A Renault deu mais um indício de que prepara novidades importantes para o mercado brasileiro. A marca registrou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o desenho do Bridger, um SUV compacto que foi apresentado em forma de conceito em março deste ano - e que já faz parte da nova estratégia global da fabricante.
Embora esse registro, como sempre deixamos claro, não confirme a comercialização do modelo no Brasil, vale dizer que vê-lo em registro faz parte de um procedimento comum adotado pelas montadoras para proteger o design de futuros veículos. Ainda assim, a iniciativa costuma ser interpretada como sinal de que determinado projeto pode fazer parte dos planos da fabricante para o mercado nacional.

O Renault Bridger foi desenvolvido inicialmente para mercados emergentes. Deverá estrear, primeiramente, na Índia. Apesar disso, a própria Renault já deixou claro para outras regiões que o SUV faz parte de uma estratégia global, o que abre caminho para sua chegada a outros países, como o Brasil.
Caso o SUV desembarque por aqui, deverá ocupar um espaço intermediário na gama da marca. Hoje, a Renault tem Kardian, Duster, Boreal e Koleos entre seus produtos, e o Bridger poderia ampliar ainda mais a ofensiva da fabricante em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro. Nessa linha, ele seria posicionado entre o Kardian e o Duster - ou no próprio lugar do Duster.

O conceito chama atenção por ter um visual diferente do que os Renault exibem atualmente. Com menos de 4 metros de comprimento, o SUV combina linhas retas, para-lamas bem marcados e uma dianteira robusta.
Mas o detalhe mais chamativo está na traseira: o estepe fixado na tampa do porta-malas, solução que fez sucesso em modelos do passado, como o Ford EcoSport, e que praticamente desapareceu dos SUVs compactos vendidos atualmente.
Apesar das dimensões reduzidas, a Renault promete bom aproveitamento interno: segundo a fabricante, o conceito tem cerca de 400 litros de capacidade no porta-malas e bom espaço para as pernas dos ocupantes traseiros - algo que promete ser "acima da média" da categoria.
Outro ponto importante é a plataforma: o Bridger usa a arquitetura RGMP Small, a mesma família estrutural empregada no Kardian e no Boreal. Essa base foi concebida para receber diferentes tipos de motorização, e permite desde versões exclusivamente a combustão até configurações híbridas ou elétricas, de acordo com as necessidades de cada mercado.

Essa flexibilidade aumenta as possibilidades para uma eventual chegada ao Brasil. Em um primeiro momento, seria natural imaginar o SUV com o conjunto 1.0 turboflex do Kardian. No entanto, o projeto também poderá servir como base para futuras versões eletrificadas, acompanhando a estratégia global da Renault de ampliar sua oferta de modelos híbridos e elétricos.
O registro no INPI, curiosamente, acontece em um momento de forte renovação da linha da Renault no Brasil. Depois do lançamento de Kardian e Boreal - e da aposentadora do Captur -, a fabricante ainda pode ter nos planos uma nova geração do Duster (que tem e sempre teve clientes específicos) para os próximos anos.
Por isso, mesmo que o Bridger ainda esteja um tanto distante das concessionárias, o registro reforça que a Renault continua formatando sua próxima ofensiva de produtos. E, se considerarmos o atual ritmo de renovação da marca, não seria surpresa se esse SUV encontrasse espaço na gama brasileira em um futuro relativamente próximo.
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