Omoda 4 será o ‘anti-Tera’ da marca em 2027
SUV será o carro de entrada da Omoda & Jaecoo e deve apostar em eletrificação para disputar o segmento mais quente do mercado
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Depois de Jaecoo 5 e novo Omoda E5, que foram apresentados no Festival Interlagos e estreiam comercialmente nas próximas semanas, o Omoda 4 é a próxima arma que a empresa prepara para lançar no Brasil — e a estreia promete causar impacto.

Inicialmente programado para estrear no fim de 2026, o SUV subcompacto agora ficou para o primeiro semestre de 2027, será o carro de entrada da Omoda & Jaecoo no país e uma das principais apostas da operação para ganhar volume.
A estratégia é clara: o Omoda 4 tem sido chamado “anti-Tera” da marca chinesa, e terá a missão de disputar espaço em uma faixa de mercado dominada por SUVs subcompactos de preço mais acessível.
O Volkswagen Tera é o principal alvo pois é o líder dessa categoria, mas a lista ainda inclui modelos como Renault Kardian, Fiat Pulse, Jeep Avenger, Chevrolet Sonic, Citroën Basalt, Hyundai I20, Honda WR-V, Nissan Kait e até Kia Stonic.

A chegada do novo SUV acontecerá em um momento importante para a empresa. A Omoda & Jaecoo anunciou que prepara sete lançamentos para o Brasil em 2027 e estabeleceu a meta de vender 150 mil veículos no país no ano.
A conta, vale dizer, não representa sete carros inéditos: o planejamento inclui novos produtos e também versões e configurações de modelos já conhecidos – mas não considera lançamentos das futuras divisões Lepas e iCaur.
Dentro dessa ofensiva, o Omoda 4 terá uma função diferente dos modelos atuais – hoje, vale lembrar, a gama brasileira começa no Omoda 5, que parte de R$ 159.990 na versão Luxury, enquanto o Jaecoo 7 custa iniciais R$ 189.990.
O Omoda 4, portanto, será responsável por levar a marca a uma faixa de preço mais baixa. Segundo nossa estimativa, a ideia é trabalhar com valores entre R$ 140 mil e R$ 160 mil.
Ainda não existe preço oficial, mas se a marca conseguir chegar a esse nível de etiqueta, o modelo entraria diretamente no território dos SUVs subcompactos que hoje disputam clientes por preço, tamanho e equipamentos.

Aliás, esse posicionamento de valor também explica porque o carro vem sendo chamado de “anti-Tera”.
O SUV da Volks mede 4,15 metros de comprimento e tem versões com motor 1.0 aspirado ou 1.0 turbo. Já o Omoda 4 deverá chegar com uma proposta mais tecnológica – com possibilidade de oferecer algum tipo de eletrificação desde o lançamento.
É justamente aí que está uma das principais dúvidas sobre ele: informações mais recentes apontam para a possibilidade de um conjunto híbrido pleno – o mesmo 1.5 HEV de Omoda 5 e Jaecoo 5, que tem 224 cv e 30,1 kgfm -, mas a Omoda & Jaecoo ainda não confirmou oficialmente qual motorização será utilizada no Brasil.
Outra das possibilidades é a de usar um motor 1.0 turbo de três cilindros associado a um propulsor elétrico, com cerca de 130 cv de potência e torque combinado estimado em 22,9 kgfm.
O que de fato parece mais consistente até agora é a (boa) notícia de que a marca não pretende simplesmente colocar um SUV barato com motor a combustão nas concessionárias.
A ideia da empresa, que aos poucos constrói sua imagem no Brasil com modelos sempre eletrificados, é ter um produto que cause impacto e que, por consequência, não fuja dessa estratégia.
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A chegada do Omoda 4, vale lembrar, também acontece paralelamente aos planos de produção nacional da empresa – a O&J trabalha para iniciar a fabricação de veículos no Brasil em 2027 e negocia a utilização da fábrica de Itatiaia (RJ), que ainda pertence à Jaguar Land Rover.
O local, quando a negociação for concluída, vale destacar, deverá ser responsável pela fabricação dos atuais modelos de entrada da marca (Omoda 5 e Jaecoo 5) e ainda tem chance de produzir carros de outras empresas.
Portanto, o Omoda 4 deve começar a ser vendido ainda como carro importado. A expectativa é que a apresentação aconteça no começo de 2027 e que o início das vendas comece até a metade do ano.
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