Honda HR-V Turbo não se sustenta por R$ 140 mil

Lista farta de equipamentos e motor de 173 cv não são capazes de colocar o SUV em pé de igualdade com o Jeep Compass

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Lukas Kenji
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O maior destaque da Honda no Salão do Automóvel de 2018 foi o HR-V Touring, equipado com o tão chamativo motor turbo de 173 cv de potência. O único “detalhe” é que o carro não estava lá. Só foi apresentado fisicamente pela montadora agora, na estreia da linha 2020, por chamativos R$ 139.990. Será que vale o investimento?

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Para tentar entender essa política de preço é necessário sacar qual é a estratégia da Honda. Não é preciso muita esperteza para ver que a marca quer pegar uma fatia do segmento de SUVs médios, no qual o Jeep Compass é rei.

Sendo assim, a Honda quer mostrar que, apesar de oito centímetros menor em comprimento, o HR-V pode entregar o mesmo conforto interno que o rival. A leitura simples não mostra isso. O entre-eixos é menor em dois centímetros, com totais 2,61 m. Já a largura de 1,77 m perde para a dimensão de 1,82 do Jeep. No entanto, a Honda afirma que seu modelo ganha no quesito espaço para ombros e para as pernas.

 SUV tem sistema duplo de escape
Legenda: SUV tem sistema duplo de escape

Só que o discurso vai por água abaixo ao notar que o porta-malas do HR-V Touring perde espaço com a adoção de um escapamento com dupla saída. Ele é necessário para que o motor turbo trabalhe com eficiência, mas contribui para que a capacidade padrão de 437 litros diminua para 393 litros.

Se atrapalha um pouco o argumento do espaço, o propulsor turbo a gasolina cumpre com seu papel fundamental prover mais fôlego e respostas rápidas ao SUV. Os 22,4 kgf.m de torque são liberados já aos 1.700 giros e permanecem plenos até 5.500 rpm. A diferença de performance é gritante em relação ao motor 1.8 flex de até 140 cv, que continua equipando as demais versões do HR-V. São elas LX (R$ 94.400), EX (R$ 101.700) e EXL (R$ 111.900).

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Não que o motor aspirado seja insosso, longe disso. Mas o vigor entregue pelo bloco que também equipa Civic e CR-V agregou um valor antes longe do HR-V, a esportividade. Ela seria ainda mais efusiva caso a transmissão tive propriedade mais permissiva. Embora tenha sofrido ajustes para oferecer retomadas rápidas, o que é nítido na prática, o câmbio CVT que simula sete velocidades ainda não é a ideal quando o assunto é prazer ao dirigir. Isso não é um defeito, uma vez que ela foi feita para focar no conforto.

Se a diferença em desempenho é enfática, quando o assunto é consumo de combustível o patamar é o mesmo. O HR-V 1.5 turbo desenvolve média de 11,4 km/l na cidade e, 12,6 km/l, na estrada. Já o motor 1.8 tem desempenho de 11 km/l no ciclo urbano e, 12,3 km/l no ciclo rodoviária, quando abastecido com gasolina.

 Acabamento interno bicolor
Legenda: Acabamento interno bicolor

MAIS EQUIPAMENTOS

O motor, no entanto, com tubocompressor não é a única atração do HR-V Touring. O modelo também ficou mais equipado. Pela primeira vez um Honda conta com teto solar panorâmico. Outros diferenciais da versão topo de linha são faróis principais e de neblina com tecnologia full LED, escapamento duplo de inox, antena de rádio com formato barbatana, além de câmera embaixo do retrovisor direito para minimizar pontos cegos.

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Legenda: Central multimídia de 7 polegadas

As imagens são projetadas na central multimídia de 7 polegadas sensível ao toque. Ela tem pareamento com Android Auto e Apple CarPlay, mas também carrega GPS nativo.

Dependendo da cor externa, o HR-V Touring tem ainda como diferencial acabamento interno bicolor, com predominância de tom cinza. A novidade agrega ainda mais valor ao modelo que já trazia um dos melhores ambientes da categoria. Há diversidade de materiais, incluindo black piano, cromados e couro, todos de ótima qualidade ao toque.

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Legenda: Câmbio CVT simula 7 marchas

Fora isso, o ar-condicionado é comandado por toques, uma vez que não há botões. Também há requinte e versatilidade na distribuição do console central, que dedica, por exemplo, um espaço na parte baixa com entrada USB, que abriga bem até mesmo telefones parrudos.

As demais versões também receberam novidades na linha 2020. A configuração de entrada, LX, tem agora câmera de ré integrada à central multimídia de 5", com três modos de visão.

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Já a EX, considerada intermediária, ganhou a central de 7 polegadas e sensores de estacionamento traseiro. A antiga topo de linha, EXL, passou a oferecer os sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, bem como uma nova grade frontal com acabamento em black piano.

Todas a linha vem de série com ar-condicionado, freio de estacionamento eletrônico, controle de cruzeiro e faróis de neblina, vidros elétricos, além de controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e luzes de frenagem de emergência. Ainda falando sobre segurança, as versões EXL e Touring têm airbags de cortina.

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Legenda: Teto solar panorâmico

MAS E AÍ, VALE A PENA?

Embora tenha ficado mais recheado de equipamentos, o HR-V não se sustenta na versão turbinada. Isso, falando em custo-benefício. O Honda é um ótimo produto, consolidado no segmento de SUVs compactos, mas não consegue competir com a galera de dimensões maiores.

Um exemplo veemente é o Volkswagen Tiguan Allspace. Apesar de ser ainda mais caro mesmo na versão de entrada, o SUV de sete lugares também entrega prazer ao dirigir e diversos equipamentos avançados. Por R$ 149.990, traz motor 1.4 turbo de 150 cv, câmbio de dupla embreagem, seis airbags, ar-condicionado de três zonas, além de 686 litros de porta-malas.

Mesmo uma breve comparação mostra que o HR-V Turbo tende a ser mais um carro de marca do que um veículo que faça sentido para o consumidor.

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