O retorno do Honda WR-V já começou movimentando o mercado: foram mais de mil unidades vendidas em apenas cinco dias de pré-venda.
Produzido em Itirapina (SP), o novo SUV mira diretamente em modelos como Fiat Pulse e Volkswagen Tera, que hoje dominam o segmento de SUVs subcompactos de entrada. Porém, suas especificações e características fazem com que possa ir além e consiga brigar até com quem não o via como rival... pelo menos não até agora.
Com mil unidades vendidas em cinco dias de pré-venda, o WR-V já dá sinais de que encontrou um público receptivo. A Honda preenche um espaço entre os SUVs compactos mais baratos e os médios, e faz isso com um nome que tem força de marca e credibilidade técnica.
Com preços entre R$ 144.900 e R$ 149.900, o Honda WR-V se posiciona acima de hatches como o Fiat Argo, Hyundai HB20 e Volkswagen Polo, e logo abaixo de SUVs compactos, como o próprio Honda HR-V. Ou seja, um degrau intermediário que a marca ainda não explorava com tanta clareza.
Essa faixa de preço bota o WR-V em briga direta com o Volkswagen Tera High (R$ 141.890) e o Fiat Pulse Impetus (R$ 146.990). Com isso, o WR-V entra justamente na faixa onde o público busca equilíbrio entre tamanho, preço e tecnologia.
No entanto, apesar de ser um nome conhecido no mercado brasileiro, e de carregar o forte nome da marca, o Honda WR-V terá um difícil trabalho pela frente - afinal, o VW Tera também já conquistou um espaço bem relevante.
O SUV da Volks mal chegou e já carrega o título de carro mais vendido do Brasil em outubro, conforme os dados parciais da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Entre os dias 1º e 26 já foram emplacadas 7.896 unidades.
O novo WR-V tem um pacote de equipamentos robusto para justificar o preço mais alto. Mesmo na versão de entrada EX, o modelo já traz Honda Sensing de série — aquele conjunto de assistentes de condução que inclui frenagem autônoma, controle de cruzeiro adaptativo e alerta de permanência em faixa.
Também há central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de painel digital de sete polegadas e faróis full-LED.
Na configuração EXL, ainda ganha bancos de couro, carregador por indução, myHonda Connect (plataforma de conectividade com controle remoto via app) e barras longitudinais no teto.
Outro ponto de destaque é o porta-malas com capacidade para 458 litros, um dos maiores da categoria.
Veja também: Honda WR-V quer ser SUV "mais por menos
Diferentemente do WR-V anterior, que tinha uma pegada mais "aventureira de hatch", o novo modelo adota proporções de SUV de verdade.
É um carro que conversa melhor com quem quer um SUV urbano com visual maduro, e não apenas um "Fit com roupagem off-road".
Tanto que, além dos SUVs de entrada, ele tem atributos suficientes para encarar de igual para igual as versões de entrada de modelos de um segmento acima, os SUVs compactos, como Jeep Renegade, Volkswagen Nivus, Chevrolet Tracker e até mesmo o Hyundai Creta, o queridinho do varejo brasileiro.
O motor 1.5 aspirado de 126 cv de potência e 15,8 kgfm de torque é o mesmo do City e do HR-V de entrada, e promete um desempenho equilibrado e com baixo consumo — ponto que a Honda costuma dominar. Como não tem turbo, a eficiência será o trunfo frente aos rivais - mais que o desempenho, especificamente. O conjunto também é composto por um câmbio continuamente variável (CVT).
A garantia total de seis anos sem limite de quilometragem é outro ponto que deve pesar na decisão de compra. É uma das maiores do segmento, e reforça a imagem de confiabilidade da Honda — algo que sempre esteve atrelado à marca.



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