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Governo chinês quer impedir concorrência desleal

Será para valer? Novas medidas valem para o mercado interno, mas regras para as exportações de carros não mudaram

Fernando Calmon
Fernando Calmon

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O governo de partido único da China ordenou que as dezenas de fabricantes locais de automóveis parem de oferecer descontos cada vez maiores para conquistar mais compradores. E anunciou medidas drásticas e obrigatórias: não pode vender carros no atacado por preço inferior ao custo, as concessionárias não receberão pressões para baixar preços e será criada uma plataforma on line para vigiar as tentativas de fraudes.

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Leapmotor International envia o primeiro lote de veículos elétricos da Leapmotor da China para a Europa
Força nas exportações: acima, a Leapmotor envia o 1º lote de veículos elétricos da China para a EuropaCrédito: Divulgação

Entretanto, não se preocupou nem um pouco em vigiar as exportações de veículos com preços inferiores aos de custo, na medida em que seu mercado interno tende a crescer um pouco menos. Até financiou a perder de vista a construção de navios ro-ro de última geração para “facilitar” exportações. Operação conhecida como dumping (concorrência desleal). Outros países que façam suas próprias regras para se defender.

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Carros da Geely agora podem ser comprados através de venda direta
Carros da Geely agora podem ser comprados através de venda diretaCrédito: Divulgação

Um fato começa a incomodar o governo central chinês. Sua economia caminha para perder parte da exuberância de mais de 20 anos com enorme crescimento econômico. Tornou-se, de longe, o maior mercado de veículos do mundo.

Todavia, a Energy News Beat, plataforma de notícias e análises focada no setor energético, disparou: “O mercado de veículos elétricos da China, embora dominante em nível global, está perto da crise devido a ineficiências internas e barreiras externas. Para revitalizar o setor, talvez precise implementar redução gradual de subsídios e que forças de mercado impulsionem a consolidação, atuando como “desfibrilador” para reanimar o coração da indústria. Sem isso, pode arrastar indústrias correlatas e prejudicar as ambições ecológicas da China, mesmo enquanto o país continua a moldar o cenário automobilístico global”.

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A BYD é a marca chinesa que mais vende automóveis no mercado brasileiro
Os carros importados da BYD chegam ao Brasil em navios que pertencem à própria fabricante chinesaCrédito: Divulgação

Este posicionamento contém certo grau de exagero. A filial chinesa da Automotive News seguiu uma linha não radical em post da semana passada: “Por que a imparável indústria automobilística chinesa está repentinamente perdendo força em seu próprio país?”

Também equilibrada, a análise da consultoria econômica S&P Global: “Prevê-se que as vendas de veículos na China diminuam cerca de 267 mil unidades em 2026, pelo fim dos incentivos de 2025 e menor crescimento econômico. Rumo à eletrificação agora é mais complexo. Veículos híbridos e híbridos plugáveis são vistos como fundamentais ao lado dos elétricos a bateria”.

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Escrito por Fernando Calmon

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