Citroën Xsara Break Exclusive

uma perua muito gostosa
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Redação WM1
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O Citroën Xsara, em sua versão 2001,
mostrou ser um carro bonito e agradável de ser dirigido.
WebMotors teve com ele apenas um contato rápido. Não
foi o que aconteceu, entretanto, com sua irmã, o Xsara
Station Wagon Exclusive - a tradicional perua, para falarmos
português. Seu preço, em torno dos R$ 40.000 (dependendo
de acessórios e versão), é salgado, mas
a relação custoenefício é boa.

Rodamos mais de mil quilômetros com este carro, em
situações bem diversas. Muita cidade - São
Paulo, Campinas e menores, como Itatiba e São Miguel
Arcanjo; muita estrada, retas como a Castelo Branco, ou sinuosas
e vicinais, entre montanhas; com uma única pessoa,
ou lotada de malas e passageiros.










Em qualquer uma das situações, a impressão
foi a mesma - ótima. Se há críticas a
serem feitas, restringem-se a detalhes, como a ausência
de um bom porta-objetos no console central, abaixo ou ao lado
do freio-de-mão; e às curvas de potência
e torque que, bem em baixa rotação, exigem algumas
aceleradas para mudar seu comportamento. Mas bem em baixa
mesmo, e esse é um problema presente em todos os carros,
de qualquer marca, principalmente nos 16 válvulas,
o que é o caso.


Também a ergonomia dos controles do rádio deixa
a desejar, pois é necessário retirar a mão
do volante para mudar o volume. E o ar-condicionado é
um pouco barulhento.












Esta perua é muito bonita, sim. Há integração
e coerência em todas suas linhas, nos recortes laterais
e sobre o capô, na traseira, no posicionamento de faróis
e lanternas e, finalmente, nos volumes. A frente, com o capô
recortado e os faróis inclinados, lembra muito algumas
Mercedes-Benz - e faz isso sem destoar ou parecer cópia
de mau gosto.


Ela tem um ar distinto, elegante. Parada ou em movimento,
mostra classe e atitude. Internamente, a escolha de cores,
tecidos, padrões e texturas foi feita por alguém
que entendia do riscado. A sensação é
de conforto e tranqüilidade.


Acomoda muito bem cinco pessoas, embora o espaço traseiro
possa receber algumas críticas. Os três adultos
que forem atrás, em viagens compridas, poderão
reclamar um pouco. Mas isso não chega a ser dramático.
Como carro familiar, que terá mais crianças
e adolescentes no banco traseiro, não deixa a desejar.



O amplo bagageiro, de 517 litros, é suficiente para
viagens longas, com bagagem de cinco adultos e ainda espaço
para caixinhas e maletas, porta CD’s e garrafas de água.
Há, ainda, as bases para colocação de
rack externo.













O motor, 1.6 litro, com 110 cv e 15,3/4000 kgfm/rpm de torque,
é macio, subindo rapidamente de giro. O câmbio,
manual no carro testado, tem engates macios e as relações
entre as marchas parecem bem adequadas - talvez a quarta seja
um pouco curta demais. Acelerar este carro é algo agradável.


Ele é bem mais econômico na estrada que no trânsito
urbano. Segundo a fábrica, faz cerca de 18 km/l na
estrada enquanto, na cidade, esse número salta para
10,8 km/l. E, também segundo o fabricante, sua velocidade
final é de 198 km/h.


Definitivamente só há um ponto negativo - e
péssimo - no Xsara Station Wagon: sua chave. O chaveiro,
com três botões (abrir, fechar e abrir porta-malas),
permite que a chave possa ser reecolhida, para não
furar bolsos ou até mesmo machucar pessoas. Só
que os três botões são muito altos e expostos.
Assim, pode-se abrir as portas ou mesmo o bagageiro sem perceber.









Texto e fotos de Antonio Geremias




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