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GPS nas motos da Royal Enfield: tem, mas acabou!

Com o fornecimento limitado de semicondutores, marca indiana tira acessório dos modelos Meteor 350 e Himalayan 411

Roberto Dutra
Roberto Dutra

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Lembra do Tripper, aquele “GPS de fábrica” simplezinho, mas bem útil, que vem nas motos da Royal Enfield? Pois bem: tem, mas acabou – pelo menos temporariamente. As motos Meteor 350 e Himalayan 411 são as mais novas vítimas da crise mundial no fornecimento de chips – os famosos semicondutores. Na Índia, a Royal Enfield teve que tirar o dispositivo das motos para dar preferência a outros recursos mais importantes, como os freios ABS.

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Tripper 1
Tripper 1Crédito: Divulgação
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Tripper 2
Tripper 2Crédito: Divulgação

A Royal Enfield não está sozinha nessa onda. Vários fabricante de motos e, principalmente, de automóveis, tiveram que fazer mudanças em suas linhas de produção exatamente pela falta de semicondutores. A solução, para não afunilar ainda mais a produção, tem sido privilegiar os dispositivos de segurança e tirar ou reduzir os equipamentos de conforto e lazer – como sistemas de multimídia e automatização de ar-condicionado, entre outros.

Royal Enfield Meteor 350 estreou o GPS por aqui

O Tripper estreou no mercado brasileiro na custom Meteor 350, que foi lançada em julho do ano passado. Mais para o fim do mesmo ano, passou a equipar a Himalayan 411, que estava aqui há mais tempo mas até então não tinha o equipamento – veio na linha 2022.

O dispositivo é um sistema de navegação por GPS sem “vida própria“: é preciso pareá-lo ao smartphone via Bluetooth para que, através de um aplicativo previamente baixado, exiba as informações do celular em uma pequena telinha redonda e indique o caminho por setinhas. É simples, mas é bastante útil. Pelo menos por algum tempo, o Tripper será vendido apenas como opcional nas duas motos, o que reduzirá sua produção e, consequentemente, a demanda por chips para esse item.

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2. Royal Enfield Meteor 350
2. Royal Enfield Meteor 350Crédito: Divulgação

Por enquanto, as motos vendidas no Brasil ainda têm o dispositivo, já que são de lotes produzidos antes da decisão. Na Índia, as motos tiveram seus preços reduzidos em 4.000 rúpias (uns R$ 260) devido à retirada do dispositivo. Caso mais adiante a medida atinja as motos comercializadas no mercado brasileiro, será que os preços também cairão? Façam suas apostas.


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