Um híbrido Jetour T2 em uma aventura elétrica
Quem disse que um híbrido plug-in não pode curtir um passeio no modo elétrico? Botamos um Jetour T2 para rodar até Paranapiacaba
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Um ponto bacana dos carros híbridos plug-in é que você tem um elétrico para rodar na cidade sem gastar combustível e um automóvel a combustão para pegar a estrada. Mas e se fosse possível subverter essa lógica e chegar a um destino turístico legal usando só o motor a bateria? É aí que entra o Jetour T2 4×2.

Resolvi botar esse SUV para enfrentar um passeio usando o alcance do modo 100% elétrico desse Jetour, que é de 75 quilômetros no ciclo PBEV – o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro . E o roteiro da vez foi de São Paulo a Vila de Paranapiacaba.
Mas antes do roteiro, o carro: o Jetour T2 é um SUV de porte médio. Prático para a rotina da cidade e grande o bastante para ser muito confortável na estrada. São 4,78 m de comprimento, 2,00 m de largura, 1,87 m de altura e um entre-eixos de 2,80 m. E o visual caixotão, além de ser muito estiloso, faz com que esse utilitário esportivo seja bem amplo por dentro. O porta-malas, por exemplo, tem 580 litros de capacidade.
E o conjunto motriz é composto por três motores: um 1.5 a gasolina e dois propulsores elétricos, tocados por uma transmissão automática DHT de três marchas. O SUV de duas toneladas acelera de zero a 100 km/h em (bons) 7,5 segundos. Feitas as devidas apresentações, bora para o passeio.

De Jetour T2 até Paranapiacaba
Os caminhos
Encravada no alto da Serra do Mar, essa vila ferroviária é um daqueles espaços que parecem fora do lugar e do tempo. Construída no século 19 para abrigar os ferroviários da São Paulo Railway – a primeira ferrovia de São Paulo -, combina uma arquitetura composta em grande parte por casas de madeira em estilo vitoriano, com toda a beleza da fauna e flora do Parque Nascentes de Paranapiacaba.
Por mais exótico que possa parecer esse destino, Paranapiacaba fica menos de duas horas distante do centro de São Paulo. E você tem duas boas opções de trajetos para chegar lá. Ambas com pegadas bem diferentes.
O primeiro trajeto, com cerca de 50 quilômetros de extensão, é praticamente todo urbano. Começa na Avenida do Estado, na capital paulista, e atravessa boa parte das cidades do ABC paulista antes de chegar ao destino: São Caetano do Sul e Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Uma curiosidade é que esse trajeto urbano acompanha boa parte do traçado da antiga estrada de ferro São Paulo Railway, o motivo por trás da construção de Paranapiacaba.
Inaugurada em 1867, a ferrovia unia as cidades de Jundiaí e Santos e tinha como objetivo principal o escoamento da produção de café do interior paulista. Hoje, é usada no transporte de cargas e também de passageiros, nas linhas metropolitanas 7-Rubi e 10-Turquesa.
Já o trajeto rodoviário é um pouco mais longo. São cerca de 60 quilômetros, mas com uma pegada bem diferente. Saindo de São Paulo pela Avenida dos Bandeirantes, na Zona Sul, você passa pelas rodovias Anchieta (SP-150), Caminho do Mar (SP-148), Índio Tibiriçá (SP-31) e a Deputado Antônio Adib Chammas (SP-122).

