JAC T8 mostra que tem condições de bater o Mercedes Vito

Maxivan chinesa ganha um belo desconto de R$ 22 mil para se manter atraente para executivos


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O grandalhão JAC T8 foi lançado no Brasil no início de 2014 por salgados R$ 114.900 e a promessa de conforto de sobra para até sete pessoas. De lá para cá, o mercado andou mal das pernas e o transporte voltado para os executivos teve que se adequar à realidade brasileira. A maxivan, como gosta de ser apresentada pela marca, teve sua tabela reajustada para R$ 91.990. Um descontão de R$ 22.910. É tanta diferença de preço que dá até para comprar um J3 seminovo.

Para dificultar ainda mais a vida do chinês, recentemente o modelo ganhou um concorrente de peso, o Mercedes-Benz Vito. Apesar de ser bem mais caro (O Vito mais em conta para o transporte de passageiros sai por R$ R$ 129.990) a tradição da marca da estrela pode roubar vendas do T8.

Em uma semana foram quase mil quilômetros como “chofer” do grandalhão. Tempo e distância suficientes para entender a real vocação desta maxivan. O primeiro desafio foi domar os mais de cinco metros de comprimento (5,10 metros) e 1,84 metro de largura do T8 no trânsito engarrafado e de avenidas cada vez mais estreitas de São Paulo.

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Neste caso, o porte deste JAC ajudou. Os demais motoristas se sentiram ameaçados e evitaram proximidade. Por isso, o que tendia a ser um pesadelo, não foi uma tarefa complicada para o T8. Mesmo não cabendo direito nas faixas, o modelo rodou tranquilo, até os impacientes motoboys seguraram a onda e deram passagem para a van. Talvez por saberem que não teriam a menor chance em um confronto direto.

O mesmo não pode ser dito da árdua tarefa que é estacionar este JAC. Mesmo dispondo de câmera de ré e sensor de estacionamento no para-choque traseiro a missão não foi nada fácil, principalmente por conta do tamanho do mostrengo. É preciso paciência e muita ginástica para conseguir acomodar o gigante em uma vaga.

Uma ressalva negativa vai para a qualidade da câmera de ré. Durante o teste ela deixou de funcionar algumas vezes e, em lugares fechados e com baixa iluminação, o equipamento não conseguiu compensar a falta de luz.

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Em contrapartida à qualidade da câmera está a quantidade de equipamentos. Talvez o principal ponto positivo do modelo. O T8 vem bem recheado e conta com alguns mimos interessantes, típicos em carros de passeio.

O único opcional são os bancos revestidos em couro (R$ 2 mil) e a lista de itens de série é vasta. Destaque para os freios ABS com EBD, retrovisor interno antiofuscante, faróis com regulagens elétricas de altura, faróis de neblina, teto solar com comandos elétricos (na fileira do meio), direção hidráulica com volante multifunção, ar-condicionado automático com saídas independentes para os bancos de trás, tela multimídia de sete polegadas sensível ao toque (falta a função de GPS) e computador de bordo. Alguns destes equipamentos não estão presentes, por exemplo, na recém-lançada Mercedes-Benz Vito que é mais cara.

Outro ponto que merece destaque é a modularidade dos bancos. É possível retirar as fileiras do meio e traseira, além disso os bancos da segunda fileira giram 360 graus. Pena que não é possível colocar cinco de segurança quando os bancos estiverem virados para trás. Outra vantagem do T8 sobre o Mercedes Vito é que o modelo chinês dispõe de portas corrediças para acesso da segunda e terceira fileira dos dois lados. No modelo da marca alemã só há entrada pela esquerda.

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Durante o teste com sete adultos, as pessoas que sentaram na terceira fileira reclamaram do pouco espaço lateral e da rigidez da suspensão. Transportar três adultos na fileira de trás não é muito confortável, além disso uma falta grave é não trazer cinto de três pontos para o ocupante do assento do meio. Apesar destas falhas, a percepção geral dos convidados foi bastante positivo. Principalmente os que viajaram nos assentos da segunda fileira. Os principais pontos destacados foram o conforto e o bom espaço interno. Também pudera, o T8 têm 3,08 metros de entre-eixos.

Como não poderia ser diferente, o espaço para as bagagens também é bom. São 1.310 litros com as três fileiras de pé, valor que sobe para 3.550 litros a partir da segunda fileira e chega a ótimos 4.800 litros com as três fileiras abaixadas.

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O T8 conta com um motor 2.0L turbo capaz de entregar até 175 cavalos de potência e um torque máximo de 26.5 kgf.m entre 2.000 e 4.000 rpm. O propulsor é mais do que suficiente para o tamanho da maxivan. O grandalhão não tem problemas para ganhar velocidade ou fazer ultrapassagens. De quebra ainda é possível ouvir aquele zumbido típico dos propulsores turbo da década de 90. O câmbio é manual de seis marchas, sendo a última para economia de combustível. Infelizmente não há opção de caixa automática, que cairia muito bem para a proposta executiva do carro.

Por conta do porte e altura (1,97 metro) não é possível abusar nas curvas, porém o T8 se comporta com tranquilidade rodando a 120 km/h, sem transmitir em excesso as imperfeições do asfalto e sem inclinar em demasia nas curvas.

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Ao fim do teste, a impressão é que o T8 cumpre bem a tarefa de ser uma alternativa ao transporte de executivos. Não há no mercado um veículo que custe menos de R$ 100 mil com tal vocação. Sinal que a redução de preços deu novo ânimo para ao modelo chinês, mesmo com a chegada de um concorrente tão forte.

 

 

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