Novo Mini Cooper Cabrio é 100% diversão

Andamos nas três versões conversíveis do compacto premium inglês, que chega com preços entre R$ 146.990 e R$ 196.990

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Alessandro Reis
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A reestilização do Mini hatch lançada em junho no Brasil, já como linha 2019, acaba de ser estendida para as versões conversíveis do compacto premium - em pré-venda desde outubro e que agora chega às concessionárias da marca. Trazendo logotipo redesenhado, faróis full-LED e novas transmissões, o Mini Cabrio está disponível nas configurações Cooper (R$ 146.990), Cooper S (R$ 176.990) e John Cooper Works (R$ 196.990). Andamos nas três, durante evento de lançamento para a imprensa especializada, e já adiantamos: qualquer delas é diversão garantida e ao ar livre.

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Legenda: Versões conversíveis do Mini sobem ou descem a capota em 18 segundos. Faróis são full-LED
Crédito: Divulgação

Quem visitou o estande da Mini no Salão do Automóvel de São Paulo, no mês passado, teve a oportunidade de conferir ao vivo o que mudou no compacto com capota de lona dotada de acionamento elétrico, como anteriormente. Por fora, as novidades são sutis e repetem as alterações do Mini com capota fixa: os já mencionados faróis de LEDs e o logotipo "2D" da Mini no capô, na tampa traseira e nas rodas, além de lanternas traseiras de LEDs com luzes tridimensionais no padrão da bandeira do Reino Unido.

O Mini Cabrio também ganhou, como o hatch, um dispositivo luminoso que projeta o novo logotipo da Mini no chão ao abrir as portas, na parte inferior dos retrovisores externos. Por dentro, novos revestimentos de couro e, novamente, a Union Jack, a bandeira britânica, que aparece iluminada no painel, no lado do passageiro. A central multimídia, compatível somente com Apple CarPlay, foi igualmente atualizada.

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Legenda: Versão Cooper S, das fotos, deve ser a mais vendida. Todas agora vêm com lanternas de LEDs alusivas à bandeira britânica
Crédito: Divulgação

A mecânica é idêntica à do hatch, trazendo motor 1.5 turbo de três cilindros na configuração Cooper, capaz de render 136 cv de potência e 22,4 kgf.m de torque, disponíveis a 1.480 rpm. As versões mais caras contam com propulsor 2.0 de quatro cilindros, também turbinado, que entrega 192 cv e 28,5 kgf.m a 1.350 giros na versão Cooper S e chega a 231 cv e 32,6 kgf.m a baixíssimas 1.250 rotações no Mini Cabrio John Cooper Works. Todas as configurações contam com sistema start-stop, que desliga automaticamente o motor em paradas rápidas para poupar combustível - no caso, sempre gasolina.

Câmbios novos e velozes

Os motores são os mesmos usados antes da reestilização da linha Mini e, como nas versões hatch, a novidade está nas transmissões: as configurações Cooper e Cooper S trocam o câmbio automático de seis marchas pela caixa automatizada de dupla embreagem e sete velocidades, que oferece trocas mais rápidas. Já a opção John Cooper Works, mais potente e "torcuda", traz transmissão automática convencional, com conversor de torque, fornecida pela Aisin e que traz oito marchas. Como veremos adiante, esse câmbio também surpreende pela rapidez, devendo nada ou muito pouco à caixa de dupla embreagem.

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Legenda: Versões Cooper e Cooper S têm agora câmbio automatizado de dupla embreagem e 7 marchas. Alavanca é nova, independentemente da configuração escolhida
Crédito: Divulgação

Além das transmissões renovadas, a alavanca de câmbio também é nova, totalmente eletrônica, do tipo "joystick", no qual você seleciona a opção desejada e a manopla volta para a posição inicial. Como anteriormente, o freio de estacionamento é manual, bem como os ajustes dos bancos. São 15 as opções de cor da carroceria e o teto de lona, opcionalmente, pode trazer a bandeira do Reino Unido estampada. De série, todas as configurações vêm com rodas de liga leve de 17 polegadas.

