Rinspeed Splash

Conheça este carro anfíbio suíço, que estará no São Paulo Boat Show
  1. Home
  2. Bolso
  3. Rinspeed Splash
Gustavo Ruffo
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

- Quando alguma coisa é extraordinária demais, costuma-se dizer que só falta ela voar. No caso do carro desta reportagem, o Rinspeed Splash, que veio ao Brasil especialmente para o São Paulo Boat Show, que acontece de 5 a 10 de outubro no Transamérica Expo Center, pode-se dizer que ele voa, mas sobre a água.

O carro, apresentado à imprensa no Yatch Clube Santo Amaro, na represa de Guarapiranga, é um exemplo de que, mais do que a personalização de carros de série, às vezes um sonho exige que se construa, do zero, um novo automóvel.

O Splash já foi motivo da atenção do WebMotors em 27 de julho leia mais aqui, quando quebrou o recorde de velocidade na água para um carro anfíbio com hidrofólios. O detalhe é que ele deve ser o único carro-anfíbio com hidrofólios, equipamento graças ao qual ele literalmente voa sobre a água, é claro, o que torna seu deslocamento mais rápido.

Idealizado por Frank M. Rinderknecht, fundador da Rinspeed, fabricante suíça de carros. o Splash casa duas das paixões do suíço: carros e barcos de alta performance. A Rinspeed, além de fabricar veículos terrestres, também produz lanchas de alta performance, algumas delas com motor Porsche.

Segundo um amigo de infância de Rinderknecht, presente à apresentação do carro, em São Paulo, o Splash era uma idéia antiga do fundador da Rinspeed, certamente maturada desde a juventude, mas só possível agora, anos depois.

Em primeiro lugar, ele é um esportivo. Com 3,76 m de comprimento e 1,23 m de altura, a vocação do carrinho para andar forte transparece nas rodas de aro 17, na dianteira, e 18, na traseira. Os pneus têm perfil bem baixo, 35. Mas isso é só o começo.

O escape, duplo, é Remus e ronca forte assim que o motor é ligado. E o motor, surpreendentemente, é pequeno: trata-se de um Weber MPE 750, de exatos 750 cm³ de cilindrada e dois cilindros, com duas válvulas cada.

Pequeno assim, dirá o leitor, o desempenho deve ser do mesmo tamanho, certo? Errado. O motorzinho é turbinado e o intercooler, enorme, vai atrás do banco do motorista e do passageiro. Com 0,97 bar de pressão, ele gera 141 cv a 7.000 rpm e leva o Splash até os 200 km/h de velocidade máxima e de 0 a 100 km/h em 5,9 s. A tração, como convém a esportivos, é traseira.

Isso se deve, em grande medida, ao baixo peso do carrinho, de meros 825 kg. A carroceria, de fibra de carbono, tem estrutura de aço e formato meio náutico, meio de carro de corrida, com faróis por LED.

Ela só não é mais leve devido aos mecanismos de retração dos hidrofólios e dos propulsores aquáticos, que ficam embutidos na parte traseira do carro, onde também está o pequeno Weber.

A transmissão da força do motor para os propulsores é feito por corrente e acionada por uma alavanca no console central.

Ali também estão três chaves, usadas para colocar os três hidrofólios na água o direito, o esquerdo e o traseiro, que faz as vezes de aerofólio quando o carro está no asfalto.

Por dentro, aliás, o carro traz um câmbio normal, de seis marchas, e mais uma alavanca, para controlar os propulsores. Os bancos, concha, são impermeáveis. O volante é um misto entre o timão de um barco e um volante propriamente dito, com um GPS, logo ao lado, para ajudar o Splash a se localizar melhor.

O Splash pode ser movido tanto pela velha gasolina, de uma boa octanagem, a exemplo da que foi usada para o carrinho navegar pela represa de Guarapiranga, como gás natural, o que torna o anfíbio um legítimo bicombustível. A preocupação é legítima em tempos de escassez de petróleo e de busca de alternativas energéticas.

Tivesse o carro sido inventado agora, é possível que, em vez de bicombustível, ele fosse flexível em combustível, ou seja, pudesse usar dois deles indistintamente, caso dos veículos brasileiros que consomem gasolina ou álcool em qualquer proporção.

Na água, o carrinho, com os hidrofólios acionados, pode chegar a até 80 km/h, mas Rinderknecht não se arriscou a tanto na represa devido aos ventos fortes. Andou a uma velocidade mais baixa, mas alta o suficiente para que os hidrofólios ficassem disponíveis para as lentes dos fotógrafos.

Com eles retraídos, o carro se desloca devagar, feito um pedalinho, porque, se ele vai mais rápido, a frente levanta muito e a visibilidade deve ficar completamente prejudicada.

Não foi possível verificar pessoalmente como o carro anda na água porque, além de o dia de apresentação estar frio à beça e o carro permitir a entrada de água em seu interior e de a reportagem não estar bem preparada para nenhuma das situações, Rinderknecht queria ter certeza de que o local era propício às demonstrações, sem bancos de areia ou outras coisas que pudessem atrapalhar e danificar o carro.

Na saída da água, WebMotors questionou Rinderknecht a respeito de uma possível produção em série do Splash, ao que o fundador da Rinspeed foi enfático: “De jeito nenhum. Dá muito trabalho fazer um carro assim”. Se dá trabalho ou se Rinderknecht quer o Splash só para ele, nunca vai dar para saber. O fato é que, se você quiser ver o Splash ao vivo, terá de ir ao São Paulo Boat Show. Ou isso ou a Suíça!

Gosta de esportivos?

Então veja aqui anúncios de carros de sonho, todos presentes no WebMotors:

Porsche Cayman

Porsche Boxster

Porsche 911

Ferrari

Lamborghini

Leia também:

Audi R8 - o melhor de Paris

SEGREDO! - VW Polo GTi

Chevrolet SSR

Volkswagen Iroc

Brabus Rocket, o sedã mais veloz do mundo
________________________________

Quer receber nossa newsletter e boletins de manutenção de seu carro? Então se cadastre na Agenda do Carro clicando aqui e receba boletins quinzenais com as notícias mais quentes!
________________________________
E-mail: Comente esta matéria

Envie essa matéria para uma amigoa

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors