Novo Renault Mégane Sedan

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- A Renault deu o primeiro passo para recuperar posições no mercado brasileiro com o novo Mégane Sedan, cujas vendas começam no próximo dia 15. Ele utiliza uma arquitetura mecânica diferente do Scénic, com distância entreeixos maior 2,69 m, o que garante bom conforto para as pernas no banco traseiro. Espaço transversal para ombros e quadris também se destaca no segmento dos médios e seu porta-malas de 520 litros praticamente empata com o do Vectra 526 litros. Oferece motores de 1,6 litro flex 110/115 cv e 2 litros só a gasolina 138 cv, ambos multiválvulas, além de três opções de câmbio – manual 5 e 6 marchas; automático 4 marchas.

A estratégia de preço mirou no Corolla. Parte de R$ 53.990,00 Expression 1,6 l, passa pelos R$ 59.990,00 Dynamique 1,6 l e vai a R$ 65.990,00 Dynamique 2,0 l. O câmbio automático, só para o motor de 2 litros com 10 programas auto-adaptáveis e comando seqüencial, custa R$ 4.000,00 extras e estará disponível a partir de maio próximo. Segundo a Renault, o novo Mégane ganha por 2% do modelo japonês na equivalência entre equipamentos e garantia dois contra três anos versus preços corrigidos.

Tem estilo marcante, mas sem grandes ousadias, de acordo com o público a que se destina, em geral homens de meia-idade, casados e com filhos, poder aquisitivo e nível de instrução superiores. Destaca volumes dianteiro e traseiro equilibrados, conjuntos óticos de traços retos e arcos de rodas robustos. Houve preocupação com detalhes, a exemplo do desenho bem inspirado dos repetidores laterais de sinalização. Já as colunas traseiras apresentam solução convencional. O óculo traseiro tem base arredondada e há um vinco de bom efeito visual na tampa do porta-malas. Pára-lamas dianteiros em plástico e outros elementos de projeto permitem diminuição de gastos em pequenas batidas, o que deve se refletir no preço do seguro.

Na primeira avaliação, numa viagem de ida e volta entre Curitiba e Morretes de aproximadamente 240 quilômetros, o novo Mégane se destacou pelo silêncio de bordo, direção impecável, câmbio preciso e bons freios com a tranqüilidade oferecida pelo ABS. As suspensões apresentam ótima relação conforto-estabilidade. Visibilidade e acesso ao interior são outros pontos positivos.

Embora o motor de 2 litros seja algo mais áspero que o de 1,6 litro, seu câmbio manual de seis marchas exclusivo entre os automóveis nacionais permite cruzar a 110 km/h com o conta-giros apontando para apenas 3.000 rpm. Isso ocorre porque a sexta marcha é bastante longa 0,73: 1. E explica o fato do motor mais potente conseguir alcançar 16,5 km/l na estrada, contra 16,1 km/l do motor de menor cilindrada, de acordo com a fábrica. Autonomia, portanto, pode ultrapassar teoricamente os 900 km graças ao ótimo tanque de 60 litros. O motor de 1,6 litro, abastecido com gasolina, sofre um pouco com os quase 1.300 kg de peso em ordem de marcha: aceleração de 0 a 100 km/h em 12,5 s contra 9,8 s da combinação motor 2 litros/câmbio manual, também avaliada.

A posição de dirigir é um dos pontos altos do carro, inclusive com um apoio perfeito para o pé esquerdo, mas a regulagem do encosto deveria ser do tipo milimétrica. A iluminação do computador de bordo/odômetro, em dias ensolorados, é deficiente. O porta-luvas refrigerado tem ótimo tamanho e o eficiente sistema de ar-condicionado torna-se ruidoso na terceira e quarta velocidades do ventilador. Quem viaja atrás encontra inclinação fixa do banco bastante confortável. Apesar do bom espaço entre os joelhos e o encosto dos bancos dianteiros, os pés não podem ser bem acomodados por baixo dos assentos dianteiros.

A empresa aposta em itens de segurança e novos equipamentos e para se diferenciar da concorrência. Oferece de série, em todas as versões, freios a disco nas quatro rodas com ABS e repartição eletrônica de frenagem, cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador duplo e limitador de esforço, airbags dianteiros para motorista e acompanhante em dois estágios, cinco apoios de cabeça dianteiros com absorção progressiva e cinto de três pontos também para o passageiro central do banco traseiro. Nenhum outro automóvel brasileiro possui esse nível de segurança em todas as versões.

Entre as novidades, acesso ao interior por cartão com partida do motor por botão no painel, alavanca do freio de estacionamento do tipo manche e bocal de abastecimento de combustível que dispensa bujão com chave. Desde a versão de entrada Expression dispõe de direção com assistência elétrica variável, computador de bordo, travamento automático das portas, levantadores elétricos dos vidros dianteiros, ar-condicionado e volante regulável em altura e profundidade. Há também um conjunto opcional Pack com rádio-CD, faróis de neblina, comando elétrico dos retrovisores, termômetro de temperatura externa e levantadores elétricos para os vidros traseiros.

Na versão de topo Dynamique, em adição ao Pack, incluem-se rodas de liga leve de 16 pol com pneus 205/55, banco do motorista regulável em altura, regulador/limitador de velocidade no volante, encosto do banco traseiro bipartido 1/3 – 2/3, porta-objeto central com função de apoio de braço, volante e manopla do câmbio em couro e sistema de alarme. Faltam, no entanto, equipamentos disponíveis até em modelos mais baratos como sensores de chuva, de acendimento dos faróis e de estacionamento, além de função um-toque para o limpador do pára-brisa.

A Renault pretende alcançar 6% de participação no segmento de sedãs médios, ao final dos primeiros doze meses de vendas. O novo Mégane reúne qualidades para alcançar e até superar essa meta por sua boa relação preço-benefício e comportamento dinâmico.

Confira entrevista com o diretor de Marketing da Renault

Mercado: até hoje, Mégane foi um ilustre desconhecido

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