Toyota Corolla: versões que são bons seminovos

Sedã médio da marca japonesa sempre se destacou pelo conforto e confiabilidade também no mercado de usados

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Fernando Miragaya
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Cultuado por muitos, o Corolla ganhou sua 12a geração em 2019. Líder no segmento de sedãs médios, o modelo da Toyota sempre foi referência em durabilidade e conforto, virtudes que o fazem também um seminovo bastante desejado e valorizado.

Algumas gerações tornaram-se até raras, outras passaram rápido, mas a maioria tem grande aceitação. WM1 separou nove Toyota Corolla emblemáticos ao longo de três décadas de mercado brasileiro e com links para boas opções de usados dando sopa na Webmotors.

Toyota Corolla LE 1.8 16V 1993/94

Toyota Corolla 1991
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Legenda: Primeira geração do Toyota Corolla a desembarcar no Brasil, em 1991
Crédito: Divulgação

Toyota Corolla LE 1.8 16V 1993/94

É raro e quase um clássico. O sedã estreou no Brasil nesta sétima geração mundial e importado do Japão em duas versões. Era aquele padrão de carro japonês dos anos 1990, com desenho bem retilíneo e bastante sóbrio. Mas já trazia o conforto e solidez no rodar que seria referência no segmento.

A versão de entrada DX usava motor 1.6 de 100 cv, mas a LE era mais completa. Verdade que restam poucas unidades sobreviventes à venda, mas usa motor 1.8 16V de 115 cv com bom torque em baixos giros e caixa automática de quatro marchas.

Toyota Corolla GLi 1.6 1997

Toyota Corolla 1997
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Legenda: Toyota Corolla 1997: visual controverso durou pouco

Os faróis redondos e a grade perfurada, apelidada de ralador de coco, eram muito futuristas e ousados para oToyota  Corolla - e foi considerado controverso mundialmente. O design desta oitava geração - a segunda a vir para o Brasil - teve vida curta por aqui, já que em 1998 passou a ser produzido em Indaiatuba (SP) com desenho diferente.

A linha 1997 ainda tinha motor 1.6 de 106 cv, câmbio manual de cinco marchas e virou usado exótico e difícil de achar, mas encontrada na Webmotors.

Toyota Corolla XEi 1.8 2000/2001

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Legenda: Linha 2000 do sedã médio: primeira produzida em Indaiatuba (SP)
Crédito: Divulgação

A primeira geração brasileira usava a base da oitava geração global, e voltou ao design classudo. Aqui, o sedã começou a consolidar a sua reputação de carro confiável e que não dá dor de cabeça.

O motor 1.8 voltava à cena com seus 116 cv com transmissão manual de cinco marchas nas configurações XEi, enquanto a topo de linha SE-G trazia caixa automática de quatro velocidades. Ambas as versões são fáceis de achar em ótimo estado e com bom custo/benefício.

Toyota Corolla SE-G 1.8 2004

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Legenda: SE-G era topo de linha da geração que cresceu e teve Brad Pitt como garoto-propaganda

A nona geração do sedã médio chegou em 2002, teve até Brad Pitt como garoto-propaganda e é considerada por muitos a com melhor custo/benefício do modelo em sua existência no Brasil. Nesta fase, o Corolla, com 2,60 m de entre-eixos, começou a agregar mais espaço na cabine, suavidade no rodar, melhor desempenho, além de manter a fama de carro “inquebrável”.

A versão SE-G topo de linha é a pedida, com motor 1.8 de 136 cv e comando variável na admissão, atrelado à caixa automática de quatro marchas. Tem airbag duplo, ABS, ar, trio, retrovisor eletrocrômico, controle de cruzeiro, som com CD, bancos de couro e rodas de liga-leve.

Toyota Fielder 2008

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Legenda: Fielder: a versão perua do Toyota Corolla feita no Brasil
Crédito: Divulgação

As primeiras gerações do Corolla vendidas no Brasil tinham derivações station wagon, mas só em 2002 a Toyota resolveu fabricar por aqui a Fielder, a versão familiar com nome próprio do nono Corolla. O problema é que o porta-malas de 411 litros tinha volume menor que o do sedã (437 litros…).

