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Carros familiares que foram embora rápido

Na segunda reportagem da série sobre passagens relâmpago, separamos stations e uma minivan que são boas opções de usados

Fernando Miragaya
Fernando Miragaya

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Os carros familiares tradicionais perderam espaço para a avalanche de SUVs. Com isso, muitas station wagons e minivans tiveram passagem curta pelo Brasil. Esse apelo familiar é o tema da segunda reportagem da série do WM1 sobre carros que duraram pouco no Brasil, iniciada com os sedãs que passaram rápido.

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A Golf Variant branca vista de perfil
Vw Golf Variant durou pouco no mercado brasileiroCrédito: Divulgação

Dois modelos são bem peculiares. São peruas que tentaram se valer do sucesso dos hatches médios sobre os quais eram baseadas: Hyundai i30 CW e Volkswagen Golf Variant. Hoje, duas opções de seminovos para quem ficou órfão das stations.

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Se para elas o mercado já não estava favorável, imagine para as minivans. Pois é, mesmo quando os SUVs ainda não eram essa febre toda, a Grand Scénic, outro dos nossos carros familiares, também padeceu nas vendas e ficou pouco tempo por aqui.

Volkswagen Golf Variant (2015-2018)

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Vw Golf Variant
Vw Golf VariantCrédito: Divulgação

No embalo do lançamento do Gol VII no Brasil, depois do hatch perdurar em sua quarta geração por mais de 10 anos por aqui, a VW apostou em sua derivação para concorrer entre os carros familiares. Trazia as mesmas virtudes do irmão menor, em especial a pegada dinâmica exemplar fruto da renomada plataforma MQB.

Tinha também outro ponto sempre elogiado nos VW: o conjunto mecânico. A perua chegava importada do México com motor 1.4 turbo de 140 cv e câmbio de dupla embreagem e sete marchas. O resultado são arrancadas ágeis e retomadas bastante vigorosas.

Para completar, oferece bem mais espaço para bagagens. O porta-malas da Golf Variant acomoda 605 litros. Ar automático bizona, trio, direção elétrica, couro, retrovisores rebatíveis eletricamente, sensores de chuva e de luminosidade e rodas de liga leve aro 16” faziam parte do modelo.

É nos itens de segurança que a perua se torna um seminovo ainda mais interessante. Tem seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente à partida em rampas, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, monitoramento dos pneus, retrovisor eletrocrômico e Isofix.

Se pesquisar, é possível encontrar usados com opcionais bacanas. Entre eles, o controle de cruzeiro adaptativo com alerta de colisão frontal e frenagem de emergência, detector de fadiga, faróis de xenônio com regulagem automática de altura do facho e câmera de ré.

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Hyundai i30 CW (2010-2011)

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Hyundai I30 Cw
Hyundai i30 CW, a perua do hatch i30, fez relativo sucesso no começo da décadaCrédito: Divulgação

A variante familiar do famoso médio coreano nem esquentou vaga na concessionária. Na verdade, foi mais uma estratégia do Grupo Caoa, importador da marca, para tentar aliviar a fila de espera que havia para se adquirir o i30 hatch.

O motor é o mesmo do irmão menor (na época): o 2.0 de 145 cv. O câmbio automático de seis marchas faz mudanças suaves, mas o conjunto se ressente de maior força em baixos giros – o propulsor só rende mesmo em 4.000 rpm ou mais.

O conforto é o destaque da “cross wagon” – como a Hyundai explica a sigla da station. Com 5 cm a mais de entre-eixos do que o hatch, oferece mais espaço para os ocupantes de trás. Mas o porta-malas leva normais 415 litros.

A i30 CW era importada não em versões, mas em pacote de equipamentos. A mais básica tem airbag frontal duplo, ABS, ar-condicionado, direção elétrica, trio, retrovisores rebatíveis eletricamente, sensores de luminosidade e chuva, controle de cruzeiro, rodas de liga leve de 17” e som com entrada USB.

Mas dá para garimpar os seminovos com pacotes mais completos. Tem perua com seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente à partida em rampas, sensor de ré, bancos de couro, ar automático e teto-solar.

Tem muita oferta de seminovo da station wagon do Hyundai i30. Confira!

Renault Grand Scénic (2008-2009)

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Renault Grand Scénic
Renault Grand ScénicCrédito: Divulgação

A versão maior da Scénic vinha importada da França, enquanto o modelo “normal” ainda era produzido no Paraná. A grande virtude era justamente o espaço interno de monovolume, com 2,73 m de entre-eixos, 15 cm a mais que a minivan brasileira, e sete lugares.

Mas a Grand Scénic tinha outras qualidades. Era baseada no então no Mégane europeu, com melhor dirigibilidade e motor 2.0 de 138 cv. Já o monovolume paranaense usava plataforma antiga, dos anos 1990.

Ao mesmo tempo, é um seminovo bem equipado, mesmo hoje em dia. Seis airbags, retrovisor eletrocrômico, regulagem de altura dois faróis, Isofix e sensor de ré faziam parte do pacote de segurança – os faróis de xenônio eram opcionais e lamentavelmente não recebia ESP.

Retrovisores rebatíveis eletricamente, sensores de luminosidade e chuva, ar automático e controle de cruzeiro eram alguns equipamentos de série. Nas ofertas de usados, tem exemplar com teto-solar e bancos de couro.

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Fernando Miragaya

Escrito por Fernando Miragaya

Editor-assistente

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