Pedal inteligente ensina aos motoristas tato para dirigir

Aplicações vão de segurança a economia de combustível
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Fernando Calmon
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- A preocupação com a economia de combustível é tão grande, nos principais centros consumidores do mundo, que novos usos estão surgindo para equipamentos originalmente desenvolvidos para outros fins. Um exemplo perfeito é o dispositivo que cultiva o tato do motorista, acostumado a utilizar apenas visão e audição para dirigir.

Tudo começou em novembro de 2004, quando as empresas alemãs Continental Temic e AB Elektronic anunciaram a possibilidade de unir o controle de velocidade de cruzeiro com um pedal de acelerador capaz de gerar força oposta e vibrar. O controle ativo permite que a distância entre dois veículos permaneça dentro de parâmetros de segurança graças a sensores atuantes por ondas de radar. O motorista pode programar uma velocidade e esta se ajusta conforme o tráfego à frente.

Não foi difícil atrair fabricantes, especialmente de modelos de luxo, que logo passaram a oferecer de forma parcial esse item bastante útil. O que fazer se o motorista não se dá conta de uma súbita diminuição de velocidade do veículo que o antecede ou se algum outro se intromete entre os dois? O sistema pisca uma luz no painel e/ou toca um alarme. A novidade, porém, era um pedal de acelerador que, por meio de um minúsculo motor elétrico, ia endurecendo à medida que a distância de segurança diminuía e passava a vibrar quando o risco de colisão aumentava, lembrando ao motorista a necessidade urgente de frear.

Metade dos acidentes envolve batida na traseira do carro à frente, tanto na Alemanha como em outros países. Um recurso como aquele, que usa o tato em favor da segurança, seria bem-vindo, mas o alto custo atrapalhou. Pouco depois surgiu o comando eletrônico passível de atuar sobre os freios, caso a distância segura diminuísse, e o pedal de acelerador inteligente, de fato, nunca foi adotado. Outra vantagem era que, uma vez atingida a velocidade de cruzeiro desejada, o pedal se firmava e servia de apoio ao pé direito, caso o motorista desejasse.

Agora se encontrou uma nova aplicação para o acelerador ativo bem diferente da original. Passou a ser útil como meio de ajuda à economia de combustível. A Nissan acaba de anunciar que em 2009 lançará o primeiro modelo com esse dispositivo, rebatizado de eco-pedal, por atuar em favor da ecologia ao diminuir o consumo de 5 a 10%.

O funcionamento é simples: ao acelerar além da conta, um mecanismo controlado eletronicamente pela central de gerenciamento do motor aumenta a resistência oferecida pelo pedal. Ajuda a informar, por meio da sensação tato no pé direito, que se está utilizando mais combustível do que o requerido no momento. Um indicador no painel colabora com a condução econômica ao monitorar o consumo em tempo real, como fator de mudança de comportamento.

Um sistema assemelhado, mas totalmente mecânico, já foi utilizado no Brasil pelo Fusca, nos anos 1970. Uma prosaica mola fazia endurecer o pedal, progressivamente, além da metade do seu curso. Era um opcional barato e rendeu mais críticas que elogios. Quase ninguém quis.

A eletrônica de hoje garante, pelo menos, o ecopedal ser desligado, sempre que se desejar. Ainda bem.


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