Compensa com uma estabilidade exemplar em curvas e o mesmo conforto do três-volumes. Para os órfãos de peruas, a XEi tem bom custo/benefício, especialmente na linha 2008, último ano de vida e da nona geração, mas já com o motor 1.8 flex com 136/132 cv que acabara de estrear. Está entre as stations seminovas por menos de R$ 50 mil disponíveis no mercado.

Toyota Corolla Altis 2.0 16V 2010/11

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Legenda: Altis foi a primeira versão a ultrapassar a barreira dos R$ 100 mil
Crédito: Divulgação

A décima geração estreou em 2008 com porta-malas maior (470 litros). E a Toyota começava a se valer da fama de robustez e confiabilidade do Corolla para botar as manguinhas de fora no que diz respeito a preços. O que fomentou até piadinhas e trocadilhos com o nome da topo de linha Altis, bem mais cara - que, em 2015, ia romper a barreira dos R$ 100 mil.

No segmento de usados, a Altis também é valorizada, graças ao recheio com quatro airbags, ABS, faróis de xenônio, sensor de ré, ar automático, banco do motorista elétrico, retrovisores rebatíveis eletricamente, couro, espelho eletrocrômico, entre outros.

Além disso, entrava em cena o motor 2.0 16V de 153/142 cv e o câmbio automático, apesar de ainda ser o de quatro marchas, oferecia mudanças sequenciais na manopla - e também no volante no caso da configuração mais cara.

Toyota Corolla XRS 2.0 2014

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Legenda: XRS: a versão esportivada do Toyota Corolla tentou dar um ar arrojado ao "sedã de tiozão"

Sim, o Toyota Corolla teve direito até a uma versão esportivada bastante procurada entre os seminovos. A ideia era agregar um ar menos sóbrio a um segmento que já ficara estigmatizado como carro de titio.

Esse sopro de jovialidade respondia pela sigla XRS, era meramente estético, mas bem composto: grade exclusiva, faróis com máscara negra, saias dianteira, defletor traseiros, lanternas de LEDs, rodas aro 16” pintadas de cinza, costuras vermelhas no acabamento interno e bancos de couro perfurado.

Dinamicamente, contudo, era o mesmo pacato sedã com motor 2.0 e transmissão automática de quatro velocidades - com boa disponibilidade entre os seminovos. Na parte de equipamentos agregava central multimídia com câmera de ré e GPS.

Toyota Corolla GLi Upper 2016

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Legenda: Linha 2016 com visual mais ousado e parecido com o do médio-grande Camry

A 11a geração chegou em 2014 com mais espaço e aumento do conforto, beneficiado pelos 2,70 m de entre-eixos, direção com assistência elétrica e uma caixa CVT considerada por muitos a transmissão continuamente variável com melhor acerto do mercado brasileiro.

O Toyota Corolla também ganhava uma nova versão intermediária, a GLi Upper, que usava o motor 1.8 de 144/139 cv, mas também com o básico: ar, trio, quatro airbags, volante com ajustes de altura e profundidade, couro e banco traseiro bipartido. Mesmo assim, entre os seminovos se mostra com um ótimo custo/benefício.

Toyota Corolla Dynamic 2017

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Legenda: Série especial Dynamic foi uma das última da antiga geração do Corolla
Crédito: Divulgação

Uma das últimas séries especiais da geração anterior do Toyota Corolla também foi lançada para ser uma opção intermediária entre a XEi e a Altis. Até como uma forma de resposta à chegada de rivais renovados, como o Honda Civic e Chevrolet Cruze com motores turbinados.

A Dynamic é encontrada no mercado de usados com preços competitivos, luzes diurnas de LEDs e capas dos retrovisores e rodas escurecidas. Na cabine, couro escuro e tapetes personalizados. O motor é o 2.0 com o câmbio CVT. Na lista de equipamentos, quatro airbags, Isofix, câmera de ré, central multimídia com TV, USB, DVD e Bluetooth, retrovisores rebatíveis eletricamente e espelho eletrocrômico.

Veja nosso Guia de Usados sobre o Toyota Corolla

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