Guia de Compras: Honda City

Com boa reputação, sedã oferece uma excelente relação custo-benefício
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Redação WM1
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Não é de hoje que a Honda é tida como uma das marcas japonesas de maior credibilidade. Logo no começo das importações, no início da década de 90, trouxe o Accord e o Civic que fizeram fama pela sua qualidade na construção mecânica. Este último fez tanto sucesso, que em 1997 a Honda começou a fabricá-lo no Brasil (Sumaré-SP) e no início de 2000 foi a vez do monovolume Fit e, por fim, em 2009, o sedã City começava a chegar às lojas. Apelidado de "mini-Civic", logo cativou seus consumidores, principalmente pelo excelente espaço interno (com porta-trecos sob o banco traseiro) e porta-malas de 506 litros, bem maior que o Civic, com 340 litros.

Inicialmente era ofertado em três versões: a LX, EX e EXL, todas equipadas com motor de 1,5 litro i-VTEC flex com 116 cv quando abastecido com etanol e 115 cv com gasolina. A LX, mais simples, vinha com airbag duplo, direção elétrica, ar-condicionado, trio elétrico e sistema de som com CD player e rodas de alumínio de aro 15. A intermediária EX incorporava rodas de alumínio aro 16, freios ABS nas quatro rodas (opcional na LX), distribuição eletrônica de frenagem EBD, ar-condicionado digital e a top EXL dispunha de faróis de neblina, bancos em couro como diferenciais das outras versões.

Um dos pontos críticos nele estava no excesso de plástico do acabamento de painéis de porta e de instrumentos e o tanque de combustível com capacidade para armazenar apenas 42 litros.  Outra crítica comum de donos era o ineficiente isolamento acústico que não “filtrava” o elevado ruído do motor.

Em 2010, surgia a DX que passava a ser o modelo mais simples da linha. Não vinha com CD player, frisos, rodas de alumínio e bandeja sob o banco traseiro, mas custava 3% a menos que a versão LX.  O único opcional era o câmbio automático e pintura metálica. Apesar disso, esta versão passou a representar a maior parte do total de vendas do City.

Em 2013, o sedã ganhava leves mudanças estéticas e novo tanque de combustível de 47 litros. As versões DX com câmbio automático e ELX eram descontinuadas. Ainda neste ano, surgia a Sport com alguns itens exclusivos como pedais esportivos cromados, bancos com novo revestimento e alavanca de transmissão com desenho e acabamento diferenciado.

Na linha 2014, chegou a vez da nova geração totalmente reformulada e com motor 1.5 com tecnologia FlexOne que dispensa o tanquinho para partidas a frio. Além do câmbio manual, o novo modelo também ganha a opção do câmbio CVT.

DE OLHO NA COMPRA

Quando se fala em adquirir um carro da Honda, ouvimos com orgulho por parte de quem conhece que pode comprar de olhos fechados, mas apesar desta característica, é preciso alguns cuidados para você não perder muito na hora da compra. A primeira dica é evitar as versões mais peladas como a DX, lançada a partir de 2010, que não oferecia rodas de alumínio, frisos, sistema de som e bandeja sob o banco traseiro. Por isso, dê preferência às versões mais equipadas como a intermediária LX que vem com sistema de som, rodas de alumínio e freios ABS (opcional), que se tornou obrigatório a partir de 2014. O câmbio automático também é valorizado na hora da venda. Só como exemplo, um LX completo do ano 2011 pode sair por até R$ 38.000. As ofertas no mercado de usados se concentram nesta versão LX que respondem por 50% das vendas e, por isso, não é tão difícil encontrar.

Mas, apesar de parecer óbvio, procure sempre dar uma volta no carro em vista, principalmente em ruas de paralelepípedo. Rangidos internos ou barulhos na suspensão indicam que o antigo dono não deu o cuidado merecido. Atente para o estado de buchas, batentes e principalmente amortecedores, que em alguns casos podem apresentar vazamentos. Na parte interna, a dica é checar com atenção o estado das partes metálicas, como o dos bancos que oxidam com certa facilidade.

Em 2010, a Honda anunciou um recall das unidades do City (93HGM2660AZ100032 a 93HGM2620BZ110022) para a instalação gratuita de uma proteção suplementar no sensor do pedal do acelerador. De acordo com a empresa, isso evitaria a entrada de sujeira e partículas que pudessem interferir no seu correto funcionamento. Por isso, não custa verificar se a unidade que pretende comprar foi feita a instalação da peça. Boa compra!

Outra opção de usado é...

FORD FIESTA

Conhecida pelo nome de New Fiesta, para se diferenciar das gerações anteriores, o sedã compacto premium da Ford leva vantagem pelo acabamento mais bem cuidado e melhor isolamento acústico. Outra vantagem está no nível de equipamentos que já trazia em 2010 freios ABS (opcional no Honda City LX), bancos em couro, saídas de ar-condicionado para os ocupantes do banco traseiro e sete airbags na versão mais cara. Por outro lado, o Honda City ganha no espaço interno, com destaque para o porta-malas: 504 contra 440 litros do Ford.

Colaborou Fernando Garcia

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