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Harley-Davidson faz aposta na exclusividade

Marca reafirma compromisso com Brasil, mas a linha foi enxugada e os preços aumentaram – estratégia é ser marca premium

Roberto Dutra
Roberto Dutra

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A Harley-Davidson passou por mudanças na matriz e, por tabela, em todo o mundo. Trocou de CEO e implementou novas estratégias de negócio, que implicaram até mesmo no encerramento das operações em alguns países (caso do Paraguai), no enxugamento do lineup e na mudança da produção na Índia, maior mercado de motos do mundo atualmente, onde essa responsabilidade foi para as mãos da Hero Motor Corporation local.

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Thumbnail 1. Foto PrincipalCrédito: Divulgação
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Thumbnail 2. Harley Davidson Sportster Iron 883
Thumbnail 2. Harley Davidson Sportster Iron 883Crédito: Divulgação

Agora, a marca começa a botar em prática o The Hardwire, o plano estratégico para os próximos cinco anos. O objetivo, claro, é reaquecer as vendas em todos os países onde ainda atua, mas sobretudo melhorar a rentabilidade. Uma das medidas nesse sentido, como vimos aqui há poucos dias, é a implementação, a partir de abril, de um programa de vendas de motos usadas com garantia. Mas e as novas?

Bom, nesse caso o caminho escolhido é tentar se tornar uma marca “super premium” e, ao mesmo tempo, “a marca de motocicletas mais desejável do mundo”. A H-D acredita que vai seduzir o consumidor de motocicletas novas com uma linha enxuta, teoricamente sofisticada e moderna, e com alto valor agregado. E que o cliente não se incomodará de pagar bem caro por suas motos, e nem de esperar um tempo até que ela seja entregue. É uma aposta no conceito da exclusividade máxima.

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Ao mesmo tempo, a produção das motos mais baratas será progressivamente encerrada e projetos que estavam em desenvolvimento, revistos – a streetfighter Bronx 950 já foi para a gaveta e apenas a big trail Pan America 1.250 seguiu em frente, e foi lançada recentemente. Nos planos, assumidamente, apenas uma custom/cruiser que mais parece uma drag bike – e cujo estilo normalmente não é exatamente best-seller (vide a FXDR).

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Thumbnail 3. Harley Custom Cruiser 1.250Crédito: Divulgação

No Brasil, as operações mudaram pouco: praticamente se limitaram ao fechamento de algumas concessionárias, que preferiram não continuar com a bandeira H-D dentro dos novos padrões. Foi o caso da Aba, uma enorme concessionária em São Paulo, que então fez um comunicado em que informava que a Harley-Davidson do Brasil “alterou severamente as regras de negócio e política comercial”, e que isso inviabilizava a continuidade da parceria.

A Harley diz que, aqui, a estratégia é ter uma rede de concessionárias “otimizada” e operações reestruturadas para fornecer produtos e experiências de alto nível aos clientes. Dentro dessa nova realidade e para se distanciar ainda mais dos infundados rumores de que poderia deixar o Brasil, a Harley-Davidson reafirmou, em recente nota à imprensa especializada, que continua comprometida com o fornecimento de produtos, serviços e experiências aos clientes brasileiros.

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Thumbnail 4. Aba Harley Davidson São Paulo
Thumbnail 4. Aba Harley Davidson São PauloCrédito: Divulgação

A marca tem no país, agora, 19 concessionários – rede que, apesar de pequena, abrange todas as regiões do país. Elas estão em São Paulo capital (duas), Campinas (SP), Itupeva (SP), Sorocaba (SP), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro capital (duas), Belo Horizonte (BH), Uberlândia (MG), Curitiba (PR), Londrina (PR), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Salvador (BA) e Manaus (AM).

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Thumbnail 5. Harley Davidson Fat Boy 114 2021
Thumbnail 5. Harley Davidson Fat Boy 114 2021Crédito: Divulgação

Até aqui, tudo ok. Mas aí analisamos a tabela de preços da linha Harley-Davidson 2021 e questionamos como a marca seguirá rentável no Brasil desta forma – com valores altos e uma linha enxuta, os volumes de venda não serão expressivos. Como sobreviverão os concessionários, que sempre têm grande infraestrutura?

Os modelos Sportster, como antecipamos, não estão mais disponíveis. A moto mais barata da linha 2021 é a Low Rider S, uma softail, que custa R$ 90.500. A touring com menor preço é a Road King Special, de R$ 110.100. Seria bom se a Harley implementasse o tal programa de venda de motos usadas com garantia aqui no Brasil, também…

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Thumbnail 6. Harley Davidson Street Glide Special 2021
Thumbnail 6. Harley Davidson Street Glide Special 2021Crédito: Divulgação

Na linha 2021, as novidades são poucas. Na Fat Boy 114, os acabamentos de motor, escape, suportes do para-lamas traseiro e console, que antes eram em cromo acetinado, agora são em cromo brilhante. Já os modelos Street Glide Special e Road Glide Special têm novas opções de pintura em dois tons e acabamento blacked-out. As duas, e mais a Road King Special também ganharam uma nova proteção de motor e agora vêm com filtro de alta performance e lavável.

Veja abaixo os preços da linha de modelos Harley-Davidson 2021 disponível no Brasil:

  • Low Rider S – R$ 90.500
  • Fat Bob 114 – R$ 97.450
  • Fat Boy 114 – R$ 104.150
  • Sport Glide – R$ 98.900
  • Breakout 114 – R$ 100.300
  • Heritage Classic 114 – R$ 102.250
  • Road King Special – R$ 110.100
  • Street Glide Special – R$ 127.400
  • Road Glide Special – R$ 129.950
  • Road Glide Limited – R$ 139.900
  • Ultra Limited – R$ 137.150
  • CVO Limited – R$ 214.500

Roberto Dutra

Escrito por Roberto Dutra

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