Optima quer concorrência estelar

Kia vai ao ringue com Mercedes-Benz, BMW e outras marcas de peso
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Adriana Bernardino
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A estratégia das marcas coreanas Kia e Hyundai em comparar seus veículos aos das alemãs Mercedes-Benz e BMW, respectivamente, faz pensar no conselho do renomado escritor Rainer Maria Rilke a um jovem aspirante a poeta. “Não escreva poesias de amor”, ele diz, “precisa-se de uma força grande e amadurecida para se produzir algo de pessoal num domínio em que sobram tradições boas, algumas brilhantes”. No domínio das alemãs, o Kia Optima arrisca-se a ficar para trás. Fora dele, pode revelar-se um expressivo avanço da coreana entre os sedãs de luxo.


Dos líderes do segmento em 2011 – Ford Fusion 2.5L, com 7.873 unidades vendidas; Hyundai Sonata, 7.757; Mercedes-Benz C180, 5.277; BMW 320i, 1.513; e VW Passat, 1.390 –, a Kia espera que seu terceiro sedã, situado acima do Cerato e abaixo do Cadenza, fique em 2012 entre os primeiros do ranking, com 3.200 unidades vendidas.

Para isso, a marca aposta na relação custo-benefício, no design – assinado pelo alemão Peter Schreyer, dono das mãos que deram vida às linhas da primeira geração do Audi TT – e na autoconfiança que pretende colocá-lo no nível estelar de algumas marcas de luxo.

Prova disso foi, na ocasião de lançamento, a Kia ter estacionado o Optima ao lado dos concorrentes acima mencionados e sugerido que a experiência de dirigi-lo seria tão ou mais interessante do que, por exemplo, guiar um C180 ou 320i, ambos com 156 cv. Talvez por isso, a primeira impressão ao colocar, ainda que brevemente, o motor 2,4-litro 16V de 180 cv e 23,6 kgfm de torque na estrada foi de que, mesmo com 24 cv a mais que os dois concorrentes, não é tão esperto quanto o deles, embora não decepcione.

Confortável e espaçoso graças à distância de entre-eixo de 2,795 mm, o Optima dispõe de uma série de recursos para receber bem o motorista e seus ocupantes, entre eles: controles elétricos e de memória para o banco; regulagem de profundidade e altura do volante, que traz controles do computador de bordo e CD/MP3; paddle shifts, sistema de som com quatro alto-falantes e dois tweeters; ar-condicionado digital de duas zonas, porta-luvas refrigerado, controle de estabilidade, controle de cruzeiro e o botão EcoSytem, que reduz o consumo de combustível, e airbags frontais, laterais e de cortina.

Em relação à aparência, ponto forte do modelo, o Optima faz jus à definição da fabricante: um sedã mais jovem e esportivo. A estratégia é conquistar o perfil do comprador executivo com mais de 40 anos, casado e com filhos. Mas a aura familiar fica por aí. Schreyer esforçou-se para livrar o carro do estigma de ‘tiozão’ que persegue o segmento. Tudo leva a crer que o designer conseguiu.

Repare na lateral do veículo, que traz a linha de cintura ascendente e impressão de teto mais baixo. O conjunto de rodas de liga leve aro 18, escapamento com dupla saída e ponteiras esportivas, spoiler na tampa traseira, lanternas traseiras e de neblina em LED dão elegância e, ao mesmo tempo, agressividade ao modelo.

Por que comprar: além de visual, o carro tem boa relação custo/benefício. O modelo está disponível em duas versões: a mais barata, R$ 96,9 mil; e a topo de linha, R$ 105,9 mil. Os diferenciais da opção mais cara estão no teto solar panorâmico, na chave Smart Key e nos faróis de xenônio.

O Optima tem grandes chances se destacar no segmento e atingir as metas de venda da marca. Vale apenas um último conselho, também de Rilke: “Nada poderia perturbar mais do que olhar para fora”. Então deixemos, ao menos por enquanto, Mercedes e BMW fora desse quadrado.

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