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Quais os planos para Citroën, Peugeot e Dongfeng?

Stellantis diz que as francesas serão reposicionadas, com a Fiat "no meio"; acordo com a chinesa é visto "com cautela"

Fernando Calmon
Fernando Calmon

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O avanço célere das marcas chinesas no Brasil e em outros países tem justificativas na própria China. O maior mercado doméstico do mundo, com mais de 31 milhões de automóveis e comerciais leves em 2025, elevou a concorrência interna ao nível predatório e a ordem do governo autocrático foi exportar com ajuda de subsídios.

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Peugeot208 Credito Pedrobicudo08
Peugeot208 Credito Pedrobicudo08Crédito: Divulgação

A escalada do conjunto de 16 marcas da China à venda hoje somou, no primeiro semestre de 2026, mais que a participação da líder geral Fiat, segundo a consultoria Bright. Herlander Zola, que está à frente das operações da Stellantis no País e na América do Sul desde outubro do ano passado, afirmou a jornalistas em Belo Horizonte (MG), semana passada, que a estratégia atual é de reposicionamento das duas marcas francesas do grupo para assegurar rentabilidade.

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Peugeot 208 bateu recorde de vendas em dezembro
Pelos planos da Stellantis, a Peugeot ganharia um "upgrade" e ficaria em uma faixa de mercado acima da FiatCrédito: Divulgação

Ele não estabeleceu metas de participação, mas vai colocar a Peugeot um pouco acima e a Citroën um pouco abaixo da Fiat no mercado nacional. Haverá complementariedade como estratégia, sempre em harmonia com a demanda interna e a livre escolha da rede de concessionárias.

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Quanto aos acordos para incluir parcerias de marcas chinesas, as relações estão consolidadas com a Leapmotor, inclusive a produção em Goiana (PE), em 2027, no regime CKD (veículos completamente desmontados) dos modelos elétricos B10 e C10 (este último, também com alcance estendido por motor-gerador a combustão para deslocamentos longos sem preocupação com recargas).

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Citroen C3 Xtr 2025 Cinza Frente 3x4 Estatico
Já a Citroën ficaria posicionada em uma faixa de mercado abaixo da FiatCrédito: Divulgação

A Stellantis tem 51% das ações da divisão internacional da Leapmotor. No caso da Dongfeng, há cautela por parte da Stellantis, já que a marca chinesa está em conversação com a Nissan, cuja fábrica em Resende (RJ) foi inaugurada em 2014. Zola garantiu: “Não serão possíveis duas operações no Brasil. Ou uma ou outra”.

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