Quarta geração do Nissan Micra será chamada de March aqui

Na Europa, o urbano estreia ainda um novo motor 1.2 de três cilindros com comando de válvulas variável
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- Na busca por maiores volumes de vendas no Brasil, a Nissan segue uma trajetória em etapas bem definidas. Depois de reforçar no país sua vocação para veículos fora-de-estrada, tratou de mostrar que também fabrica automóveis de passeio. Daí, surgiram modelos importados do México, como o Sentra e o Tiida, além da minivan Livina, que passou a ser feita na planta paranaense de São José dos Pinhais. Mas a marca japonesa tem ciência de que para vender mais em um país onde preço é item fundamental e 70% dos carros vendidos são compactos, precisa de um modelo mais adequado. E a solução para a montadora pode ter surgido no Salão de Genebra, onde a Nissan mostrou a quarta geração do Micra, seu compacto mais famoso no mundo, que chegará ao Brasil no ano que vem.

O renovado hatch ganhou agora uma faceta globalizada. De plataforma global, entenda-se também que o carro vai ser voltado para os tais mercados emergentes, onde será chamado March – na Europa o nome Micra será mantido. É com este nome que ele começa a ser fabricado na Tailândia, cujas vendas começam ainda em março. Depois, as linhas de montagem se estendem pela Índia, China e México, onde será feito na unidade de
Aguascalientes, planta que abriga o Sentra e o Tiida. É do país latino-americano que o Micra, ou March, vai ganhar as ruas brasileiras. Beneficiado pelos acordos alfandegários entre os dois países, o modelo deve chegar com preços competitivos a partir de R$ 35 mil, para brigar no tão disputado, pulverizado e movimentado segmento de compactos.

O March inaugura a plataforma V da Nissan e conta com um design que abusa de elementos musculosos e circulares. As extremidades elevadas do capô compõem os faróis ovalados. A tampa do compartimento do motor tem duas discretas saliências e, na ponta, uma pequena e afilada grade frontal. O para-choques levemente bojudo traz dois faróis de neblina redondos e uma generosa entrada de ar trapezoidal. Nas laterais prevalecem as linhas limpas, com apenas uma saliência na altura das maçanetas e um pequeno vinco na parte inferior das portas. A terceira coluna tem um caimento em arco, o que confere à janela traseira uma curva bem acentuada.

Na traseira, o aspecto bojudo também prevalece. Isso fica evidente desde o aerofólio proeminente acima da janela traseira, com contornos arredondados. As lanternas verticais também têm bordas circulares e se sobressaem à tampa do porta-malas, formando uma espécie de culote. Por dentro, o aspecto é de simplicidade, talvez um efeito por se tratar de um produto para os tais mercados emergentes. O revestimento em dois tons, os detalhes em prata e os cromados nas maçanetas, porém, conferem um certo ar de requinte ao novo March.

Na Europa, o Micra/March estreia ainda um novo motor 1.2 de três cilindros com comando de válvulas variável. A unidade gera 80 cv de potência e 11 kgfm de torque máximo. O modelo também ganhou uma nova transmissão do tipo CVT – continuamente variável. Além disso, o compacto vai usar o propulsor 1.2 com compressor mecânico, injeção direta e sistema start-stop – que desliga o motor durante as paradas e o religa automaticamente assim que o motorista pisa no pedal do acelerador. São 98 cv, 14, kgfm e emissões prometidas de 95 g/km de CO2. O modelo será oferecido no mercado europeu com seis
airbags, freios com ABS e controle eletrônico de estabilidade. Itens quase obrigatórios por lá, mas que provavelmente serão opcionais por aqui e nos demais mercados emergentes. Afinal, é preciso ganhar volume sem pesar no custos.

Veja também:

O WebMotors havia falado sobre o lançamento do Nissan Micra na semana passada.

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