Demanda por gasolina pode ter atingido teto

Segundo relatório da AIE, eletrificação e maior eficiência dos carros a combustão contribuem para o cenário

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Marcus Celestino
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A Agência Internacional de Energia publicou seu último relatório na quarta-feira passada (17). No documento, aponta para um acontecimento histórico: a demanda por gasolina atingiu o teto. De acordo com a AIE, o pico foi atingido em 2019.

O cenário foi favorecido, conforme o relatório, pelo aumento da eficiência dos carros com motores de combustão interna. Além disso, a eletrificação dos automóveis também contribuiu para que a demanda por gasolina chegasse ao seu pico.

A Agência Internacional de Energia aponta ainda para a pandemia do novo coronavírus, que modificou consideravelmente a forma como as pessoas se locomovem. A generalização do teletrabalho, cortes orçamentários de empresas e menor número de viajantes são três pontos que, segundo a AIE, jogaram a demanda para baixo.

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Transformação energética faz com que a demanda por gasolina caia
Crédito: Divulgação
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Faith Birol, diretor da Agência, ressaltou, contudo, que a crise do novo coronavírus pode ter criado um declínio não necessariamente duradouro. "Fazer uma transição organizada, longe do petróleo, é essencial para atingir as metas climáticas, mas isso requer mudanças políticas e comportamentais", destacou.

Para Birol, o apoio à venda de veículos elétricos e a otimização de padrões de eficiência energética são medidas que poderiam ser tomadas de imediato. Aliadas a mais trabalho remoto e, por conseguinte, menos viagens profissionais, reduziriam a demanda por gasolina em 5,6 mbd (milhões de barris por dia) até 2026. Isso faria com que o mundo não mais voltasse aos níveis de antes da pandemia.

Petróleo vai na contramão

Embora a demanda por gasolina possa ter atingido seu pico, o mercado de petróleo geral segue em crescimento. Embora a pandemia, segundo a AIE, tenha jogada para baixo as estimativas, estas serão superadas com folgas depois de 2023.

Para a agência, até 2026, a demanda atingirá 104 mbd - 4% a mais do que em 2019.A AIE diz que o continente asiático será responsável por 90% desse aumento. Não à toa, o preço do petróleo chegou a tocar os 70 dólares no início deste mês.

Isso, todavia, não quer dizer que este seja o início de um superciclo. Para AIE, pelo menos, o valor do petróleo não aumentará significativamente no futuro. Ainda de acordo com a agência, a redução da oferta e a compra desenfreada de petróleo pelos setores industriais fizeram com que os preços subissem.

No entanto, a AIE aponta que haverá petróleo bruto para abastecer as indústrias. Além disso, essas tem ficado menos dependentes do "ouro negro". Por esses motivos, a agência crê que o preço dos barris não tenha forte alta por tanto tempo.

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