Guia de Compras: Fiat Idea

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Redação WM1
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Nada melhor do que um carro compacto para o caótico trânsito brasileiro, mas que ao mesmo tempo alie bom espaço interno e que não exija muita manutenção. Assim é a Fiat Idea, uma minivan que agrada principalmente às mulheres pela praticidade e tamanho.

Lançada em setembro de 2005, já como modelo 2006, vinha nas versões ELX, equipada com motor Fire 1.4 flex (81/80 cv) e HLX 1.8 (114/112cv), o mesmo que equipa a Chevrolet Meriva. Ambas vinham de série com vidros e travas elétricos (vidros somente na frente), direção hidráulica, banco do motorista com regulagem em altura, branco traseiro bipartido, aviso de luzes ou portas abertas e até computador de bordo. Opcionalmente, podiam receber: ar-condicionado, CD player com MP3, vidros verdes escurecidos, teto solar Skydome, airbags laterais (HLX), viva voz para celular com Bluetooth, espelho eletrocrômico e sensores de estacionamento, crepuscular e de chuva.

Um ano exato após o lançamento, a Fiat trouxe a versão Adventure que agregava pneus para uso misto 205/70 R15, rack no teto, estepe localizado na tampa do porta-malas, luzes de direção acopladas aos retrovisores, faróis de profundidade e de neblina e saias laterais simulando estribos. Por dentro, a novidade era a bússola e inclinômetro transversal e longitudinal. Na lista de opcionais havia freios ABS, bancos em couro de dois tons, banco do passageiro rebatível com mesinha do tipo avião e subwoofer. O motor 1.8 era o mesmo da versão HLX.

A linha 2009 da versão Adventure só chegaria em junho de 2008 com o inédito dispositivo de bloqueio do diferencial, batizado de Locker. No mesmo ano, a versão aventureira recebeu o câmbio Dualogic com opções de trocas de marchas no modo manual ou automático, além do botão “S”, função que permitia propiciar um melhor aproveitamento do desempenho no modo automático. A maior mudança da trajetória da Idea só ocorreria no ano seguinte com a frente e traseira atualizadas com destaque para as lanternas com LED, bem como o interior com novas padronagens de tecido. As versões passaram a se distinguir pela Attractive; que manteve a motorização 1.4 Fire da ELX e vinha de série com console de teto, direção hidráulica, computador de bordo, controle remoto de abertura das portas e tampa do porta-malas e vidros elétricos. Na Essence; com nova motorização 1.6 16v E-Torq (com câmbio manual ou automatizado Dualogic) que entrou no lugar da 1.8 HLX que recebia os mesmos itens da Attractive, mas bancos em couro, teto solar Skydome, banco dianteiro direito dobrável com mesa tipo avião, subwoofer, retrovisor interno eletrocrômico e faróis e limpadores de para-brisa automáticos eram opcionais. Já a Sporting com motor 1,8 litro E-Torq incluía ar-condicionado, computador de bordo mais completo, faróis de neblina, CD player com MP3, rodas em liga-leve aro 16, retrovisores elétricos e apoio de braço central para o motorista. Na lista de opcionais, freios ABS, airbags e sidebags dianteiros, bancos em couro, teto solar, vidros elétricos traseiros e sensor de estacionamentos eram alguns dos opcionais oferecidos. A Adventure vinha com os mesmos itens da Sporting, acrescida de airbags dianteiros, freios com ABS e faróis de profundidade, mas o bloqueio de diferencial passou a ser opcional.

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Em 2011, já como linha 2012, surgiu a série especial Itália, limitada a 580 unidades e visual diferenciado com faróis escurecidos, rodas exclusivas de aro 16, frisos cromados, spoilers e, por dentro, novos acabamentos para bancos, painel, forro de portas e console. Assim como as outras versões, o câmbio automatizado também era opcional. No ano seguinte, a Sporting deixava de ser oferecida e em 2013 chegava a linha 2014 com leves mudanças na grade dianteira em toda as versões.

