Mitsubishi Eclipse GS-T

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Alexandre Ramos
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- Quando chegou à oficina da Tec Art, em São Paulo, o Mitsubishi Eclipse que você vê nessa matéria estava em péssimo estado. Com pintura detonada, interior com bancos descosturados e rasgados, sem falar na mecânica necessitando de reparos urgentes, nada mais natural que se tornasse o candidato ideal para ser "trabalhado" pela oficina, num extenso projeto feito pelos proprietários da oficina, os irmãos Gláucio e Glauber Ortega.

O primeiro passo, ainda com o veículo ostentando a pintura original branca, foi a remoção de vários componentes do carro, como pára-choques, rodas etc. Teve início então a moldagem em fibra de vidro das saias laterais - que são incorporadas à carroceria sem nenhuma marca de emenda - e pára-choques. "É na dianteira que está o grande destaque desse Eclipse, que tem a frente realmente muito agressiva", diz Gláucio.

Mas não é apenas por causa do pára-choque e do enorme intercooler, feito pela Belquip, que isso acontece. Os faróis têm as máscaras internas pintadas de laranja, cor que está presente em grande parte da carroceria e que é feita com um pigmento especial denominado Prismatic. Mas isso a gente vai ver mais adiante. O capô do motor recebeu uma manta de fibra de carbono legítima, além de travas suplementares.

Nas laterais, além das já descritas saias, os pára-lamas foram alargados em cerca de 10 cm, para que pudessem ser colocadas as rodas de aro 19 TSW, calçadas com pneus Yokohama 235/35 19. Os espelhos retrovisores originais deram lugar a outros menores, com o desenho semelhante ao Lamborghini Diablo e com pisca incorporado. O teto recebeu um imenso scoop de fibra, que também foi instalado sem emendas visíveis.

Na traseira há vários elementos para a galera pirar, como as lanternas tipo Altezza, marca TYC, além do pára-choque com extrator e aerofólio nacional da WOne, modelo Daytona Race. Complementa o pacote as ponteiras Raceway Furious, diâmetro de seis polegadas!

A pintura merece um capítulo a parte. Você já sabe que o pigmento laranja recebe nome de Prismatic e, segundo Gláucio, quando a luz incide assume um caráter "holográfico". Já para as partes pintadas de prata foi adotado um pigmento denominado Metal Flake, com flocos que dão o efeito de purpurina. Ao vivo o carro é muito louco.

A pintura original foi mantida nas partes brancas. Mas, Opa! E o teto? Um exame mais detalhado revela alguma coisa a mais além do scoop. Trata-se da pintura "camaleão", feita com base preta sob um pigmento especial, e que muda de tonalidade de acordo com o ângulo de incidência da luz, indo do bronze para o amarelo. Segundo Gláucio, o trabalho completo de pintura desse Eclipse custa por volta de R$ 6 mil.

Internamente o Eclipse se transmutou. O painel ainda lembra o do carro original, mas recebeu retrabalho dos gráficos dos instrumentos, fundo em padrão fibra de carbono, além pintura em várias partes, como caixa de instrumentos, console central, apliques nas portas, entre outras, tudo em laranja. Nas portas e em outros detalhes foi aplicado o prata e o branco com efeito laqueado.

O volante é da Shutt Revolution, assim como o protetor da alavanca do freio de mão e o pomo do câmbio. Na coluna dianteira esquerda foi instalado, de cima para baixo, um manômetro do turbo, vacuômetro e um manômetro de combustível, tudo argentino, da marca Orlan Rober. Na coluna direita há um extintor cromado e ambas foram pintadas de prata gliterizado, assim como o santantônio. E sobre a coluna do volante há um hall-meter da mesma marca dos outros instrumentos.

A parte direita do painel, à frente do passageiro onde havia a capa do airbag, recebeu um amperímetro, voltímetro, termômetro de água, manômetro de óleo e um conta-giros, também da Orlan Rober. No console central há um monitor Carrozeria AVIC-7 e um DVD player Pioneer AVIC-H9. Toda a forração do teto e em parte das portas adota tecido texturizado especial.

Os bancos são da Shutt, modelo STR e tipo concha. Mas ao olhar para trás, uma surpresa. Onde deveriam estar os bancos foi moldada uma peça em fibra que abriga duas garrafas de nitro com manômetro embutido, além de falantes de seis polegadas e tweeters, tudo da Selenium. Uma caixa de fusíveis Stinger está logo atrás do fim do console.

No porta-malas, mais uma peça moldada para abrigar um capacitor Power Acoustik Sapphire, além de dois woofers selenium de 12 polegadas, dois módulos Punch 400 Fosgate e dois monitores Booster de sete polegadas, além de dois dutos de dispersão. Uma pequena garrafa chama a atenção e trata-se do Power Flow, um compensador dos graves dos woofers.

Mecanicamente o motor foi totalmente refeito. O Eclipse ganhou ainda chip reprogramado, turbocompressor otimizado, com retrabalho na parte fria, novo sistema de pressurização e barras antitorção da Arospeed na dianteira e traseira. Para complementar o pacote, recebeu ainda um voltímetro digital para checar a carga da bateria e um manômetro do nitro.

Agora Gláucio está realizando um novo projeto, que - promete - vai ser ainda mais radical. E você vai poder conferir tudo aqui na WebMotors.
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