Volvo Xc40 13

XC40 Inscription: um passo atrás e dois à frente

Volvo recuou ao oferecer menos potência na versão intermediária do SUV, mas compensou em equipamentos

    • Desempenho
    • Desempenho
    • 30,6/1500 kgfm/rpm
    • Consumo Gasolina
    • Consumo Gasolina
    • Cidade: 9,0 km/litro
      Estrada: 11,0 km/litro
    • Consumo Álcool
    • Consumo Álcool
    • Cidade: N/A
      Estrada: N/A
    • Porta Malas
    • Porta Malas
    • 460 litros
    • Câmbio
    • Câmbio
    • N/A
8.8

Overview


  • + Equipamentos de segurança
  • + Custo-benefício
  • - Espaço interno
  • - Redução de potência
 
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Há pouco mais de duas semanas, a Volvo apresentou a linha 2020 do SUV XC40. A grande novidade ficou por conta da configuração topo de linha, que agora usa um sistema híbrido plug-in. Mas foi a segunda principal novidade da gama, a inédita Inscription, que ficou uma semana com a equipe do WM1.

Um passo atrás

Você pode estar se perguntando o motivo para considerar que um modelo tão bem avaliado deu um passo atrás. Explico. Até a linha 2019, o Volvo XC40 2020 intermediário, que se chamava Momentum, tinha 252 cv com o mesmo motor 2.0 turbo. Agora, o modelo gera 192 cv, portanto, 60 cv a menos.

Isso quer dizer que o desempenho foi prejudicado? Não exatamente. Claro, essa diferença relevante de potência pode ser sentida ao volante, especialmente em retomadas e acelerações mais firmes. No entanto, no dia a dia é quase imperceptível.

Econômico?

Menos potência significa mais economia de combustível, certo? Não neste caso. Quem já dirigiu o XC40 sabe que ele não é dos mais econômicos, mas isso é praticamente uma premissa nesse segmento.

No entanto, obtivemos cerca de 7,8 km/l no pesado trânsito de São Paulo, enquanto na rodovia esses números chegaram a 13,3 km/l. Números modestos e bem próximos aos da antiga versão T5.

Apesar disso, o Volvo XC40 segue sendo ótimo de dirigir. Motor e câmbio conversam perfeitamente, garantindo um desempenho "limpo", sem qualquer tipo de tranco. As acelerações, como já acontecia, são lineares, sem exigir demais e impedindo que o ruído do motor suba demais e invada a cabine.

Algo que merece nota é a suspensão. O conjunto trabalha de maneira impecável, aliando bem esportividade e conforto. A Volvo acertou com perfeição o limite linear entre fazer uma curva mais arrojada e não transmitir imperfeições do solo para o interior da cabine.

Visual e cabine

O XC40 segue a linha de design da Volvo. A ideia é ser luxuoso, mas, ao mesmo tempo, discreto. Para isso, aposta em barras verticais cromadas na grade, assim como nas molduras dos vidros.  A saída de escape é dupla, enquanto a terceira coluna leva o nome da configuração.

 Interior é luxuoso e tem acabamento com detalhes de madeira
Legenda: Interior é luxuoso e tem acabamento com detalhes de madeira
Crédito: Ricardo Rollo/WM1

O que incomoda um pouco é o interior, que tem detalhes de madeira. Particularmente, prefiro o acabamento da configuração anterior, que utilizava alumínio. A alavanca de câmbio feita de cristal é mais um mimo de luxo, mas que, na prática, não faz muita diferença.

O acabamento, como é de se esperar nesse segmento, é muito bem feito. Há presença de materiais de qualidade e a montagem é perfeita.

A convivência dentro do XC40 é fácil. Os comandos estão todos próximos, a central multimídia é intuitiva e o espaço é adequado para quatro adultos.

Dois passos à frente

Apesar do recuo em relação ao motor, o XC40 Inscription representa um bom avanço em termos de equipamentos.

Anteriormente, o Pilot Assit, que atua na aceleração, frenagem e direção do veículo em velocidades de até 130 km/h, era um opcional de R$ 5 mil - exceto na topo de linha R-Design. Também não estava disponível o teto solar panorâmico, restrito à configuração mais cara.  Agora são de série nesta intermediária.

 Na linha 2019, o teto estava presente apenas na topo de linha
Legenda: Na linha 2019, o teto estava presente apenas na topo de linha
Crédito: Ricardo Rollo/WM1

Que, além disso, tem sistema de alerta de mudança de faixa, painel de instrumentos digital, central multimídia com tela de 9", sistema de som premium e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro.

Completam a lista bancos dianteiros com regulagem elétrica, suporte lombar elétrico, câmera de ré, abertura elétrica do porta-malas, controle de cruzeiro adaptativo, faróis direcionais de LEDs e o sistema Volvo on Call.

Revisão e concorrência

A vantagem em termos de custo-benefício está no combo entre pacotes e preços com relação aos rivais. O mais moderno dos concorrentes é o Audi Q3, que foi lançado recentemente, cujo topo de linha custa R$ 209.990. Portanto, R$ 13 mil de diferença e com motor menos potente e equipamentos ausentes.

A intermediária do alemão, Prestige Plus, é mais barata: custa R$ 189.990. Mas deve vários equipamentos. O mesmo vale para versões intermediárias do BMW X1 e Mercedes-Benz GLA, este prestes a mudar.

Em termos de revisão, o Volvo tem o segundo plano mais barato até os 50.000 km. São necessários R$ 7.145 para fazer as cinco revisões e manter a garantia de dois anos. Somente o Mercedes-Benz GLA, que sai por R$ 7070, é mais barato.

No caso do Audi, o custo é de R$ 8.771. Já a BMW não adota um plano de revisões fixos e avalia individualmente a necessidade de trocas. Porém, se baseando nos planos dos rivais e consultando os preços no site da marca, o custo aproximado seria de R$ 7.900.

 

Ancora: Conclusão Score

 

  • No Bolso8.7
  • Tecnologia9.2
  • Vida a bordo8.8
  • Desempenho8.8
  • Opinião do repórter8.2
  • + Equipamentos de segurança
  • + Custo-benefício
  • - Espaço interno
  • - Redução de potência
 
8.8

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