A Honda revelou nos Estados Unidos um esboço do Prologue. O SUV elétrico chega em 2024 ao mercado automotivo americano como o 1º produto desenvolvido em conjunto pela marca japonesa e a General Motors.

O Honda Prologue foi desenhado pelo estúdio de design da marca japonesa em Los Angeles (EUA) em colaboração com o time de projetistas da montadora no Japão. Trabalho que foi realizado com a utilização de realidade virtual, com o objetivo de contornar as restrições impostas pela pandemia.
Em termos visuais, o modelo apresenta linhas conservadoras, e segue o padrão estabelecido pelos SUVs mais recentes da Honda. Um exemplo é a dianteira alta, no mesmo estilo visto na geração mais recente do HR-V, que chega ao Brasil em agosto. As linhas laterais, por sua vez, seguem o estilo do novo CR-V.
A ficha técnica do SUV não foi revelada. Mas já se sabe que o modelo será baseado na plataforma e nas baterias Ultium da GM, reveladas no ano passado na picape GMC Hummer EV.
O Prologue está inserido na estratégia de eletrificação da Honda, que prevê o lançamento global de 30 novos carros elétricos até 2030. O SUV será seguido, em 2026, de um modelo a bateria feito sobre a nova plataforma Honda e:Architecture.
Já em 2027 será a vez da Honda lançar uma série de carros elétricos pensados para serem mais acessíveis que os atuais, feitos sobre uma nova arquitetura criada junto com a GM.
Nos Estados Unidos, o plano de eletrificação irá incluir mudanças no showroom e oficinas dos concessionários, além da instalação de carregadores nesses pontos de vendas.
Por mais estranho que possa parecer, uma parceria deste tipo entre gigantes do segmento automotivo é mais comum do que se imagina. Entre os anos 1980 e 1990, a própria Honda teve uma parceria de colaboração tecnológica com a Land Rover.
O resultado foram produtos da marca britânica baseados em projetos da empresa japonesa. Ao mesmo tempo, a Honda vendeu no Japão o Land Rover Discovery de primeira geração sob a sua marca, com o nome Crossroad.
Parcerias em termos bem próximos foram firmadas nos últimos anos entre Volkswagen e Ford (para o desenvolvimento da VW Amarok de 2ª geração) e a Renault e Mercedes-Benz.
Esta última pode ser vista no Brasil na forma do motor 1.3 turbo usado nos brasileiros Renault Duster, Oroch e Captur, que são compartilhados com os Mercedes-Benz Classe A e B.