Em Detroit, novidades 4x4 ficam a cargo das japonesas

Nissan e Toyota são as empresas responsáveis pelos únicos lançamentos significativos da exposição
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Fernando Calmon
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- Entra ano, sai ano uma coisa não muda no mercado americano: a paixão por utilitários rústicos, utilitários esporte SUV, em inglês e picapes. Juntos representam mais de 50% de todas as vendas, mas sofrem oscilação na demanda em razão do preço da gasolina. Ao longo de 2006, por exemplo, o porcentual de participação variou entre 45% e 55%. Isso causou impacto sobre os resultados financeiros dos três grupos de marcas locais tradicionais. Estes ainda detêm fortíssima participação no particularmente rentável mercado chamado por eles de trucks – que, aliás, também inclui vans e minivans 7%.

Ainda assim, este ano trouxe poucas novidades ao Salão de Detroit entre os modelos de série – a maioria dos fabricantes se ateve a diversos veículos conceituais. Dois SUVs chineses Changfeng Liebao CS6 e CS7 eram apresentações mundiais, mas vão demorar até chegar aos EUA. Hyundai Veracruz já havia sido apresentado no Salão de São Paulo, em outubro último. Porsche Cayenne recebeu apenas retoques estilísticos e motores mais potentes. Curiosamente, portanto, as duas maiores novidades no Cobo Center nesse segmento ficaram nos dois extremos, do pequeno ao gigante: Nissan Rogue e Toyota Tundra.

O crossover médio-compacto Nissan Rogue foi o único lançamento, entre os trucks, inteiramente novo na exposição. Estará disponível lá em setembro próximo. Trata-se da versão para o mercado americano do Qashqai, apresentado em setembro do ano passado no Salão Paris, e construído sobre a arquitetura do Mégane/Sentra. Pode ser equipado com tração dianteira ou 4x4 com controle de yaw guinada, além do tradicional corretor eletrônico de trajetória. Suspensões são independentes nas quatro rodas. Estréia a versão aperfeiçoada de câmbio automático de variação contínua, XTronic CVT, reforçando a aposta de mais de dez anos da Nissan nessa tecnologia.

Suas linhas fluidas, audaciosas, de dimensões contidas, a qualidade do acabamento e a quantidade de equipamentos de série e opcionais o tornam um dos melhores exemplos de como os utilitários esporte modernos aderiram à convergência aos automóveis. Entre os equipamentos de segurança de série estão airbags laterais para os bancos dianteiros e outras duas do tipo cortina no teto. O motor do Rogue é um 4-cilindros de 2,5 litros DOHC, com potência de 170 cv e 23,5 kgfm de torque.

Paraíso invadido

Esse salão poderia ser classificado de paraíso para GM, Ford e DaimlerChrysler, onde elas fincam o último bastião contra o ataque incessante dos fabricantes orientais que dominam o segmento de automóveis. Mas desta vez as Três Grandes – ou “Duas Grandes”, pois a DC perdeu a terceira posição em 2006 para a principal marca japonesa – é que foram surpreendidas. Decidida a bater de frente na briga com as grandes picapes americanas líderes há décadas – Ford F Series e Chevrolet Silverado/GMC Sierra –, a Toyota apresentou a nova Tundra, desenhada, desenvolvida e construída nos EUA. O destaque é a parte frontal de imponência ímpar, além do chassi extremamente parrudo.

A versão Crew Max dispõe de cabine dupla ainda mais ampla com 15 cm de espaço extra para pernas no banco traseiro. No total são 31 configurações, incluindo três opções de cabines, tamanho de caçamba, distância entre eixos, níveis de acabamentos e de motores. Tudo nela é superlativo, a começar pelas maçanetas para facilitar a aberturas das portas por quem usa luvas grossas de trabalho. Internamente há uma interessante combinação de revestimentos integrados em preto, bege e cinza.

Tração pode ser 4x2 ou 4x4. A Toyota afirma que a Tundra é a única das picapes grandes a dispor, em todas as versões, de controles de tração e trajetória, associados a um bloqueio eletrônico automático do diferencial traseiro. Esse último recurso é bastante útil para safar o veículo de terrenos repletos de camadas profundas de areia ou lama e mesmo de superfícies mistas de atrito. Os motores vão desde um V6 de 236 cv, aos V8 de 271 cv e de 381 cv, este com câmbio automático de seis marchas, sempre a gasolina. Concorrentes, porém, também oferecem versões a diesel, deixando a superpicape em desvantagem para aplicações comerciais.

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