Apresentação: novo Audi A7

Modelo chega ao Brasil para concorrer com o Mercedes-Benz CLS
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– Há tempos, modelos de marca de prestígio se restringiam a sedãs médios, médios-grandes e grandes, todos de alto luxo. Mas a situação mudou muito nos últimos tempos. Com o mercado premium cada vez mais aquecido em todo o mundo, as empresas têm criado novos nichos e subnichos dentro de suas gamas. E a Audi é uma das que se aproveitou dessa boa fase. Procurando crescer no segmento acima do A4, seu campeão de vendas, a fabricante alemã lançou o A7 Sportback, um veículo que conjuga quatro portas e porta-malas espaçoso, comuns aos sedãs, com design e arrojo de cupê. Apenas três meses depois do início de suas vendas no resto do mundo, a fabricante das quatro argolas já começa a trazer o modelo para o Brasil, pelo preço inicial de R$ 323.900.

Os primeiros números de venda mostram que os brasileiros ficaram empolgados com a proposta do A7. O primeiro lote de 12 carros e a metade do segundo – de mesmo tamanho – já estão vendidos. A estratégia é convencer que clientes migrem de um modelo mais conservador para outro com apelo mais esportivo. Por isso, a lista de rivais é composta por Mercedes-Benz Classe E, BMW Série 5 e o próprio Audi A6 – mesmo com a presença no mercado do CLS e do Série 5 GT, carros de proposta semelhante à do A7.

A principal arma é, segundo a marca, o design. Tanto que o marketing da Audi do Brasil imagina como perfil de um típico comprador do modelo um dono de uma consagrada agência de publicidade. O destaque fica para a grade dianteira, no melhor estilo “boca de tubarão” e para o caimento acentuado do teto, destacando a grande coluna traseira. Causa estranheza, porém, o ângulo invertido da área das lanternas.

Os equipamentos e o interior remetem ao topo de linha da fabricante alemã, o A8. São poucos opcionais. Se resumem ao pacote Advanced, por R$ 20 mil, que conta com o Night Vision – que vê muito além do que o alcance dos faróis e ainda destaca a presença pedestres e animais à noite –, o Pre Sense – que prepara o carro para uma eventual batida – e o cruise control adaptativo. Há também a opção de incorporar um sistema de som feito pela Bose, por R$ 6 mil ou um de altíssima fidelidade da Bang & Olufsen, por extravagantes R$ 36 mil. De série, o A7 já chega com o Audi Drive Select, um seletor no painel que permite mudar o mapeamento do motor e da transmissão, o peso da direção e a rigidez da suspensão – controlada por um tubo auxiliar de gás que injeta mais ou menos material dentro do amortecedor. O motorista pode selecionar entre as definições automática, dinâmica, confortável e personalizada.

O motor é o V6 3.0 com compressor mecânico, dois intercoolers e injeção direta de combustível capaz de gerar exatos 300 cv de potência entre 5.250 e 6.500 rpm e 44,9 kgfm de torque entre 2.900 e 4.500 rotações. O câmbio é o mesmo comum a outros carros da Audi, o já conhecido S-Tronic de dupla embreagem e sete marchas acoplado à tração integral Quattro. Dentre os apontados pela própria Audi como carros de proposta semelhante, o único a venda no Brasil é o BMW 535i GT, que chega por R$ 306.450. No entanto, na Europa, a comparação entre os três alemães mostra uma disputa acirrada, travada na faixa de 80 mil euros – pouco mais de R$ 183 mil.

Ponto a ponto

Desempenho – O conjunto mecânico escolhido pela Audi para equipar o A7 no Brasil responde com um vigor impressionante. Quando requisitado, acima dos 2.500 giros, o V6 3.0 TFSI mostra um desempenho excelente e cola o motorista contra o banco em arrancadas animadas. Aliado a isso está o excelente câmbio de dupla embreagem e sete marchas, que troca as relações muito rápido. O controle da transmissão também é digno de elogios, já que sempre encaixa uma marcha certa para a situação. Com motor e câmbio afinados, chegar à faixa dos 160 km/h é uma tarefa de incrível facilidade. O zero a 100 km/h, de acordo com a Audi, é feito em 5,6 segundos. Nota 10.

Estabilidade – Mesmo com quase cinco metros de comprimento e 2,91 metros de distância entre-eixos, o A7 se destaca pela sua neutralidade em curvas. A tração integral Quattro mantém as rodas sempre com aderência no chão ajuda a manter o veículo sempre em sua trajetória. Nas retas, o rolamento é ainda mais suave. Em velocidades próximas aos 200 km/h não há qualquer necessidade de correção na direção. Nota 10.

Interatividade – Grande parte dos itens tecnológicos do A7 vêm do topo de linha A8. Dentre eles, destaque para o sistema de visão noturna e o cruise control adaptativo. O A7 também já vem de fábrica com o navegador atualizado para as ruas brasileiras integrado à tela de 8 polegadas no painel. Outro recurso herdado do A8, um painel sensível ao toque que serve para mexer no navegador e nos comandos do rádio. Ainda há o Audi Drive Select, que muda a configuração de motor/transmissão, direção e suspensão de acordo com a necessidade do motorista. Por outro lado, o ar-condicionado é automático, mas com seletor de temperatura analógico. A visão traseira é prejudicada pelas largas colunas. Nota 9.

