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Ford Ranger 2017 vai de R$ 99.500 a R$ 179.900

Picape mantém mecânica, mas moderniza visual para encarar Hilux

Marcelo Monegato
Marcelo Monegato

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A Ford apresentou nesta sexta-feira (8) a linha completa da Ranger 2017. Com preços entre R$ 99.500 e R$ 179.900, a picape média preferiu manter muito de suas características do conjunto motor e câmbio para focar em uma clara evolução no conforto e na segurança – além, claro, de ter dado um tapa no visual para não envelhecer diante da concorrência, especialmente frente à Toyota Hilux, totalmente reformulada no final do ano passado, e da Chevrolet S10, que receberá atualização ainda este ano.

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New Ranger Arw 103
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Importante ressaltar que não se trata de uma nova geração, mas sim uma (evidente) melhoria da mesma, lançada em 2012. A plataforma, por exemplo, é igual. Sem novidades. Em termos de design, porém, a dianteira foi totalmente redesenhada, ganhando novo para-choque, grade frontal, faróis e capô. Além de aparência mais bruta, a Ranger está mais em sintonia com as linhas da ‘rainha’ F150, que infelizmente não tem planos fechados de vir para o Brasil, mas que nos Estados Unidos é simplesmente líder absoluta de vendas há anos.

Se por fora a Ranger evoluiu para ganhar cara de ‘caminhãozinho’ – e isso, se tratando de picape média, é um elogio -, por dentro as alterações foram focadas em deixar a ‘Raça Forte’ com virtudes de um automóvel de passeio. Na versão topo de linha Limited, os bancos são revestidos em couro, o volante tem novo desenho e é multifuncional, o sistema de entretenimento Sync II (com navegação, mas sem compatibilidade com Apple CarPlay, Android Auto ou MirrorLink) tem tela de 8 polegadas sensível ao toque (coisa de Fusion), comando de voz em português, o ar-condicionado é de duas zonas e a direção deixou de ser hidráulica para ganhar assistência elétrica.

 

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O painel de instrumentos agora tem velocímetro no centro, dividindo duas telas de 4,2 polegadas. A da direita traz informações da central de entretenimento e a da esquerda informações do veículo – ambas podem ser configuradas pelo motorista por intermédio das teclas no volante.

Já com relação às questões de segurança, a Ranger traz – continuamos a falar da opção Limited – 7 airbags, controles de estabilidade e tração, controle de cruzeiro adaptativo (é possível ajustar tanto a velocidade quanto a distância a ser mantida do veículo à frente) e alertas de fadiga do motorista e de mudança involuntária da faixa. Também a sensores de estacionamento e câmera de ré.

 

O acabamento poderia ser melhor. Com peças de plástico rígido por todas as partes – apenas uma pequena área do painel das portas é em couro -, a Ford poderia ter abusado um pouco mais de materiais agradáveis ao toque, como algo emborrachado na parte superior de todo o painel central e das portas. A impressão que transmite é que com o passar do tempo a combinação plástico por todas as partes + motor diesel + estradas de terra/trabalho pode resultar em um interior barulhento, com peças batendo…

 

MECÂNICA

 

A Ford apenas ajustou a sintonia das opções mecânicas que a Ranger já dispunha. Os motores ofertados continuam sendo 2.5 Flex câmbio manual de cinco velocidades, 2.2 Turbodiesel com transmissao manual de seis marchas ou automatico de seis (esta configuração é novidade), e 3.2 Turbodiesel com caixa automática de seis marchas. Todas as opções diesel têm tração 4×4 com reduzida e bloqueio do diferencial traseiro. Nas opções bicombustível, a tração é apenas 4×2.

 

Em números, o motor 2.5 Flex entrega 168 cv (gasolina)/173 cv (etanol) de potência máxima e torque de 24,3 kgf.m (g)/24,9 kgf.m (e). Já o 2.2 diesel (quatro cilindros) recebeu melhorias que geraram o ganho de potência de 10 cv (agora são 160 cv) e  1 kgf.m de força (39,2 kgf.m). Já o propulsor 3.2 Diesel (cinco cilindros) continua gerando 200 cv e 47,9 kgf.m de torque. No entanto, este bloco foi remapeado e ganhou novos bicos injetores, novo turbocompressor e teve o sistema de recirculação de gases redesenhado. Com estas novidades, mais a adoção de pneus de baixa resistência à rolagem e aperfeiçoamentos montuais no câmbio automático (ganhou, por exemplo, novo conversor de torque), a economia de combustível em relação à última Ranger, de acordo com a própria Ford, pode chegar a 15% – já a queda de emissões de CO² é da ordem de 16%.

 

Confira todos os preços:

Ford Ranger XLS 2.5 Flex 4×2 Manual – R$ 99.500

Ford Ranger XLS 2.2 Diesel 4×4 Manual – 129.900

Ford Ranger XLS 2.2 Diesel 4×4 Automática – 142.900

Ford Ranger XLT 2.5 Flex 4×2 Manual – R$ 109.500

Ford Ranger XLT 3.2 Diesel 4×4 Automátoca – R$ 166.900

Ford Ranger Limited 3.2 Diesel 4×4 Automática – R$ 179.900

 

Pós-Venda

 

Os valores das revisões têm sido, cada vez mais, levados em conta pelo consumidor na hora da compra de um veículo ‘A’ ou ‘B’. Para a Ranger 2017, a Ford fez questão de anunciar melhorias significativas nos preços destes serviços. Agora com 5 anos de garantia, as revisões fixas ocorrem com 12 meses (ou 10.000 km), 24 meses (ou 20.000 km) e 36 meses (ou 30.000 km). Aquela revisão de 6 meses ou 5.000 km deixa de existir. Além da diminuição de uma revisão obrigatória, os valores das demais foram retrabalhados resultando, no caso das Ranger 2.5 Flex e 3.2 Diesel, em uma redução de 34% do valor dos serviços periódicos até 30.000. Nas versões com propulsor 2.2 Diesel, a retração foi ainda maior: 39%.


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Marcelo Monegato

Escrito por Marcelo Monegato

Editor-chefe

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