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Imposto de 35% poderá deixar elétricos mais caros

Modelos eletrificados pagarão 35% de alíquota de importação a partir de julho, conforme definido pelo governo em 2023

por Roberto Dutra

As marcas que comercializam veículos de passeio elétricos e híbridos no mercado brasileiro precisarão rebolar a partir do meio deste ano. É que, em julho, entrará em vigor a alíquota máxima de 35% para esses modelos, conforme definido pelo governo federal em 2023.
A medida valerá para 100% elétricos, híbridos plug-in e híbridos convencionais importados. A medida tem o objetivo de de impedir que esses modelos ganhem espaço excessivo no mercado, prejudicando a indústria brasileira - e, ao mesmo tempo, tentará estimular a produção nacional. No momento em que a alíquota passar para 35%, a diferença tributária da produção local para a importação ficará muito grande. Com isso, as marcas que importam terão que aumentar seus preços. Ou então acelerar a produção em solo brasileiro, como algumas já fizeram: a GWM já produz em Iracemápolis (SP) e a BYD, em Camaçari.

Saiba mais:
As alíquotas atuais variam de acordo com o tipo de eletrificação. Os modelos 10% elétricos pagam 25%, os híbridos plug-in pagam 28% e os híbridos convencionais pagam 30%. Em julho, os três tipos pagarão alíquota única de 35%.
A produção nacional evitará o pagamento dessa alíquota "cheia", mesmo que seja apenas uma montagem parcial. Mas, ainda assim, haverá tributação. Quem monta kits de CKD (completamente desmontados), ou mesmo SKD (parcialmente desmontados) paga entre 16% e 18%. Ainda é uma taxa alta, mas é bem menos que 35%.
Porém, em 2027 essa tributação também mudará e a alíquota para kits CKD e SKD também subirá - exatamente para 35%. A saída, nesse caso, é mesmo um índice de nacionalização progressivamente maior, com intensificação da produção local.

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