Volks confia no real forte para ressuscitar Bora

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- A Volkswagen está apostando em um pacote de eventos, que inclui a participação na Stock Car 2006, para aquecer as vendas do Bora. Apoiada pela valorização do real perante o dólar, a empresa prevê a comercialização de quatro mil unidades do sedã importado do México até o final deste ano. Tarefa difícil, já que, em 2005, o volume foi de apenas 157 carros.

Quando o Bora chegou ao Brasil, no final de 2000, muitos especulavam que ele estava vindo para substituir o Santana. No ano seguinte, ele teve um desempenho bom, atingindo 6.080 vendas. Sua aceitação chegou até a balançar o mercado do antigo sedã - muito utilizado por taxistas -, que caiu de 22.300 unidades comercializadas em 2000 para 18.733 em 2001.

Tudo parecia ir bem, quando o valor da moeda americana em relação ao real começou a disparar em 2002. Por esse motivo, a Volks foi forçada a importar o modelo em quantidade bem menor naquele ano. Foram 1.621 vendas da aposta da montadora, enquanto o velho Santana recuperou-se e chegou a 20.187.

O pior ainda estava por vir. Com o dólar batendo a casa dos R$ 4, em janeiro de 2003, a empresa puxou o freio de mão e terminou o ano vendendo 112 unidades do carro.

Com um preço muito mais alto do que era esperado pela Volkswagen, o Bora ficou em um segmento isolado. Afinal, ele não sai pelo mesmo valor de um Santana, cotado em R$ 42 mil, e está longe dos outros sedãs importados, os de luxo, que dificilmente custam menos de R$ 150 mil. Em sua versão com câmbio manual, o mexicano está R$ 56 mil, enquanto a automática sai por R$ 60 mil.

No ano passado foram comercializadas 157 unidades do carro, menos de um terço do volume do Passat, por exemplo, que, mesmo custando R$ 125 mil, fechou 2005 com 581 vendas. Com a situação favorável para a importação, a Volks já comercializou 272 unidades do Bora neste ano, contando os meses de janeiro e fevereiro.

O esforço de vendas do sedã vem no momento em que o Santana finalmente deve sair de linha. A diretoria da montadora não confirma a informação, mas não garante a produção do modelo nem mesmo até o segundo semestre deste ano.

Mesmo assim, seria pouco provável que o Bora fosse a alternativa para os taxistas. Isso porque, de acordo com a Volkswagen, é muito mais fácil direcionar o Polo sedã para esse segmento, pois, além de já ser produzido no Brasil, o carro tem motor flex e um preço competitivo - R$ 42,5 mil, na versão mais básica.

Para aquecer o mercado do Bora, o marketing da empresa não mediu esforços e planejou uma série de eventos. Junto com a participação do modelo na Stock Car, que começa no dia 9 de abril, no autódromo de Interlagos, a empresa vai lançar a campanha Volkswagen Experience. Durante as provas de Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, haverá desfiles de moda, exposições de carros e até um modificado Touareg à disposição dos clientes para testes nas pistas.

Com carenagem bolha e motor V8, assim como manda o regulamento da competição, o Bora é considerado forte candidato ao título pelo ex-piloto Pedro Paulo Diniz, dono da PPD Sports, empresa organizadora do torneio. Apesar do regulamento igualar todos os motores, eu confio muito no carro, diz. Pelo jeito, a Volkswagen também.

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