Picape grande flexível da GM pode vir ao Brasil

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Gustavo Ruffo
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- As vendas do picape grande Chevrolet Avalanche em seu modelo 2007, totalmente renovado, começarão no segundo semestre deste ano nos EUA. A versão mais barata, a LS, vai custar US$ 32,49 mil, ou cerca de R$ 69,2 mil com o dólar a R$ 2,13. Além do tradicional motor V8 a gasolina, ele também receberá uma versão flexível em combustível. O que é que você tem a ver com tudo isso? Simples: o picape é feito no México e a GM do Brasil estuda importar o veículo até o final do ano. O objetivo é abocanhar uma parte do mercado hoje dominado por Ford F-250 e Dodge RAM.

A possibilidade de utilizar álcool no motor V8 5,3-litros é apenas uma das várias curiosidades do Avalanche. Ele também concilia uma cabine dupla que pode ser facilmente convertida em uma extensão da caçamba. Isso por conta do chamado “portão intermediário”, que rebate a parede traseira da cabine e permite acesso ao interior. É um dispositivo bastante útil para quando for necessário carregar objetos mais longos ou simplesmente quando a quantidade de coisas a transportar for maior do que a que a caçamba regulamentar comporta.

Como o Brasil tem um acordo de livre comércio com o México, que permite o intercâmbio de automóveis fabricados nos dois países sem o pagamento de impostos, o preço do Avalanche seria bem competitivo. A tendência é que seja importada a versão LTZ, a mais equipada. Nos EUA ela custará US$ 42.905, ou R$ 91.387, também com o dólar a R$ 2,13. No Brasil, com o peso dos impostos e outros custos, ele possivelmente chegaria a um preço bastante competitivo. Considerando que a versão cabine dupla do F-250 com tração nas quatro rodas tem previsão de custo de cerca de R$ 120 mil, resta ao interessado torcer para que os custos não excedam 25% do valor praticado nos EUA.

O maior problema que o Avalanche pode enfrentar no Brasil é a falta de um motor a diesel, importante nos rincões rurais nos quais esse tipo de picape é consumido por conta da autonomia. Se um V8 já bebe muito com gasolina, imagine com álcool. Para tentar resolver o problema, a GM tem um sistema, o Active Fuel Management, ou gerenciamento ativo de combustível, que desliga até quatro dos oito cilindros do motor em casos de pouca exigência, como a 120 km/h numa estrada plana e em boas condições. Há também a possibilidade de o picape receber motorização a diesel, ainda não disponível.

O sistema flexível que será usado nos EUA se baseia no E85, uma combinação de álcool e gasolina na proporção de 85% de etanol e 15% do combustível fóssil. Isso talvez torne a transformação para o álcool puro no Brasil uma mera questão de calibração.

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