A Volkswagen finalmente deu uma nova pista sobre a próxima geração da Amarok. A picape fez sua primeira aparição oficial nesta sexta-feira (21/08), durante a 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP), ainda coberta por uma camuflagem artística que esconde boa parte de seu desenho.
A principal informação antecipada pela marca é direta: a Amarok 2027 será a mais potente da história do modelo. A nova geração chegará ao mercado no próximo ano e terá também tecnologia e eletrificação, porém mantendo a proposta de robustez que marcou a trajetória da picape na América do Sul.
A apresentação em Barretos marca o início de uma nova fase para a Amarok, que terá participação direta da América do Sul em etapas como Design, Engenharia, testes e validação.
Um dos aspectos mais importantes do projeto é a participação da própria região no desenvolvimento da picape.
Segundo a Volkswagen, a nova Amarok está sendo desenvolvida a partir das necessidades dos clientes sul-americanos, com participação direta dos times locais de Design e Engenharia.
A estratégia faz parte da ofensiva de picapes da Volkswagen no Brasil e na América do Sul, região que vem ganhando protagonismo nas decisões relacionadas à próxima geração de veículos da marca.
“A América do Sul deixou de ser apenas um mercado consumidor para ajudar a definir o futuro das picapes da Volkswagen”, afirmou Alexander Seitz, Chairman Executivo da Volkswagen América do Sul.
Segundo o executivo, a nova Amarok será desenvolvida para um dos ambientes mais exigentes do mundo e vai combinar tecnologia e eletrificação com a robustez necessária para a região.
Vale lembrar que o desenvolvimento da nova geração da picape também está inserido em um pacote maior de investimentos da Volkswagen na América do Sul.
A ofensiva de picapes faz parte dos R$ 20 bilhões que a Volkswagen pretende investir na Região América do Sul até 2028. Desse total, R$ 4 bilhões são destinados exclusivamente à operação na Argentina.
O investimento inclui a evolução tecnológica dos produtos e dos processos de fabricação, além de melhorias nas instalações da fábrica de Pacheco.
Segundo a Volkswagen, o aporte contribui para a sustentabilidade da operação industrial nos próximos anos e para a evolução dos padrões de qualidade dos produtos e de desempenho ambiental.
Antes de chegar ao mercado, a nova Amarok passa por testes em diferentes partes da América do Sul. A Volkswagen afirma que o modelo está sendo avaliado junto a clientes, em condições reais de uso em todo o continente.
Isso inclui diferentes combinações de terreno e clima, como campo e cidade, estradas pavimentadas e não pavimentadas, diferentes temperaturas, altitude e variados tipos de terreno. A proposta é fazer com que a picape seja validada em situações próximas às que encontrará no uso cotidiano dos consumidores.
A Volkswagen cita ainda a Tukan dentro dessa estratégia de desenvolvimento e testes de picapes na região.
Embora tenha como principal função esconder o design da nova picape, a camuflagem exibida em Barretos não foi escolhida por acaso.
O desenho foi desenvolvido pelo time regional de Design da Volkswagen e reúne referências a diferentes paisagens, culturas e territórios da América do Sul.
Entre os elementos representados estão o Monte Fitz Roy, na Patagônia, entre Argentina e Chile, e as Cataratas do Iguaçu. A Amazônia também aparece na estampa, com referências a vitórias-régias, floresta, animais e vegetação.
O Peru é representado pelas Linhas de Nasca, enquanto o Brasil aparece ainda por meio da tradicional calçada de Copacabana. A composição inclui também os Moais da Ilha de Páscoa, no Chile.
O desenho não ficou restrito a paisagens famosas. A camuflagem também reúne elementos ligados à fauna e à flora locais, além de referências ao campo e à cultura sul-americana.
Entre os detalhes estão chapéu, botas, boi, cactos, cordel e linhas topográficas.
A ideia é conectar visualmente diferentes realidades da região: do agronegócio às grandes cidades, passando pelos diversos terrenos encontrados no continente.
E há uma curiosidade: alguns dos elementos utilizados na camuflagem também estarão presentes na própria picape.
A Volkswagen confirmou que alguns elementos da camuflagem artística serão transformados em easter eggs no próprio veículo. Ou seja, determinados detalhes escondidos na estampa também aparecerão na Amarok de produção.
A marca, porém, ainda não revelou quais serão esses elementos. Por enquanto, eles permanecem entre os segredos guardados pelo time de Design.
A nova geração chega com uma responsabilidade importante: dar continuidade a uma história de 16 anos da Amarok na América do Sul.
Produzida ininterruptamente no Centro Industrial de General Pacheco, na Argentina, desde 2010, a picape acaba de alcançar a marca de 800 mil unidades fabricadas.
Com esse volume, a Amarok se tornou o modelo mais produzido da história da Volkswagen Argentina. Do total produzido, mais de 465 mil unidades foram exportadas para mais de 100 mercados.
A escolha de Barretos (SP) para revelar a nova geração também tem relação com a história recente da picape. Em 2024, a Amarok se tornou o carro oficial da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos.
No ano seguinte, em 2025, o evento foi palco da apresentação da Amarok Barretos 70 Anos, série especial limitada a apenas 200 unidades. A edição especial foi apresentada pela Volkswagen como a série mais "emocional" já criada para a picape.
Agora, em 2026, a Festa do Peão volta a ser o palco para uma Amarok - desta vez, para revelar a próxima geração do modelo.
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