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Novo BMW i3 pode ter 900 quilômetros de autonomia

Sedã elétrico baseado no Série 3 estreia nova fase da marca: foco em eficiência, recarga ultrarrápida e muita tecnologia

por André Deliberato

A BMW inicia uma nova etapa em sua estratégia de eletrificação com a apresentação do novo BMW i3, um sedã médio  elétrico que assume o papel de ser equivalente ao Série 3 dentro da nova geração de veículos da marca. Quem segue o WM1 sabe desde ao começo do mês que o modelo seria revelado nesta quarta (18/03).


Apesar do nome reaproveitado - o primeiro BMW i3 foi um hatch/monovolume com design despojado, que começou a ser vendido no Brasil na década passada -, o lançamento de agora é de um projeto completamente inédito, posicionado como modelo global e construído sobre uma plataforma totalmente nova, dedicada a carros elétricos da fabricante alemã: a Neue Klasse.




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Agora sim, o novo BMW i3

Desenvolvido a partir da arquitetura Neue Klasse, que também já originou o novo iX3, o inédito BMW i3 marca uma ruptura tecnológica importante. Essa base estreia uma nova geração de motores, baterias e sistemas eletrônicos, com foco em maior eficiência energética e desempenho.

Entre os destaques está o conjunto elétrico de sexta geração (Gen6), que usa sistema de 800 Volts e permite recargas ultrarrápidas em estações de alta potência. Em condições ideais, a BMW diz que será possível recuperar 400 quilômetros de autonomia em 10 minutos, o que reduz significativamente o tempo de parada em viagens longas.

A proposta do novo BMW i3 também é elevar o padrão de alcance entre sedãs elétricos. As estimativas iniciais indicam autonomia próxima ou até superior a 800 quilômetros no ciclo WLTP, podendo chegar a até 900 quilômetros em algumas condições específicas, o que o colocaria entre os modelos mais eficientes da categoria.

No ciclo do PBEV do Inmetro, a autonomia estimada é de cerca de 560 quilômetros (ou seja, 70% dos praticamente certos 800 quilômetros que o sedã deve proporcionar como alcance de forma oficial, assim como também faz o SUV iX3).

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Hoje, na estreia, uma das versões confirmadas foi a 50 xDrive, equipada com dois motores elétricos - um em cada eixo -, o que também garante tração integral. O conjunto entrega 469 cv de potência e 65,8 kgfm de torque, números muito compatíveis com a proposta de desempenho do modelo.

Outro ponto central do projeto é o avanço na eletrônica embarcada. O novo BMW i3 tem uma arquitetura digital inédita, baseada em múltiplos computadores de alto desempenho responsáveis por gerenciar desde a dinâmica veicular até sistemas de assistência e regeneração de energia.

Segundo a fabricante, essa centralização permite respostas mais rápidas e integração mais profunda entre os diferentes sistemas do carro, com impacto direto na dirigibilidade e na eficiência. Aqui, falamos de um sedã com 4,76 metros de comprimento, 1,87 metro de largura, 1,48 metro de altura e excelentes 2,90 metros de entre-eixos.



Design marcante

No design, o sedã segue as diretrizes apresentadas pelos conceitos mais recentes, com linhas limpas, superfícies simplificadas e proporções típicas de um três-volumes esportivo. A ideia foi manter a identidade tradicional do Série 3, mas reinterpretada para a era elétrica, com melhorias aerodinâmicas e soluções voltadas para a eficiência energética.

Lá dentro, o painel acompanha a evolução e adota uma nova geração de interface digital, com foco em conectividade e interação intuitiva. A BMW quer proporcionar uma experiência mais integrada entre motorista e o próprio veículo, com sistemas de assistência avançados e recursos de software atualizáveis over-the-air ao longo do tempo.

A produção do novo i3 está prevista para começar ainda em 2026, com entregas na sequência. O modelo será um dos pilares da ofensiva elétrica da BMW nos próximos anos e deverá conviver com versões a combustão e híbridas do Série 3, que continuarão existindo em paralelo, mas somente em mercados selecionados.

Mais do que um novo produto, o BMW i3 representa uma mudança estrutural na forma como a BMW faz seus carros. Combina maior autonomia, recarga de alta potência e uma nova base tecnológica - e, com isso, surge como um dos modelos mais relevantes da transição da marca para a mobilidade elétrica em escala global.





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