A estratégia da GM foi apostar em um conjunto mecânico já consolidado para reduzir custos, facilitar manutenção e manter os preços competitivos.
Inicialmente, o Sonic será vendido em duas versões: a Premier e a RS. A marca não revelou qual delas vendeu mais até agora. Vale dizer, no entanto, que ambas têm o mesmo conjunto mecânico - a RS aposta em visual mais esportivo, enquanto a Premier prioriza acabamento e equipamentos de conforto.
Esse desempenho inicial empolgante mostra que a marca pode ter acertado em cheio na fórmula do Sonic, que mistura design chamativo, bom nível de tecnologia embarcada e posicionamento estratégico de preço.
Agora, o desafio será manter o ritmo após o forte impacto inicial de lançamento e garantir disponibilidade do modelo nas concessionárias, algo que vem sendo de certo modo um problema recorrente em lançamentos recentes da indústria automotiva brasileira. Será que a GM vai conseguir? A empresa parece preparada para isso.
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