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Live WM: a ressignificação do carro pós pandemia

Conversamos com Leandro Esposito, do Waze, e Federico Goyret, da Renault, para saber como será transformação do mercado

Redação WM1
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Como será o futuro do automóvel no Brasil e no mundo depois da pandemia global causada pelo novo coronavírus? Como os compradores enxergam o futuro dos carros? Como eles serão em 2050? Para esse debate, o CEO da Webmotors, Eduardo Jurcevic, comandou uma live ao lado de Leandro Esposito, gerente Geral do Waze no Brasil, e Federico Goyret, diretor de Marketing da Renault.

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Vision AVTR rodando em Las Vegas
Ressignificação do carro foi tema de live da WebmotorsCrédito: Divulgação

Na visão dos executivos, os carros têm passado por uma série de transformações. No futuro, eles vão oferecer tipos diferentes de alimentação (serão, em suma, elétricos, híbridos e híbridos plug-in) e conectividade total, de modo que todas as máquinas poderão “conversar” entre si e também com a infraestrutura de ruas, cidades e rodovias.

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Como assim, “conversar”?

Na visão de Federico Goyret, da Renault, as atuais tendências de mercado mostram que nos próximos anos a revolução eletrificada – que já existe – deve se expandir. “As zonas urbanas e centrais das maiores cidades do mundo serão recheadas de carros 100% elétricos. O preço das baterias, que hoje fazem deles veículos caríssimos para o dia a dia, vai diminuir. Quem roda entre 50, 80 ou 100 km por dia não vai mais querer gastar dinheiro com combustível”, explica o diretor.

“Para pessoas que rodam maiores distâncias e fazem viagens diariamente em estradas, os híbridos plug-in serão a melhor opção. Eles têm grande autonomia e podem ser conectados na tomada, portanto unem o melhor do carro elétrico a um veículo com motor a combustão”, complementa o executivo.

Isso quer dizer que os carros híbridos convencionais, que aproveitam energias do próprio automóvel para recarregar a bateria (como a força de frenagens, por exemplo), como o novo Toyota Corolla Hybrid, tendem a assumir o posto do veículo tradicional que conhecemos.

“É uma tecnologia que aumenta a eficiência e diminui o consumo, e que deve ficar mais barata e se espalhar por carros menores nos próximos anos”, aposta Jurcevic, CEO da Webmotors.

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Live WM: a ressignificação do carro pós-pandemia
Live contou com participação de Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors; Leandro Esposito, Gerente geral do Waze no Brasil; e Federico Goyret, Diretor de Marketing da RenaultCrédito: Reprodução

Mudança de hábitos

O executivo crê que para essa ressignificação do carro pós-pandemia acontecer, será preciso que muitas mudanças de conceitos ocorram. “Nada disso vai adiantar se a sociedade não passar por profundas mudanças de hábitos”, afirma Leandro Esposito, do Waze.

“Não adianta termos 100% de carros elétricos e autônomos na cidade e todos saírem no mesmo horário para fazer o trajeto casa-trabalho, na popularmente conhecida ‘hora do rush’. É preciso que uma mudança profunda de hábitos e comportamentos também aconteça para essa transformação”, acredita Esposito.

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Vision AVTR
Carros do futuro precisam ser extremamente seguros e reforçados se quantidade de acidentes zerarem devido à condução autônoma?Crédito: Divulgação

Carros autônomos serão baseados na conectividade

A discussão entre os executivos também abordou o assunto dos carros autônomos. “Rodar com um automóvel que tem o nível 2 de assistência de condução [WM1: modelos que têm o ACC e conseguem corrigir automaticamente o veículo em eventuais escapadas de faixa] já me surpreende nos dias de hoje. Imaginem como vai ser quando chegarem às ruas os níveis 3, 4 e 5″, indica Jurcevic.

Para Federico Goyret, a chegada desse tipo de tecnologia virá acompanhada de um nível que ainda não conhecemos de conectividade. “Os carros do futuro que andam sozinhos serão diretamente conectados à internet 5G. Eles vão conversar com outros carros, infraestrutura das ruas e as placas de trânsito nas estradas, e também vão se conectar aos celulares dos passageiros”, explica.

Para ele, essa tecnologia vai mudar completamente o comportamento dos usuários e também o formato de construção dos automóveis. Isso porque, hoje, os veículos são projetados para determinados tipos de batidas.

“Se esses tipos de acidentes diminuírem ou até acabarem graças aos sistemas autônomos e à conectividade que falamos, muita coisa vai mudar, o que inclui até o desenho da carroceria e o preço das franquias de seguro”, finaliza o executivo da Renault.

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Redação WM1

Escrito por Redação WM1

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