Usado da quinzena – Honda CR-V

Antes de comprar esse SUV, saiba a história e confira as dicas
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Alexandre Ramos
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- Fabricado sobre a mesma plataforma do Honda Civic, o CR-V é um utilitário esporte que serve mais para trilhas leves, sem grandes pretensões. Foi lançado em outubro de 1995 no exterior, onde é encontrado em mercados tão distintos como o europeu e o americano, sem falar na América do Sul. As primeiras unidades chegaram ao Brasil no ano 2000, trazendo essa proposta de unir o conforto de carro de passeio à habilidade off-road. A sigla CR-V significa Comfortable Runabout Vehicle. De acordo com a Honda, Runabout significa “correr para todos os lados” e nesse contexto tem o sentido específico de expressar a versatilidade do CR-V.

E é justamente esse caráter descompromissado de fora-de-estrada é que o torna uma excelente opção para o uso urbano. Tem grande vão livre distância livre entre o piso do veículo e o solo, de 20,5 cm, ângulo de ataque de 31 graus e de saída de 29 graus, suspensão independente na dianteira e na traseira. A tração é nas quatro rodas, com funcionamento predominante na dianteira – as rodas traseiras são acionadas quando há perda de tração na dianteira.

O motor inicialmente era um quatro-cilindros de 2 litros, quatro válvulas por cilindro, potência de 147 cv e 18,6 kgfm de torque a 4.500 rpm. Nessas primeiras unidades que vieram para o Brasil, o motor era um tanto deficiente no sentido de conferir ao CR-V mais agilidade. Afinal, além da tração 4x4, estamos falando de 1.455 kg de peso para tracionar...

O câmbio é automático de quatro marchas exceto na 2007, em que passou a cinco marchas, com uma curiosidade: a exemplo do que acontecia e acontece com modelos norte-americanos, a alavanca de câmbio não está localizada no assoalho, mas na coluna de direção. Colabora para ganhar mais espaço no interior do CR-V.

Com sistema de freios antitravamento ABS, toca-fitas estamos em 2000, não se esqueça..., conjunto elétrico e duplo airbag, custava R$ 66.880. E embora a Honda tenha divulgado que os pára-choques e capa do estepe eram pintados na cor do veículo, existem unidades à venda que apresentam as peças sem pintura.

Esse modelo veio até o ano de 2002, quando foi feita uma reestilização na linha. A dianteira ficou bem mais atraente, uma vez que as linhas não eram o forte do CR-V. Uma das críticas mais freqüentes, aliás, se referia ao tradicionalismo do desenho.

O pacote de equipamentos continuava basicamente o mesmo, mas no lugar do toca-fitas havia agora um toca-CD. O motor também mudou: ainda era um quatro cilindros, mas com comando de válvulas variável VTEC e maior cilindrada: 2,4 litros. A potência subiu para 156 cv e o torque também era bem maior que o encontrado na versão anterior, com 22 kgfm a 3.600 rpm. A única opção ainda estava na transmissão automática, que contava com gerenciamento eletrônico: em subidas as marchas mais altas eram suprimidas para evitar a desagradável “caça às marchas”, com trocas excessivas e, nas descidas, as mais baixas eram utilizadas para ajudar os freios. O problema é que o preço do CR-V foi bastante reajustado e passou para R$ 87.299.

Essa geração permaneceu em produção até recentemente, quando foi lançado um novo CR-V, totalmente remodelado. O modelo foi comparado ao Toyota RAV4 pelo WebMotors.

Comprando um CR-V usado

Como ocorre com os Honda de uma maneira geral, o CR-V é um carro de poucos problemas. A tração nas quatro rodas é algo ruidosa, mas cuidado com trancos e roncos em excesso. O motor é confiável, mas são reportados problemas com válvulas de escape e balanceiros em algumas unidades. Um sintoma é a batida de válvulas audível, pois o motor é silencioso em condições normais.

Outro problema pode ocorrer na solenóide que faz parte do canister, sistema que controla as emissões evaporativas. Se essa peça apresenta problemas, a luz de "check engine" vai se acender no painel de instrumentos. Verifique a presença de engate na traseira: veículos que puxam reboques podem apresentar problemas no câmbio.

O eixo traseiro demanda trocas de lubrificante, sendo que a falta dessa manutenção ou uso de produtos inadequados podem causar sérios problemas nesse componente. Os roncos estão entre os sintomas de problemas.

Existem vários recalls realizados nos Estados Unidos e que envolvem o CR-V. Em 2002, por exemplo, ele foi alvo de chamadas para reparos ou troca no cilindro da chave de ignição, ancoragem dos bancos dianteiros, cintos de segurança pré-tensionador, fiação do airbag dianteiro e sistema de engate da transmissão automática, que apresentava dificuldade de colocação da alavanca na posição Parking.

Em 2003 o recall foi para os mesmos problemas de airbag e transmissão automática do 2002. Em 2004 foram 130 000 carros chamados para problemas na fiação dos airbags frontais. Em 2005 os problemas estavam no posicionamento dos sensores de ocupação dos bancos dianteiros para deflagração do airbag lateral.

É bom ressaltar que esses serviços estiveram disponíveis para os veículos vendidos no mercado americano, mas deve-se abrir o olho na hora da compra.

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