Para quem quer topar o desafio de fazer esse roteiro como se estivesse em um automóvel a bateria, a melhor opção é optar pelo trajeto urbano, que permite otimizar melhor o uso do modo 100% elétrico do Jetour T2. Sem contar o conforto de poder rodar quase sem ouvir o ruído externo. Mérito do isolamento acústico caprichado do modelo.
Rodando por estradas, você consegue explorar outros atributos do Jetour e começar a desestressar ainda no percurso. Com uma cabine ampla, os passageiros ainda podem curtir o conforto dos assentos dianteiros com ajustes elétricos e ventilação, ar-condicionado de duas zonas, além do desempenho do propulsor híbrido plug-in.
E ainda tem o pacote ADAS completo, com itens como controlador adaptativo de velocidade, frenagem automática e assistente de manutenção em faixa.
Avenida principal
O acesso principal a Paranapiacaba é feito pela chamada “Parte Alta” da vila, ao final da rodovia SP-122, onde há um bolsão de estacionamento. Mas é preciso ter disposição para descer a ladeira que dá acesso à Parte Baixa da vila, que é onde se concentram boa parte das atrações do local.
O que muita gente não sabe é que existe um outro acesso bem menos conhecido para a vila histórica. Um atalho que dá acesso direto à Parte Baixa de Paranapiacaba, mas fica fechado para veículos nos períodos em que a vila sedia eventos e nos finais de semana.

Pegando uma bifurcação à esquerda, pouco antes da antiga estação ferroviária de Campo Grande. Mas há um porém: essa via é uma estradinha de terra que fica um pouco mais desafiadora nos períodos mais chuvosos.
Mesmo assim, dificilmente você vai precisar de um 4×4 para cruzar esse caminho, de pouco mais de seis quilômetros de extensão. Aqui, o que faz mais a diferença na rodagem é um bom vão livre em relação ao solo.
São bons 21 cm de altura livre no T2 4×2. Medida suficiente para permitir que eu pisasse um pouco mais no acelerador sem medo de raspar a frente desse SUV híbrido plug-in em valetas e outros obstáculos do caminho.
E a suspensão macia do Jetour T2 4×2 é outro trunfo nesses momentos. Mesmo com diversos buracos e as ondulações horizontais no piso – popularmente conhecidas como costelas de vaca – é possível atravessar esses obstáculos de maneira bem confortável.
Aliás, mesmo sendo equipado com um sistema de tração 4×2 nessa versão Premium, o Jetour T2 tem recursos e capacidades dignos de um SUV raiz 4×2.
Enfrenta trechos alagados de 70 cm de profundidade e tem um “radar” que monitora em tempo real a profundidade da água no caminho do veículo.


















O que fazer em Paranapiacaba?
Embora seja possível curtir a paisagem da vila durante a semana, é nos finais de semana que Paranapiacaba se agita e quando boa parte das atrações, como os museus, estão abertos para o público.
Um destino imperdível para quem curte a história ferroviária brasileira é Museu do Funicular, que é considerado o maior museu ferroviário a céu aberto do Brasil e permite ver de perto as enormes máquinas que permitiam que os trens subissem e descessem a Serra do Mar de 1867 até a década de 1980.
Há ainda o Museu Castelo – um casarão que era a residência do engenheiro-chefe da São Paulo Railway – e que oferece uma vista panorâmica da Vila.
E para quem curte a história do futebol, Paranapiacaba abriga também o campo do Serrano Athletic Club. Inaugurado em 1894 por ferroviários da São Paulo Railway, é considerado o primeiro campo com medidas oficiais do país.

Vai e volta com uma carga?
Garanto que, pelo menos a ida, você consegue cumprir no modo 100% elétrico com boa folga. Apesar dos 75 quilômetros oficiais de autonomia, consegui ultrapassar os 100 quilômetros de alcance sem precisar recorrer ao motor a combustão.
É que – assim como um automóvel convencional 100% a combustão -, o alcance dos eletrificados também é dependente de fatores como o estilo de direção e o tipo de trajeto. Basicamente, quem quer ir mais longe deve optar por uma condução mais suave.
Esse é um dos grandes trunfos dos híbridos plug-in como o Jetour T2 4×2. Essa combinação de motores elétricos e a combustão permite que o SUV tenha um alcance combinado de cerca de 1.100 quilômetros.
Ou seja: você pode ir muito longe usando a carga da bateria e a gasolina no tanque. E ainda faz isso com muito conforto e estilo. Afinal, é possível combinar visual bacana e versatilidade. Seja no campo ou na cidade.
