Aumento da garantia derruba mercado de reposição

Fabricantes oferecem garantias cada vez mais altas, causando impacto no setor de autopeças para manutenção
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- A participação do mercado de reposição nos lucros do setor de autopeças tem caído a cada ano, por conta da evolução da tecnologia aplicada na produção dos automóveis. Com produtos de qualidade e garantias cada vez mais longas sendo oferecidas pelos fabricantes, os clientes têm se preocupado menos com a manutenção. Para ter uma idéia, entre 2003 e 2005 a queda desse segmento foi de 2,3%. Em contrapartida, as fabricantes cresceram 4,4% no bolo de um mercado que faturou US$ 24,2 bilhões, apenas no ano passado.

Outros motivos também têm complicado o aumento dos lucros do setor de reposição. O principal deles é a facilidade encontrada pelo cliente em financiar um carro zero. “Hoje o consumidor prefere comprar um carro do que consertar o usado”, disse Paulo Butori, presidente do Sindipeças Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, durante coletiva à imprensa.

De acordo com o conselheiro da entidade, George Rugitsky, a tendência é de queda ainda maior na participação, principalmente por causa da chegada de novas empresas chinesas ao Brasil. “No começo, elas devem vir com produtos de baixa qualidade, mas preços bastante acessíveis”, acredita o executivo. Para ele, depois de consolidadas, essas fabricantes vão começar a melhorar o padrão de suas peças.

Segundo George, para alavancar esse mercado, uma das alternativas seria criar formas de o cliente poder financiar as autopeças. “Comprando parcelado, o consumidor teria condições de investir em produtos melhores.”

Previsões

Para 2006, o Sindipeças espera um crescimento de 16,5% no faturamento do setor, chegando a US$ 28,2 bilhões. Já as exportações vão continuar crescendo este ano, mas em ritmo bem mais lento do que em 2005. Naquela ocasião, o setor faturou US$ 7,4 bilhões sem contar veículos, acréscimo de 23,6% em relação a 2004. Até o fim do ano, o setor deve vender US$ 8,2 bilhões para fora do País, alta de 10,2%.

Esse aumento no número de exportações, mesmo com o alto valor do real em relação ao dólar, deve-se a contratos que já estão fechados e precisam ser cumpridos. Muitos negócios foram feitos em 2002, época em que a moeda estadunidense estava bem valorizada. “Os efeitos de certas decisões nas exportações são sentidos apenas depois de cerca de três anos”, afirmou George.

A mesma coisa acontece com as importações. Em 2002 houve esforços da indústria no sentido de nacionalizar sua produção. “Por isso o crescimento desse segmento tem sido pequeno, atualmente”, explicou Paulo. Para o Sindipeças, o setor deve importar US$ 7,2 bilhões em 2006, alta de 8,3% em relação ao ano passado. Comparado com o resultado de 2004, o volume de 2005 foi 18,9% maior.

Esses resultados têm feito a balança comercial subir. De janeiro a junho do ano passado, o faturamento com exportações foi de US$ 3,5 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 3,4 bilhões – saldo de US$ 100 milhões. No primeiro semestre deste ano, foram vendidos para fora do Brasil US$ 4,2 bilhões e importados para cá US$ 3,3 bilhões. A diferença é de US$ 900 milhões.

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