Quem fizer questão de um Sandero ou Logan com motor 1.6 vai ter de pesquisar bastante - e sem garantia de sucesso imediato. As versões com motor flex mais potente do hatch e do sedã praticamente sumiram das concessionárias da marca francesa. A culpa pode estar nas paralisações na fábrica de São José dos Pinhais (PR), provocadas pela pandemia do novo coronavírus e por uma greve recente.
A reportagem do WM1 entrou em contato com diferentes revendas em São Paulo, Rio, Recife, Fortaleza e Brasília. Foram mais de 10 lojas pesquisadas, e em nenhuma encontramos o Sandero com motor 1.6 16V SCe de 118/115 cv, seja com câmbio manual ou do tipo CVT. Algumas só tinham o aventureiro Stepway 1.6, mas nada de automático.
O Logan, por sua vez, até é encontrado na capital paulista. Das quatro revendas pesquisadas, três tinham alguns sedãs disponíveis. No Rio, apenas uma loja oferecia o três-volumes na configuração Zen 1.6 CVT, mas ainda da linha 2019/20.
Nas demais capitais, nada do carro com motor maior. Um vendedor de uma rede de concessionárias de Pernambuco disse à reportagem que Sandero e Logan 1.6 estariam em falta em toda a região Nordeste.

Algumas concessionárias alegaram problemas na fábrica paranaense. A produção dos modelos com motor 1.6 continuaria irregular devido às paralisações no início da pandemia e à greve de meados do ano. Uma fonte ligada à Renault diz que a produção dos Sandero e Logan 1.6 teriam até sido transferidas para a Argentina, enquanto o Brasil faria só os 1.0.
A Renault, contudo, nega a informação sobre a transferência de produção. Em relação à falta de versões 1.6, a marca diz que em função da pandemia houve parada na produção, greve e que podem ocorrer "eventuais faltas de algumas versões". A montadora diz que "ajusta frequentemente o mix de produção à demanda e que o problema pode ser pontual".