Consumo – A Audi promete um consumo combinado de 12,2 km/l para o A7 Sportback. No test drive de lançamento, no entanto, o computador de bordo mostrava uma média de 8,0 km/l, razoável mediante as severas exigências feitas ao modelo. Nota 7.

Conforto – O rodar do A7 não é dos mais suaves, mesmo na definição Confort da suspensão. Um dos principais responsáveis são as rodas de 19 polegadas, que deixam o pneu com pouca altura e passando muitas imperfeições do piso para dentro. O interior faz o contraponto. Ele conta com bancos confortáveis, de bom apoio, volante de boa pegada e cabine aconchegante. Nota 8.

Tecnologia – É um dos pontos fortes de toda a linha da Audi atualmente. E o A7 não foge a regra. O motor é moderno, com compressor e injeção direta e transmissão de dupla embreagem. Também não faltam itens tecnológicos no interior, como sistema de entretenimento com navegador e Night Vision. Nota 10.

Habitabilidade – Por ser um sedã com ares de cupê, se imagina que o A7 perde em espaço interno. Mas na prática, o modelo é até bem espaçoso por dentro. Principalmente para os ocupantes dianteiros, que gozam de bom lugar para as pernas, ombros e cabeça. Mesmo os dois passageiros que forem no banco de trás não terão muitos problema para se acomodar. Pessoas altas, com mais de 1,80 m, se ajeitam sem roçar a cabeça no teto rebaixado. O problema é que elas ficam meio afundadas e com a visibilidade prejudicada. Nota 7.

Acabamento – O esmero do interior do A7 é facilmente notado. A mistura de materiais nobres como couro, alumínio escovado e plásticos de boa textura é de bom gosto e de encaixe perfeito. Nesse ponto, o A7 lembra muito o A8, o modelo de mais alto luxo da Audi. Para qualquer carro, isso é um grande elogio. Nota 10.

Design – A dianteira leva a mesma linha de design que caracteriza os atuais modelos da marca, mas com um toque extra de esportividade. A lateral também é interessante, mas a traseira destoa um pouco do conjunto. Nota 7.

Custo/Benefício – A estratégia de juntar o conforto do sedã com a esportividade de um cupê é interessante, mas custa caro. As marcas cobram ainda mais por essa dose de exclusividade. Mesmo que seja um carro completo, recheado de itens exclusivos e desempenho invejável, pagar R$ 323.900 em um automóvel é privilégio para pouca gente no Brasil. Nota 6.
Total – O Audi A7 Sportback somou 84 pontos em 100 possíveis.

Primeiras impressões - Alemão de respeito

O representante da Audi entre os cupês de quatro portas se mostrou um carro imponente. Pode não agradar a todos os gostos, principalmente pela traseira que parece uma “cara triste”, mas atrai muitos olhares pelas ruas. E o visual antecipa a principal qualidade do A7, o seu rodar. Como a própria Audi diz, o V6 3.0 TFSI que vai sob o capô do modelo tem desempenho de V8. E a sua combinação com o excelente câmbio de dupla embreagem de sete velocidades torna o carro ainda mais nervoso.

Com a transmissão em drive, a 120 km/h, o conta-giros marca 2 mil rpm, com um comportamento suave, mas basta pisar mais fundo no acelerador para ver as marchas caindo rapidamente e os ponteiros de rotação e de velocidade subirem com uma velocidade impressionante. Da inércia, o A7 chega aos 100 km/h em 5,6 segundos, e continua subindo. O fôlego da dupla motor/câmbio e tanto que parece que a velocidade de cruzeiro do A7 é na faixa dos 160 km/h. Abaixo disso dá a impressão de que se está indo devagar demais. O A7 gosta de uma tocada esportiva, ainda mais com o Drive Select colocado na posição Dynamic – que muda imediata e significativamente o comportamento da suspensão, do propulsor e da transmissão.

O conjunto de suspensão, por sinal, também faz um trabalho muito bem feito. Junto com a tração integral Quattro e os itens de diversos segurança, o A7 se mostra um carro com comportamento exemplar em curvas, mesmo em altas velocidades. Nas retas, passar dos 200 km/h também se mostra algo sem grandes problemas em relação a diribilidade.

Com o mundo todo passando rápido no exterior, fica pouco tempo para reparar na excelente “decoração” preparada pela Audi. O acabamento interno beira a perfeição, tanto pela qualidade, quanto pelo bom gosto nos materiais empregados. Os itens tecnológicos realçam ainda mais o interior do modelo. As duas telas – no console central e entre os mostradores – mostram diversas informações do carro, navegador e sistema de entretenimento. Há ainda um head-up display bem completo e bem posicionado para não deixar o motorista tirar os olhos da estrada. O espaço interno também é bom, até para os ocupantes traseiros e o porta-malas carrega bons 530 litros de bagagem. O A7, portanto, se mostra um bom carro em ambas as suas propostas, por mais diferentes que sejam.

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