Com o crescimento expressivo das vendas do BYD Dolphin Mini, que pelo segundo mês consecutivo foi o carro mais vendido do Brasil no varejo, o mercado de carros elétricos tem apresentado números realmente impressionantes.
De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgados na terça-feira (7), em março foram emplacados 13.991 carros elétricos, frente a 4.764 unidades no mesmo mês de 2025, o que representa uma alta, na comparação mês a mês, de impressionantes 193,7%.
E olha que interessante: somente em março foram comercializados mais carros elétricos do que em todo o primeiro trimestre de 2025, período em que foram vendidos 12.867 automóveis de passeio com sistema de propulsão de emissão zero.
Aliás, no primeiro trimestre de 2026, com 30.835 unidades emplacadas, o crescimento dos carros elétricos frente ao mesmo período do ano passado é de vigorosos 139,6%.
Já em relação a fevereiro deste ano — mês em que foram vendidos 8.651 veículos 100% elétricos — a alta foi de mais que saudáveis 61,7%.
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O principal responsável pelo crescimento impressionante das vendas de carros elétricos no Brasil é, sem dúvida, o BYD Dolphin Mini. O pequenino da marca de origem chinesa foi, pelo segundo mês consecutivo, o carro mais vendido no varejo (6.007 emplacamentos), levando em consideração todos os sistemas de propulsão disponíveis no País — algo completamente inédito e, sim, impressionante.
Com isso, ampliou ainda mais sua liderança nesse formato de negociação no acumulado do ano, com 13.684 exemplares zero-quilômetro comercializados.
No entanto, quando olhamos o panorama geral — vendas diretas mais vendas no varejo —, a BYD também apresenta bom desempenho, figurando na 9ª posição do ranking geral com 7.053 emplacamentos.
No início de janeiro de 2026, o Renault Kwid E-Tech é o carro elétrico mais barato do Brasil: parte de R$ 99.990. O modelo da marca francesa é seguido pelo BYD Dolphin Mini (R$ 118.990) e o pelo Geely EX2 (R$ 119.990).
Carros elétricos premium já ultrapassam a marca dos 500 quilômetros de alcance no ciclo Inmetro. Mas mesmo modelos de entrada entregam boas autonomias, que chegam perto dos 300 quilômetros. É o caso do BYD Dolphin Mini e do Geely EX2.
Em condomínios novos, já existe uma tendência de instalação de infraestrutura para recarga. Já nos edifícios antigos, a coisa muda de figura e a resposta varia muito de local para local. No pior dos casos, a opção será depender dos carregadores em shoppings e dos eletropostos. O que está longe de ser o ideal, mas pelo menos essa rede "publica" de recarga está em crescimento acelerado nos últimos anos.
Não. Mas alguns estados - como Rio Grande do Sul, MInas Gerais, Maranhão, Pernambuco e também no Distrito Federal - já oferecem isenção total de IPVA para carros elétricos. Vale checar antes qual é a regra mais atual junto ao Detran do seu estado.
Gasta, mas esse gasto extra é compensado pela economia brutal em relação a um automóvel a combustão. Rodar 100 quilômetros em um carro elétrico custa, em média, R$ 13,50 (carregando em casa), contra cerca de R$ 46 em um carro a gasolina.
É 100% seguro. Os sistemas de recarga possuem protocolos de comunicação: a energia só flui quando o plugue está totalmente travado e o sistema está isolado. Se cair um raio no carro, a carroceria faz o papel de "gaiola de Faraday", levando a descarga para o solo sem atingir os ocupantes ou a bateria.
Mito. As baterias mais modernas usam gestão térmica avançada. Estudos mostram que, após cinco anos de uso, a perda de capacidade é de apenas 2% a 3% ao ano. A maioria das marcas oferece entre oito e 10 anos de garantia para este componente.
Sim, ou até mais. Elétricos não têm óleo, filtros de combustível, velas, correia dentada, embreagem ou escapamento. A revisão básica resume-se a filtros de cabine, fluido de freio e verificação de pneus e suspensão. Sem contar que, em boa parte dos modelos, os intervalos entre as revisões obrigatórias são maiores que os de um automóvel convencional.
O carro avisa com antecedência e entra em "modo tartaruga" para economizar o último fôlego. Se zerar, o procedimento é o mesmo de um carro comum: guincho. Importante: elétricos devem ser transportados em plataforma, nunca rebocados, para não danificar os motores.
Sim. Para quem roda muito ou usa o carro no trabalho, a relação custo-benefício é melhor que a de um automóvel equivalente a combustão, por fatores como os preços de energia mais baixos e a manutenção reduzida.
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