A BMW detalhou mais um pouco sua estratégia de sustentabilidade para a nova geração de modelos elétricos. Depois do SUV iX3, o próximo passo será o novo BMW i3, que também terá uma abordagem voltada para a redução de emissões de CO₂ ao longo de todo o ciclo de vida do veículo. O modelo será revelado depois de amanhã.
Segundo a fabricante, o sedã elétrico será o segundo modelo da chamada Neue Klasse, família de carros desenvolvida sobre uma nova plataforma dedicada à eletrificação. No projeto, a BMW promete ampliar o conceito de sustentabilidade com medidas que vão desde o desenvolvimento do produto até a produção e o fim da vida útil do veículo.
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O que já sabemos sobre o novo BMW i3
A estratégia do novo BMW i3 e dos demais modelos da família Neue Klasse inclui ações voltadas para a descarbonização da cadeia de suprimentos, maior utilização de materiais reciclados e otimização dos processos industriais. Segundo a BMW, iniciativas implementadas ainda na fase de desenvolvimento permitiram reduzir em cerca de um terço as emissões de CO₂ associadas à cadeia de fornecimento do modelo.
A marca revelou que a vantagem ambiental do modelo deve aparecer relativamente cedo na comparação com carros equivalentes a combustão. Dependendo do tipo de energia utilizada para recarregar a bateria, da quilometragem anual e da configuração do sistema de propulsão, a marca estima que o novo BMW i3 já apresente balanço de emissões mais favorável após um ou dois anos de uso.
Outro ponto do projeto é a aplicação do conceito chamado "Design for Circularity", que busca facilitar a reciclagem de componentes e reduzir a variedade de materiais utilizados. Entre os exemplos citados pela marca está o para-choque dianteiro, que passa a utilizar 30% de plástico reciclado.
Ao mesmo tempo, o número de materiais diferentes na peça foi reduzido em comparação com as usadas em modelos anteriores, o que facilita o reaproveitamento ao final do ciclo de vida. Com essa abordagem, a proporção de plástico reciclável no componente aumentou significativamente. A ideia é permitir que, após uma desmontagem, seja possível recuperar materiais e usá-los na produção de novas peças.
E por dentro?
O interior também deve seguir essa mesma lógica.
Entre as opções de acabamento estará um revestimento de bancos produzido com tecido reciclável à base de PET 100% reaproveitado. Segundo a fabricante, o uso desse material reduz tanto as emissões de CO₂ quanto o consumo de água durante a produção quando comparado ao uso de matéria-prima virgem.
No total, cerca de 30% do novo BMW i3 será composto por materiais secundários, segundo a fabricante. Componentes estruturais de alumínio fundido, como mangas de eixo e rodas, utilizam elevada proporção de material reciclado. A carcaça do motor elétrico traseiro, por exemplo, pode conter até dois terços de alumínio reaproveitado.
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A bateria de alta tensão também faz parte desse esforço. Nas novas células de sexta geração usadas no modelo, materiais secundários são empregados na composição de elementos como cobalto, lítio e níquel. A produção dessas células usa energia proveniente de fontes renováveis, o que contribui para reduzir as emissões associadas ao processo.
Durante a fase de uso, o sedã terá ainda tecnologias voltadas para a eficiência energética. O pacote "Efficient Dynamics", utilizado pela BMW desde 2007, inclui soluções relacionadas à aerodinâmica, redução de peso, resistência ao rolamento e gerenciamento de energia.
A produção do novo i3 está prevista para começar em 2026 na fábrica da BMW em Munique, na Alemanha. A sede passou por um amplo processo de modernização nos últimos anos e usa eletricidade de fontes renováveis. A partir de 2027, a planta deverá produzir exclusivamente veículos elétricos da linha Neue Klasse.
Com o projeto, a BMW busca avançar em suas metas globais de redução de emissões. A empresa afirma que pretende cortar pelo menos 40 milhões de toneladas de CO₂ até 2030 em comparação com os níveis registrados em 2019, além de alcançar emissões líquidas zero até 2050.
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