O BYD D1 é mais um modelo da marca chinesa que tem sido preparado para o mercado brasileiro. Mas o carro terá estratégia diferente se comparado aos dois atuais modelos que a empresa já comercializa por aqui - o sedã Han e o SUV Tan, que têm preços próximos aos R$ 500 mil.
De acordo com informações extraoficiais, o D1 foi pensado e criado para aplicativos de transporte e caronas e também para serviços de compartilhamento - e justamente por isso chegará em breve com foco no mercado corporativo. Na China, por exemplo, o carro foi lançado recentemente para serviços de mobilidade da empresa Didi Chuxing, uma das principais concorrentes da Uber no mundo.
Com carroceria monovolume, o BYD D1 é um carro 100% elétrico com baterias de lâmina, assim como a dupla Tan e Han, que oferece bom nível de tecnologia e cabine extremamente versátil, com bancos ergonômicos e porta corrediça com trilhos, para agradar os passageiros.
O carro também terá todos os itens de condução semiautônoma presentes nos modelos mais caros da marca e, em um futuro próximo, acreditamos que deverá ser o primeiro BYD pensado para oferecer tecnologias de compartilhamento e de caronas por meio de serviços de condução totalmente autônomos.
São 130 cv e 18,3 kgf.m de torque entregues pelo motor elétrico posicionado no assoalho, que tem velocidade máxima limitada em 130 km/h. Segundo a BYD, a bateria tem 53 kWh de capacidade e oferece 371 quilômetros de autonomia de acordo com o ciclo WLTP.
São 4,39 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,65 m de altura e 2,80 m de entre-eixos. Em termos de dimensões e até de design, lembra bastante o Volkswagen ID.3, ainda que o elétrico da marca alemã esteja mais para um hatch do que para um monovolume. Nesse sentido, o D1 se posiciona mais como rival do Chevrolet Bolt - que deve chegar em breve, embora com duas versões de carroceria.
Só que o BYD D1 será vendido em um primeiro momento só para frotistas, e não para pessoas físicas (compra pelo CPF). E não deverá ser o único lançamento da empresa no Brasil até o final deste ano - até lá, pode esperar por ainda mais elétricos e, quem sabe, híbridos.