Leapmotor B10: como é dirigir o SUV elétrico?

Com bom espaço e condução equilibrada, SUV elétrico é o segundo modelo da marca aqui no Brasil

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Nicole Santana
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O Leapmotor B10 é o segundo modelo da marca a chegar oficialmente ao Brasil. Veio se juntar ao irmão maior, o Leapmotor C10, lançado há algum tempo.

    A estratégia é clara: crescer rápido por aqui. Tanto que os dois SUVs já têm produção nacional prevista, embora ainda não haja confirmação sobre possíveis mudanças nas configurações quando isso acontecer.

    Mesmo assim, o B10 já estreia com ajustes pensados para o nosso mercado, especialmente em suspensão e direção - algo que, na prática, faz diferença ao volante. E, olhando para a frente, a marca ainda prepara a chegada do Leapmotor C16.

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    O Leapmotor B10 é o segundo modelo da marca no Brasil e já tem produção local confirmada
    Crédito: Nicole Santana/WM1
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    Ao volante: Leapmotor B10 tem respostas rápidas e condução equilibrada

    Na prática, dirigir o B10 é exatamente o que se espera de um bom elétrico. O motor elétrico entrega 160 kW de potência (218 cv) e 24,4 kgfm de torque , sempre disponíveis de forma imediata. Isso faz diferença principalmente na estrada: não importa se você está saindo do zero ou retomando velocidade, a resposta vem na hora.

    O modelo acelera de zero a 100 km/h em oito segundos e tem velocidade máxima de 170 km/h, limitada justamente para preservar a autonomia.

    A tração traseira, que foge do padrão da maioria dos rivais, ajuda nessa sensação de equilíbrio. Somada à distribuição de peso próxima de 50:50, a condução é previsível, segura e bem resolvida dentro da proposta do carro.

    Suspensão privilegia conforto, mas poderia ir além

    A marca fala em ajustes específicos para o Brasil, e eles existem. O carro é confortável, filtra bem as irregularidades e cumpre a proposta de SUV familiar.

    Mas, ainda assim, há uma sensação de que a suspensão poderia ser um pouco mais firme em algumas situações. Não chega a incomodar, mas deixa claro que ainda há espaço para evolução, principalmente pensando do gosto do consumidor local: habitualmente o motorista brasileiro prefere suspensões mais firmes do que as mais macias - lá na China é o inverso.

    Leapmotor B10
    O Leapmotor B10 passou por ajustes de suspensão para se adequar ao gosto do brasileiro
    Crédito: Nicole Santana/WM1
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      Ergonomia: confortável no começo, cansativa no longo prazo

      Aqui entra um ponto importante, que aparece mais no uso do que na ficha técnica. No primeiro contato, você encontra uma posição de dirigir confortável. Mas, conforme o tempo passa, especialmente em viagens mais longas, essa sensação muda um pouco. E isso tem relação direta com a limitação de ajustes.

      Todos os comandos são manuais, inclusive de banco e volante, e senti falta de ajustes elétricos, principalmente considerando a proposta tecnológica do carro. Dependendo do biotipo do motorista, pode levar mais tempo para encontrar a posição ideal, e ainda assim não ser perfeita.

      Leapmotor B10
      O Leapmotor B10 exibe elementos que realçam a esportividade
      Crédito: Nicole Santana/WM1
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      Minimalismo que cobra seu preço no dia a dia

      O interior segue aquela linha mais limpa, com poucos botões físicos e quase tudo concentrado na multimídia de 14,6 polegadas.

      Visualmente, funciona bem. Mas no uso real, nem tanto. Um exemplo claro: ajustar os retrovisores exige acionar o comando na multimídia. Se mais de uma pessoa usa o carro, isso vira uma tarefa repetitiva e pouco prática. E como não há memória de posição, você acaba refazendo esse processo sempre.

      Por outro lado, a central é intuitiva e o pareamento sem fio com Android Auto e Apple CarPlay facilita bastante a rotina.

      O Leapmotor B10 exibe interior minimalista, mas isso pode incomodar no dia a dia
      Crédito: Nicole Santana/WM1
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      Espaço interno surpreende na prática

      Se há um ponto em que o B10 realmente se destaca, é no espaço interno. Durante o teste, fiz questão de observar isso na prática. Em um dos momentos, havia uma pessoa bem alta no banco dianteiro e eu sentei atrás, e ainda assim fiquei confortável, com bom espaço para pernas. Depois, trocamos: essa mesma pessoa foi para o banco traseiro, e a sensação se manteve positiva.

      Ou seja, o entre-eixos de 2,74 metros não é só um número na ficha técnica. O espaço funciona de verdade no uso real.

      O espaço interno é um dos bons atributos do SUV
      Crédito: Nicole Santana/WM1
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      Autonomia, bateria e recarga no dia a dia

      Falando de um elétrico, esses pontos são fundamentais, e aqui o B10 entrega um conjunto coerente. A bateria tem 56,2 kWh de capacidade e permite rodar até 288 quilômetros no padrão Inmetro ou 361 quilômetros no ciclo WLTP .

      Na prática, esses números fazem sentido. Em uso misto, é possível rodar acima dos 300 quilômetros sem dificuldade, especialmente equilibrando cidade e estrada.

      Na recarga, o modelo aceita até 140 kW em corrente contínua (DC), o que permite ir de 30% a 80% em cerca de 16 minutos . Em carregadores AC, são até 11 kW.

      Ou seja, além de autonomia honesta, o B10 também entrega praticidade no tempo de recarga.

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        Praticidade e soluções inteligentes no dia a dia

        O B10 também acerta em soluções que fazem diferença na rotina. Por exemplo, no porta-malas com capacidade para 365 litros, e que pode chegar a mais de 1.400 litros com os bancos rebatidos, somado ao trunk dianteiro para 21,5 litros. E ainda há 22 porta-objetos espalhados pela cabine, algo que parece detalhe, mas ajuda bastante no uso familiar.

        Outro ponto interessante é o sistema com tratamento antiácaro, que pode ser um diferencial importante para quem tem crianças ou sofre com alergias no dia a dia.

        O Leapmotor B10 também tem boa capacidade para bagagens
        Crédito: Nicole Santana/WM1
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        Teto panorâmico transforma a experiência

        O teto panorâmico de 1,80 metro é outro  item que vai além da ficha técnica. Durante o dia, ajuda na sensação de amplitude, embora possa aquecer mais a cabine dependendo do sol.

        Mas é fácil imaginar o melhor cenário: pegar uma estrada à noite, em um lugar mais isolado, com o céu estrelado. É o tipo de detalhe que transforma completamente a experiência a bordo e deixa a viagem mais especial.

        Vale a pena investir no Leapmotor B10?

        O Leapmotor B10 entrega exatamente o que promete: é um SUV elétrico equilibrado, confortável e voltado para usos urbano e familiar. Responde bem, é silencioso, tem bom espaço e uma autonomia honesta. E a marca cobra R$ 182.990 por isso.

        Ao mesmo tempo, fica claro que ainda há ajustes a serem feitos, principalmente em ergonomia, suspensão e na usabilidade da cabine.

        No fim, é um carro que já chega competitivo. Mas que pode ficar ainda mais interessante quando essa adaptação ao mercado brasileiro evoluir junto com a produção local.

        O teto solar panorâmico de 1,80 metro pode gerar boas experiências a bordo
        Crédito: Nicole Santana/WM1
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