Guia de compra – Ford Escort (de 1993 a 1996)

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Alexandre Ramos
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- O Escort teve a sua segunda grande mudança para o modelo 1993, quando ganhou carroceria e plataforma inteiramente novos. Mesmo assim, permaneceu em linha a versão Hobby 1.6 com a carroceria antiga. Compartilhando a mesma base com o Logus/Pointer, o novo Escort não teve um começo fácil, graças aos vários problemas que o carro apresentava, como infiltração de água, ruídos nas suspensões dianteira a traseira, problemas no ar-condicionado, direção hidráulica, entre outros.

O fato é que a Ford realmente investiu no novo Escort, deixando-o visualmente muito parecido com o encontrado na Europa naqueles tempos. Com carroceria nova, o Escort partia da versão L, passando pela GL, Ghia todas com motor 1.8 e XR-3, esta com motor de 2,0 litros e injeção multiponto. O carro era maior, com distância entre eixos aumentada de 2,4 metros para 2,52 metros, o que resultou em maior espaço interno.

Todos os Escort passaram a ter o câmbio MQ argentino, o mesmo do Golf da época, com acionamento por cabos. Além disso, havia ainda direção hidráulica com assistência variável opcional, volante regulável em altura e profundidade disponível nas versões mais caras, equalizador gráfico com CD player opcional mesmo nas versões top etc.

Em 1994 saem de linha o Escort L e o Hobby 1.6, mas não seria dessa vez que a carroceria antiga seria aposentada. A Ford, que ainda não tinha um modelo de 1.0 popular no mercado, baixou a cilindrada do seu motor AE 1600 antigo CHT, criando assim um motor 1-litro exatos 997cm³ denominado AE 1000, que, além do Escort Hobby, foi aproveitado pela Autolatina no Volkswagen Gol 1000 e posteriormente no Gol 1000i injeção FIC.

Ainda nesse mesmo ano o GL passa a contar com a opção de motor VW de 1,6 litro e o Ghia ganha motor de 2,0 litros, o mesmo do XR-3, porém com calibração mais "mansa".

Em 1996 a Ford tira de linha o XR-3, colocando em seu lugar o Racer 2.0, que jamais teria o mesmo carisma da versão que o precedeu. Na verdade a partir desse ano a produção do modelo foi concentrada na Argentina e houve uma pequena série que contava com grade dianteira ovalada, que nada tinha a ver com o restante do carro.

Nesse mesmo ano a versão Hobby 1.0 sai de linha e permanecem em fabricação apenas as versões GL e GLX, com motores 1.8. O 1.6 também deixa de ser oferecido. E assim chega ao fim o Escort nessa terceira fase de sua vida.

Comprando um Escort usado

Na hora de comprar um Escort ano-modelo 1993 a 1996, evite as primeiras unidades fabricadas, pois mesmo após todos esses anos, a incidência de defeitos neles ainda é maior. E lembre-se de que quanto mais luxuoso e equipado, maior a possibilidade de defeitos.

Os Escort dessa fase são marcados pelos problemas de suspensões dianteiras, com quebra da barra estabilizadora em algumas unidades, sem falar nos inúmeros problemas de embuchamento encontrado nesses veículos. Além disso, havia um ruído proveniente da suspensão traseira, também provocado pelas buchas, problemas na bomba da direção hidráulica, no compressor e demais componentes do ar condicionado, panes elétricas e entrada de água no interior do veículo. Com isso, olho vivo na hora de encontrar um Escort usado!

DERRAPAMOS: ao contrário do que dissemos antes, o motor AE 1000 não é proveniente da Volkswagen, mas sim da Ford, derivado do antigo motor CHT. O texto já está corrigido.


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