AEA condena a conversão de veículos para flex-fuel

Entidade diz que conversão para multicombustível (flex) é ilegal e lesa consumidores
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Redação WM1
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- A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva AEA divulgou nota condenando a conversão de veículos originalmente monocombustível para multicombustível. Segundo a entidade, a conversão por meio de intervenção na injeção eletrônica, além de ser ilegal, lesa os consumidores e prejudica o meio ambiente.

As conversões flex, que consistem principalmente na troca do chip eletrônico que controla a injeção eletrônica, se popularizaram no mercado. De acordo com a AEA, por custos acessíveis, o proprietário de um carro originalmente a álcool ou, principalmente, a gasolina pode convertê-lo em um veículo bicombustível e usufruir, teoricamente, da praticidade que essa tecnologia traz.

Outro fator agravente, segundo a AEA, é quanto à publicidade feita sobre essas conversões que omite pelo menos dois efeitos a médio prazo da conversão que afetam diretamente o bolso do consumidor: o primeiro deles é que os sistemas de injeção eletrônica projetados para uso somente com gasolina não estão preparados para suportar os efeitos corrosivos do álcool, de modo que seus componentes internos irão se degradar mais rapidamente, reduzindo a vida útil, aumentando significativamente o custo de manutenção e a probabilidade de falha do sistema.

O segundo efeito é que cada motor e sua respectiva injeção eletrônica são desenvolvidos em conjunto. Os engenheiros projetam um “mapa” que indica como a injeção deve atuar em função das diversas variáveis que o motor enfrenta durante seu uso. Esse “mapa” eletrônico leva em consideração para qual combustível o motor será utilizado ou, nos casos da tecnologia “flex”, quais combustíveis e misturas o sistema estará apto a gerenciar e garantir um desempenho adequado.

Com a substituição do chip eletrônico, o novo “mapa” não é compatível com o restante da mecânica, o desempenho do veículo pode sofrer significativas alterações e o motor passa a consumir mais, poluir mais intensamente e até mesmo “bater-pino” – denominação popular para o fenômeno tecnicamente denominado pré-combustão ou detonação.

A mudança na programação do sistema também afeta diretamente um dos benefícios centrais da injeção eletrônica: as emissões de escape. De acordo com a AEA, isso significa uma agressão ao meio ambiente, pois o carro passa a realizar queima incompleta e emitino uma quantidade maior de poluentes.

A entidade ainda alerta que os veículos devem ser regulamentados para poderem ser vendidos no País e a troca do chip eletrônico afeta diretamente os parâmetros pelos quais o veículo foi homologado, contrariando o artigo 98 do Código de Trânsito Brasileiro - CTB.

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