EDAG Light Car - Open Source aproxima carros de computadores

Veículo conceito, que será mostrado em Genebra, pode ter as luzes e os instrumentos configurados como uma área de trabalho
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Gustavo Ruffo
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- Antigamente, havia fanáticos por computador e fanáticos por carros, duas tribos meio antagônicas. Os tempos mudaram e quem gosta de carros quase necessariamente tem de gostar de computador, também. Se não gostar, vai apanhar dos novos sistemas de entretenimento, navegação e até de acesso à internet que alguns veículos trazem. Como a aproximação destes dois mundos é inevitável, a EDAG resolveu apresentar no Salão de Genebra deste ano um carro que tem muito de computador. Inclusive código aberto, como alguns programas de computador. Trata-se do Light Car – Open Source.

Este veículo, conceitual, apresenta diversas tecnologias que deverão equipar os carros no futuro. A mais chamativa delas é a OLED, ou diodos orgânicos emissores de luz. Com ela, é possível ter um carro com diversas aparências diferentes em um só modelo. E a explicação é mais simples do que parece.

Toda a carroceria do carro é feita de material transparente. Seja de vidro, seja de Makrolon, o mesmo polímero que a Rinspeed usou para construir o eXasis. Sob a carroceria, nos painéis dianteiro e traseiro, toda a superfície é recoberta por OLEDs. Basta o motorista escolher como quer os faróis e lanternas para que o formato escolhido apareça quando o Light Car for ligado. Como a área de trabalho de um computador.

Com isso, quem gosta de uma aparência mais agressiva vai poder colocar faróis afilados. Quem prefere um estilo mais brincalhão, bom para paquerar no trânsito, também poderá mudar o formato dos faróis. Na traseira, o processo funciona do mesmo modo, ainda que o aspecto de segurança acabe sendo tão importante quanto o de estética. A tampa traseira toda pode servir para avisar aos motoristas dos carros de trás sobre emergências adiante. Se for necessário pisar forte no freio, por exemplo, toda a traseira pode se iluminar, emitindo inclusive símbolos que avisem sobre a natureza do problema.

Por dentro, os OLEDs também permitem configurar o painel de instrumentos em tamanho, posição e estilo. Quem gosta do conta-giros no meio do painel pode colocá-lo ali. Os mostradores podem ser analógicos, digitais, quadrados, arredondados... fica à escolha do freguês.

Com apenas 4 m de comprimento, o Light Car tem enormes 2,90 m de entreeixos. É quase como ter o espaço interno de um Chevrolet Omega dentro de um Renault Sandero. Isso se deve ao fato de que o carro-conceito não tem motor dianteiro. Nem traseiro. Nem mesmo central.

Os motores são quatro ficam instalados dentro das rodas do Light Car, assim como acontece no Venturi Volage. Como se pode perceber, a tração do carro será elétrica, a exemplo do veículo monegasco. As baterias de íons de lítio darão ao Light Car 150 km de autonomia. Assim como no Volage, os motores do Light Car cuidarão de diversas funções ao mesmo tempo: esterçamento pela diferença de rotação, frenagem provavelmente regenerativa, suspensão e tração, evidentemente.

Estruturalmente, o chassi do Light Car será construído com uma nova fibra, chamada de ASA.TEC. Basáltica, ela é mais leve, mais barata e quase tão resistente quanto a fibra de carbono ou o alumínio, além de ser totalmente reciclável. Também tem uma fonte praticamente inesgotável, o que deve nos levar a ouvir falar bastante dela, no futuro.

Essa mesma estrutura traz um outro benefício aos fabricantes: ela pode ser usada com diversos tipos de carroceria. Apesar de o Light Car – Open Source ser um hatchback até se confundindo com um monovolume, ele poderia ser uma picape, um sedã ou uma perua. Depende do que o fabricante quer que o veículo faça.

O “código aberto” a que o nome do carro se refere open source diz respeito às tecnologias oferecidas pela EDAG no Light Car. Elas estão à disposição de quem quiser utilizá-las em seus veículos e aperfeiçoá-las. É mais ou menos a mesma coisa que acontece com o sistema operacional Linux, por exemplo, e outros programas de computador. A idéia, segundo a empresa alemã, é ajudar o automóvel a acelerar sua evolução. E beneficiar consumidores e o planeta com um veículo seguro, confortável e ambientalmente correto. Tomara que a idéia pegue.

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