Bem equipado

Quanto ao conteúdo, a versão de entrada Cooper é a única do trio que não conta com luz alta automática, seletor de modos de condução (que ajusta motor, câmbio, volante e motor para uma tocada mais econômica ou esportiva), borboletas no volante para troca de marchas, navegação GPS integrada à central multimídia e seletor no console com superfície sensível ao toque. Também dispensa o "head-up display", presente nas demais opções e que projeta informações, como velocidade e rotas de navegação, em uma telinha transparente na altura do para-brisa. A central, igualmente, traz tela tátil menor, de 6,5 polegadas, contra 8,8 polegadas das configurações mais caras. Alguns itens, como o GPS, podem ser instalados opcionalmente no Mini Cooper Cabrio, mas aí compensa mais partir para a configuração Cooper S.

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Legenda: Cabine ganhou nova central multimídia e bandeira britânica estilizada e iluminada no lado direito do painel
Crédito: Divulgação

Embora seja a versão menos equipada, nem por isso o Cooper Cabrio é "pelado", afinal se trata de um carro que custa quase R$ 150 mil. Vem de fábrica com ar-condicionado digital de duas zonas, bancos esportivos com revestimento semelhante ao couro, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, pneus run-flat (que permitem rodar determinada distância mesmo furados), sensores traseiros de estacionamento e luzes de ambiência na cabine e nas maçanetas.

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Legenda: Todas as versões do Mini conversível têm ar-condicionado de duas zonas e partida do motor por botão, na chave vermelha
Crédito: Divulgação

Além disso, a nova central multimídia traz o sistema Mini Connected, com conteúdo online, via acesso à internet incluso no preço, como notícias, preço de combustíveis e alertas meteorológicos, bem como serviço de concierge, que disponibiliza um atendente para dar informações, como o restaurante mais próximo, por exemplo. Diferentemente da maioria dos veículos, nos novos Mini a integração com o CarPlay, da Apple, é por Wi-Fi e não requer cabo, mas não há sistema de recarga sem fio para celulares, disponível lá fora mas que ainda não foi homologado para o Brasil.

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Legenda: Como anteriormente, pequeno 'cluster' do Mini Cabrio é fixado na coluna de direção, ajustável em altura e profundidade
Crédito: Divulgação

Nas versões Cooper S e John Cooper Works, que têm GPS, o mapa conta com atualização do trânsito em tempo real e o sistema de localização por satélite funciona em conjunto com o start-stop - que não desliga o motor ao entrar em uma rotatória, por exemplo. Essas configurações mais caras também trazem som da marca Harman-Kardon e câmera de ré.

Impressões ao volante

Como mencionado acima, no test-drive tivemos a chance de rodar, em trechos predominantemente rodoviários, com as três versões. Primeiramente, é preciso deixar claro que o Mini é mesmo um carro compacto, com habitáculo estreito, apesar do 1,72 m de largura total. Nas versões com capota rígida, o espaço no banco traseiro, oficialmente para duas pessoas, é ainda mais restrito no conversível, quase inviável para dois adultos de estatura mediana. Além disso, para abrigar a capota quando ela é baixada, a capacidade do porta-malas foi reduzida de 211 litros para apenas 160 litros de bagagens. É o preço a se pagar pela sensação de rodar ao ar livre.

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Legenda: Versão Cooper S tem 192 cv e oferece acelerações vigorosas: zero a 100 km/h em 7 segundos
Crédito: Divulgação

Como anteriormente, o acionamento elétrico é feito por meio de um botão junto ao retrovisor interno e a operação completa de abertura ou fechamento leva 18 segundos - dá para abrir apenas a parte dianteira da capota, como um teto solar. Com a capota fechada, chama a atenção o bom nível de isolamento acústico. Por conta dos reforços estruturais típicos de carros conversíveis, para compensar a ausência de um teto fixo e rígido, o peso total, de 1.235 kg na versão Cooper, é 120 kg maior que na configuração hatch correspondente - mas isso não afeta em nada a dirigibilidade e o desempenho.

