Aproveite sua moto e viaje até Paraty

Além de aprender sobre a história do Brasil e conhecer a natureza exuberante, viajar até Paraty (RJ) é garantia de diversão para os motociclistas
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- Ter Paraty RJ como destino já é mais que suficiente para motivar uma viagem de moto. O que agrada ainda mais em um roteiro até essa cidade colonial, considerada Patrimônio da Humanidade, são os caminhos que levam até lá. Distante 330 km de São Paulo e 236 km do Rio de Janeiro, há várias e ótimas opções de rotas para chegar à Paraty.

Quem sai da capital paulista percorre uma das mais belas rodovias do país, a Rio-Santos, que margeia todo o litoral norte do Estado de São Paulo. Mas, em vez de percorrê-la por inteiro, uma dica para evitar as praias de São Sebastião, lotadas no verão, é seguir pelas rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto duas das melhores do país, segundo pesquisas da Confcaptionação Nacional dos Transportes e depois descer a Serra do Mar pela Rodovia dos Tamoios, chegando a Caraguatatuba.

Foi exatamente o que fiz com a polivalente Honda XR 250 Tornado. Tive então a chance de percorrer o que considero um dos melhores trechos para se pilotar uma moto em todo o Brasil: os 70 km que separam a cidade de Ubatuba SP e Paraty RJ.

O asfalto em boas condições e a estrada sinuosa são um convite para acelerar. Mas, para falar a verdade, com os morros cobertos de Mata Atlântica de um lado e as praias de outro compensa maneirar na velocidade para poder curtir o visual de tirar o fôlego.

Se você vier do Rio de Janeiro, pode seguir pela Rio-Santos, passando por Angra dos Reis até chegar a Paraty. Mas, se quiser conhecer novos lugares e estradas, o motociclista mais aventureiro pode seguir pela Via Dutra e pegar a saída para Cunha, cidade famosa pela sua cerâmica e que vale uma parada.

Só arrisque esse trajeto se estiver pilotando uma moto on/off-road, como a Tornado. Para descer a serra até Paraty, há 10 km de terra pelo meio do Parque Nacional da Serra da Bocaina. A natureza é exuberante, mas a estrada é escorregadia e exige pneus de uso misto e bastante cautela.

Paraty-Mirim

Se você tiver mesmo uma moto off-road, aproveite para visitar Paraty-Mirim. A saída não é bem sinalizada e fica cerca de 13 km antes de Paraty para quem vem do sul, ou seja, de São Paulo. São mais 10 km de terra até essa antiga vila que, reza a lenda, era o porto por onde chegavam escravos ilegais e saía ouro contrabandeado. Usei e abusei das suspensões de longo curso e dos pneus de uso misto da Honda Tornado para chegar a Paraty-Mirim.

Do passado da vila restam ruínas dos engenhos de cana e também a antiga Igreja de Nossa Senhora da Conceição. A praia de águas calmas e transparentes convida a passar o dia ali e aproveitar o peixe recém-pescado pelos locais. Serve também de saída para quem quer visitar o Pouso da Cajaíba.

Na pequena vila de Cajaíba moram pescadores. Localizada ainda no continente, mas apenas acessível pelo mar, sua beleza é encantadora. Em Paraty-Mirim há estacionamentos gerenciados pela associação de moradores locais, onde se pode deixar a moto com segurança. Dali se leva uma hora e meia até o Pouso da Cajaíba, que tem um povo simpático e praias lindas.

Aula de história

Assim que entrei no calçamento de pedras “pé-de-moleque” das ruas históricas do centro de Paraty, mais uma vez agradeci por estar pilotando a on/off-road da Honda. Suas suspensões absorviam as imperfeições do calçamento enquanto eu entrava no clima de aula de história a céu aberto.

Afinal, o local recebeu o título de Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty em 1667, em torno da Igreja Matriz, em devoção à Santa. Cresceu e teve grande importância no ciclo da cana-de-açúcar, quando chegou a 250 o número de engenhos nos arredores do local. Com o início das minerações no século XVIII, o porto de Paraty chegou a ser o segundo maior do país. Porém, inúmeras investidas de piratas que se abrigavam nas centenas de praias da região fizeram com que a rota do ouro que vinha das “Gerais” atualmente o Estado de Minas Gerais fosse alterada.

Os piratas e a decadência do ciclo do ouro foram fatores que fizeram com que Paraty amargasse um isolamento econômico e um conseqüente êxodo populacional. Entretanto, esse revés permitiu que o centro histórico da cidade fosse preservado.

Não se pode andar de carro, moto ou nada motorizado nas ruas de pedra. Portanto pare sua moto no estacionamento da prefeitura, ao lado da Igreja Matriz, e hospede-se em uma das dezenas de pousadas no centro histórico para entrar no clima. Uma dica é a pousada Arte Colonial Rua da Matriz, 292. Com diárias acessíveis, suas acomodações foram adaptadas em um autêntico sobrado do século XVIII e são bastante acolhedoras.

Deixe sua bagagem e saia para o programa obrigatório: caminhar com vagar, é claro pelas ruas de pedras pé-de-moleque e admirar a arquitetura bem preservada. Almoce em um dos vários restaurantes que servem deliciosos peixes e frutos-do-mar. No restaurante Tempero de Maria Rua da Lapa s/n, prove a “Peixada Paratiense” preparada com banana da terra. Uma delícia.

Natureza e cachaça

Visite no fim-de-tarde o local que fez de Paraty uma das vilas mais importantes da época do Brasil-colônia. O cais do porto é movimentado ainda hoje. Mas, em vez de ouro e café, saem dali pequenos barcos e escunas para passeios no belo litoral da região. Procure sempre os que têm a chancela da Capitania dos Portos. Há opções para quem gosta de mergulhar ou para quem quiser somente conhecer as ilhas e as praias da baía de Paraty.

Não se preocupe se o balanço do mar não lhe agrada. Paraty ainda guarda uma tradição que vem desde os primórdios da vila. Com tanto engenho de cana na região não é de se estranhar que por ali estejam tradicionais e excelentes alambiques de cachaça, uma das riquezas da cidade que, ao lado da natureza, os moradores não se cansam de exaltar. Para ter uma idéia, desde 1983 acontece o Festival da Pinga em agosto.

O alambique da cachaça Coqueiro, perto da cidade seguindo pela Rio-Santos sentido sul, é aberto à visitação. Há uma breve aula sobre a produção dessa bebida genuinamente brasileira e ainda degustação à vontade. Porém, se quiser aproveitar essa parte, deixe a moto na cidade e vá de táxi. Afinal, você já se divertiu bastante na viagem até essa histórica cidade.

Se pelo trajeto já vale a pena pôr o pé na estrada, as atrações da cidade não ficam atrás. Nos tempos coloniais muitos muleiros de ouro, cafeicultores e até piratas rumavam para Paraty RJ. Atualmente é o destino de milhares de turistas brasileiros e estrangeiros. Junte-se a eles.

Serviço

Hospedagem
Pousada Arte Colonial – Rua da Matriz, 292 – Centro Histórico – Tel.: 24 3371-7343 – e-mail: pousadaartecolonial@hotmail.com
Pousada do Ouro - R Dr. Pereira, 145 antiga Rua da Praia – Centro Histórico - Tel.: 24 3371-1378 – site: www.pousadadoouro.com.br

Restaurante
Tempero de Maria – Rua da Lapa s/n – Centro Histórico – Tel.: 24 3371-2280
Banana da Terra – Rua Samuel Costa, 198 – Centro Histórico – Tel.: 24 3371-1725

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