DE OLHO NA COMPRA

Por menos de 30.000 reais, é possível encontrar a versão 1.8 flex HLX 2006 equipada com ar-condicionado, trio elétrico, direção hidráulica e rodas de alumínio. Mas se ela agrada pelo preço, desaponta quando o assunto é o valor do seguro: R$ 3.500 para um casado, 30 anos e residente em São Paulo. Em compensação, traz a grande vantagem de a mecânica ser compartilhada com a família Palio, o que na prática que dizer peças acessíveis.

A Idea é um carro de mecânica robusta e simples, mas beberrona. São comuns as reclamações de donos da versão 1.4, cujo consumo médio apontado por eles é de 6,5 a 7 km/l na cidade, rodando com álcool. Por isso, na hora da compra, dê preferência à versão 1.8 que tem valores parecidos ao da 1.4, porém com desempenho superior para empurrar seus 1.230 kg. Para o taxista paulistano Marcelo Ferreira, o motor da sua Idea 1.4 2009/2010 deixa muito a desejar em aclives. “O carro é pesado para este tipo de motor. Você tem que pisar firme no acelerador para ganhar força e desta forma o carro consome demais”, diz. No caso da nova família de motores E-Torq o alto consumo também prevalece, sobretudo na 1.8. Por falar no alto consumo destas versões, muitos optam por instalar o GNV, solução para driblar o alto consumo, principalmente da versão antiga ELX, que vem equipada com motor 1.4. Fique de olhos atentos, pois muitas unidades equipadas com o acessório e vendidas em lojas multimarcas de usados podem indicar que já tenham sido usadas como táxi.

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Entre os problemas crônicos, a embreagem é um ponto a ser verificado com cuidado. Mesmo em modelos com baixa quilometragem, não é difícil apresentar trepidações no sistema. O opcional câmbio Dualogic também costuma travar e não trocar marchas, por isso verifique com atenção e veja o correto funcionamento.

Outro inconveniente retratado por muitos donos é com relação à luz do reservatório de partida a frio que não apaga após a partida. Nestes casos, indica que a boia do reservatório está danificada, e para resolver este problema, só trocando por uma nova que não sai por menos de R$ 70.

Nos para-choques dianteiros das versões ELX e HLX há uma peça de borracha fixada em sua parte inferior. Por isso, olhe atentamente se a peça está sem trincas, sinais de mau uso por parte do antigo dono. Apesar de ser meramente estética, lembre-se que só a peça não custa em média de R$ 200 na autorizada. Já um para-choque completo não custa menos de R$ 500. Na parte interna, verifique o acabamento dos forros de porta e painel, que apesar de passar despercebido por muitos, indicam o cuidado que o antigo dono teve. Riscos nos plásticos ou peças mal encaixadas podem indicar algum reparo na parte de dentro das portas ou painel. Cheque também o teto e avalie possíveis marcas ou manchas que podem indicar infiltração, no caso das versões com o teto solar. Cheiros de mofo também denunciam a presença de vazamentos. Quanto às portas, alguns donos reclamam do acúmulo de água na parte de baixo, devido ao entupimento dos drenos. Para isso, a solução é simples bastando soltar as tampinhas de borracha presas embaixo da porta para o escoamento. Boa compra!

OUTRA OPÇÃO DE USADO É: CHEVROLET MERIVA

Se você não se importa em ter um carro que saiu de linha, mas preza por um melhor aproveitamento interno de espaço, vá de Meriva. Velha conhecida dos brasileiros, as linhas curvilíneas da Meriva ainda agradam, apesar de ter sido lançada há mais de 10 anos e sem nenhuma mudança radical até o fim da produção, em 2012. Como opcional, oferecia o FlexSpace cujo banco traseiro se transforma em duas poltronas confortáveis e com apoios de braço proporcionando mais espaço interno. Outro ponto positivo é o volume do porta-malas de 390 litros, ou 10 litros a mais em relação a Fiat Idea. Em compensação, a Idea leva vantagem na lista de itens de série, na desvalorização menor já que ainda é fabricada e no custo de manutenção mais baixo.

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Colaborou Fernando Garcia.

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