Na cabine, como todo o Mini, o estilo é despojado, jovem e até feminino, para alguns. Os botões são em forma de chave, lembrando aeronaves e sistemas de som mais antigos, e todo o cluster é preso à coluna de direção, ajustável em atura e profundidade. A central multimídia fica em uma moldura redonda circundada por um anel de LEDS, cuja cor muda conforme o estilo de condução. Os materiais de acabamento são mais simples que os vistos em um BMW, mas têm a qualidade esperada em um produto autointitulado como "premium". Encontrar a posição ideal para dirigir é fácil e dá para rodar com o banco bem baixo, o que combina totalmente com a tocada de "kart" típica de um Mini.

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Legenda: Opcionalmente, capota de lona traz bandeira do Reino Unido estampada
Crédito: Divulgação

Na atual geração, lançada aqui em 2014, a Mini promoveu uma nova calibragem das suspensões, deixando o carro mais confortável para o uso no dia a dia - muitos clientes reclamavam da dureza excessiva dos modelos da marca britânica. Justamente por esse motivo a configuração mais esportiva e cara John Cooper Works trocou as antigas rodas de 18 polegadas por unidades aro 17 e pneu de perfil um pouco mais alto. Mesmo com essas alterações, o Mini manteve o DNA mais esportivo, com direção rápida, carroceria baixa e leve e condução ágil.

Mesmo o Mini Cooper Cabrio de três cilindros, o mais fraco em termos de desempenho, é um carro super esperto e, oferecendo 22 kgf.m de torque a baixas rotações, responde prontamente ao pisar fundo no acelerador. O câmbio de dupla embreagem é outro responsável pela condução prazerosa, reduzindo ou subindo marchas com extrema rapidez e no tempo certo. Permite trocas manuais na alavanca e também conta com modo esportivo, que atrasa as trocas para acelerações mais vigorosas. A Mini informa que, nessa versão, a aceleração de zero a 100 km/h acontece em 8,7 segundos, com máxima de 206 km/h. Muito mais que o suficiente no uso cotidiano, com baixo consumo também: como o pé leve, dá para fazer mais de 16 km/l na estrada e cerca de 12 km/l na cidade. As versões 2.0 também bebem pouco, se houver comedimento com o pé direito.

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Legenda: Nas configurações conversíveis, capacidade do porta-malas é reduzida a 160 litros
Crédito: Divulgação

Passando para a configuração Cooper S, historicamente a mais vendida da gama Mini, a brincadeira fica mais divertida. Equipada com o mesmo câmbio automatizado de duas embreagens, já permite aquelas aceleradas de "grudar" as costas no banco e já traz o seletor de modo de condução, que pode ser "Green" (mais econômico), "Mid" (intermediário) e Sport (esportivo). Além de alterar a assistência elétrica do volante, o mapeamento do motor e o momento da troca de marchas, também ajusta a rigidez dos amortecedores, deixando as suspensões (um pouco) mais macias ou mais rígidas. Os números deixam claro o salto em performance: 0 a 100 km/h em sete segundos e velocidade até 230 km/h.

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Legenda: Como nas versões hatch, Mini Cabrio projeta o novo logotipo na marca no chão, a partir dos retrovisores
Crédito: Divulgação

Já o John Cooper Works pode ser chamado de "foguetinho de bolso". Com torque de motor V6 aspirado disponível a rotações ainda mais baixas, traz suspensões (ainda) mais rígidas e um ronco grave saindo do escapamento esportivo. De acordo com a fabricante, ele sai da imobilidade e atinge os 100 km/h rm 6,5 segundos e chega a 211 km/h. No entanto, essa configuração, mesmo com as rodas de 17 polegadas, é realmente dura, "copiando" boa parte das ondulações e buracos da pista, mesmo com o seletor de modos de condução no modo "Green". O ganho em desempenho não compensa a perda do conforto, a não ser que performance seja a sua prioridade. Escolheria o Mini Cabrio Cooper S, que traz um conjunto mais equilibrado e é R$ 20 mil mais em conta.

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