Novo Toyota Camry

Versão única e equipamentos para ser "novo padrão" em seu segmento


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- Apresentado como o "novo padrão" do segmento de sedãs grandes no Brasil, chega ao mercado o novo Toyota Camry, que começa a ser vendido nesta terça-feira 20 de junho por R$ 163.072,00 preço para SP, em versão única, importado do Japão. A expectativa de vendas é de 50 unidades por mês, o que representa 30% do segmento delimitado pela Toyota – seus concorrentes, segundo a fábrica, são Chevrolet Omega este o único com tração traseira e líder do nicho, Honda Accord EX, Peugeot 407 e Citroën C5, todos com motor de seis cilindros. Eventualmente poderão entrar nesse “bolo” versões de entrada de marcas como BMW Série 3, Audi A4 e Mercedes Classe C.

Esta é a 6ª geração do Camry – a 1ª é de 1982; no Brasil sua história começou em 1992, com a 4ª geração. O processo de desenvolvimento levou aproximadamente 4 anos, tendo sido iniciado em 2002. Todo o carro foi revisto, desde sua estrutura, reforçada e melhorada em rigidez torcional, até os equipamentos.

Em comprimento a 6ª geração é idêntica à 5ª, permanecendo com 4,81 metros. Em largura houve acréscimo de 2,5 centímetros, chegando a 1,82m – a largura do habitáculo é de 1,48 metro, suficiente para acomodar confortavelmente três adultos no banco de trás. O carro está 2 cm mais baixo, com 1,48 m embora a linha de cintura mais alta dê impressão inversa. Crescimento relevante teve a distância entre eixos, que ganhou 5,5 centímetros e agora totaliza 2,77 metros. É número de carro grande e não de médio-grande que o Camry era, o que reflete em bom espaço interno. Seu porta-malas tem 504 litros de capacidade, com estepe "normal" e não o fino, de praticidade duvidosa, mas a tampa ainda é presa por braços não-articulados, que roubam espaço do compartimento, quando fechada. Há acesso pelo interior do veículo, por meio de abertura no banco traseiro.

Seu motor é um V6 a 60º de 3,5 litros com quatro válvulas por cilindro que integra toda a tecnologia de duplo comando no cabeçote, com variação de válvulas sistema VVTi de admissão e escape, além de coletor de admissão também variável. Tem potência de 284 cv a 6.200 rpm expressivo ganho de 98 cv ante o anterior, de 186 cv e torque máximo de 35,3 kgfm a 4.700 rpm. A aplicação dessa tecnologia resulta em um motor eficiente e elástico, capaz de entregar grande parte de seu torque a apenas 2.000 rpm, esbanjando força em baixos regimes. O carro é equipado com controles de tração e de estabilidade.

O novo Camry é o primeiro modelo da Toyota, segundo informações da própria fábrica, a utilizar câmbio de 6 marchas. E este é, de fato, um dos melhores pontos no carro. Com comando seqüencial denominado pela Toyota Shifttronic, efetua as trocas com rapidez e suavidade, sem qualquer solavanco nas mudanças. Conta, ainda, com controle eletrônico que elimina a “caçada de marchas” e utiliza sempre a que considera mais adequada analisando o estilo de condução do motorista e as condições da estrada – aclive ou declive, por exemplo.

Para utilizar o modo seqüencial, move-se a alavanca para a esquerda e mudam-se as marchas para a frente ascendente ou para trás descendente. Nesse modo de operação o câmbio não efetua automaticamente mudanças ascendentes, permitindo ser levado até o limite de rotação, quando é efetuado o corte de injeção. Da mesma forma, há salvaguarda para reduções inadequadas: caso considere possibilidade de exccaption o limite de giro, soa um discreto alarme e o câmbio mantém a marcha atual. Interessante é que, cruzando a velocidades entre 90 km/h e 140 km/h em 6ª marcha, ao ser levado para a posição seqüencial o câmbio reduzia sempre para 4ª.

Como ganhou apenas 20 quilos em relação à geração antecessora e auxiliado pelo excelente coeficiente aerodinâmico Cx de 0,28, o novo Camry anda mais 230 km/h de velocidade máxima, ante 205 km/h da 5a geração e acelera mais forte, chegando aos 100 km/h em 7,4 segundos; o anterior levava 10,2 s. Os dados de consumo fornecidos pela Toyota apontam 7,1 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada – mas foram obtidos em testes no Japão, realidade bem diferente da brasileira.

Seu visual foi radicalmente alterado. De acordo com Paulo Manzano, chefe do departamento de produto da Toyota Mercosul, pesquisas realizadas pela nos EUA apontaram que os consumidores consideravam o modelo muito “água-com-açúcar”, conservador. Agora, ainda que se mantendo o chamado pela fábrica “fator J”, de identificação com o estilo marcadamente nipônico, há mais esportividade no desenho – que na traseira faz lembrar o BMW Série 7. Seus faróis são de xenônio, mas as lanternas traseiras possuem lâmpadas convencionais – não os mais eficientes LEDs diodos emissores de luz. Há cinco opções de cor para a carroceria: prata, cinza, preto, bege e - novidade - turquesa.

Entre os equipamentos há toca-CD com capacidade para 6 discos inseridos diretamente no painel e leitor de arquivos MP3 e WMA, airbags frontais, laterais e tipo cortina. Há regulagem elétrica para bancos do motorista e do passageiro. O banco traseiro é reclinável em 8º, o que colabora para o conforto, e há uma tela para minimizar a incidência de sol nos passageiros.

No painel e no volante há apliques em madeira de tom claro, “uma tendência mundial”, de acordo com Manzano. O quadro de instrumentos ganhou mostradores e números maiores. O volante passa a integrar comandos de rádio e do ar-condicionado como no Ford Fusion – ponto para a praticidade. Há computador de bordo com consumo em litros/100 km, o correto, sensores de chuva e crepuscular e lavadores de faróis.

O ar-condicionado é outro grande atrativo do carro. É equipado com o sistema “Plasmacluster”, que utiliza um pequeno gerador dentro do difusor de ar, do lado do motorista, efetuando pequenas descargas elétricas no ar que por ali passa, formando íons positivos e negativos. De acordo com Manzano, “esses íons, ao atingir o habitáculo, aglutinam-se a moléculas de água, procurando micropartículas e germes para tentar se estabilizar”. Trata-se de um sistema de esterilização no ar-condicionado, que tem como efeito colateral produzir um ambiente “próximo ao de uma cachoeira, tão agradável quanto”. Lembre-se: este é o automóvel de passeio mais vendido nos Estados Unidos há nove anos perdeu apenas em 2001, e para manter-se líder deve oferecer o melhor – ou o que não é encontrado na concorrência.

Em tempo: na apresentação foi explicada a origem do nome Camry. Vem da palavra japonesa kammuri, que significa coroa naquela língua.
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